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domingo, 21 de junho de 2009

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA – Caminho para o Coração de Jesus



Festa
20 de junho


“Vemos que o Coração de Maria é visitado pela graça do Pai, é penetrado pela força do Espírito e impulsionado interiormente pelo Filho; isto é, vemos um coração humano perfeitamente introduzido no dinamismo da Santíssima Trindade”.

Papa Bento XVI

“Ao consagrarmo-nos ao Coração de Maria, descobrimos o caminho seguro para o Coração de Jesus, símbolo do Amor Misericordioso de Nosso Salvador”.

Papa João Paulo II
22 de setembro de 1986

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA – Corações de Jesus e Maria unidos no tempo



Festa
20 de junho

“Esta Festa está intimamente vinculada com a Solenidade do Sagrado Coração, a qual se celebra no dia anterior, na sexta-feira. Ambas se celebram respectivamente na sexta-feira e no sábado, na oitava de Corpus Christi. Os Corações de Jesus e Maria estão maravilhosamente unidos no tempo e na eternidade desde o momento da Encarnação. A Igreja nos ensina que o modo mais seguro de chegar a Jesus é por meio de sua Santa Mãe Maria. Por isso nos consagramos ao Coração de Jesus por meio do Coração de Maria.

A Festa do Coração Imaculado de Maria foi oficialmente estabelecida em toda a Igreja pelo Papa Pio XII, em 04 de maio de 1944, para obter por meio da intercessão de Maria a paz entre as nações, liberdade para a Igreja, a conversão dos pecadores, amor à ‘pureza e à prática das virtudes’. Esta Festa se celebra na Igreja todos os anos no sábado seguinte ao segundo domingo depois de Pentecostes.

Depois de sua entrada nos céus, o Coração de Maria segue exercendo a nosso favor a sua amorosa intercessão. O amor de seu coração se dirige primeiro a Deus e a seu Filho Jesus, mas se estende também com solicitude maternal sobre todo o gênero humano que Jesus lhe confiou ao morrer; e assim a louvamos pela santidade de seu Imaculado Coração e lhe solicitamos ajuda maternal em nosso caminho até seu Filho.

Entreguemo-nos ao Coração Imaculado de Maria dizendo-lhe: Leva-nos a Jesus pela tua mão! Leva-nos, Rainha e Mãe, até as profundezas de seu Coração adorável! Coração Imaculado de Maria, roga por nós!”.

Fonte: Ewtn

ANO SACERDOTAL – Papa Bento XVI inaugura Ano pedindo sacerdotes santos



Bento XVI inaugura Ano Sacerdotal pedindo presbíteros santos

Que o coração de cada presbítero seja inflamado de amor por Jesus

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 19 de junho de 2009 (ZENIT.org)- Bento XVI inaugurou o Ano Sacerdotal na tarde desta sexta-feira, constatando a necessidade que a Igreja tem de santos sacerdotes.

Ao mesmo tempo, ao presidir as segundas vésperas na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, na Basílica Vaticana, reconheceu que o maior sofrimento para a Igreja é o pecado dos sacerdotes.

A celebração começou quando o Papa se dirigiu à Capela do Coral da Basílica de São Pedro para venerar em silêncio o coração do Santo Cura de Ars, São João Maria Vianney; neste ano se comemora precisamente o 150º aniversário do seu falecimento.

“A Igreja tem necessidade de sacerdotes santos – disse o Papa na homilia; de ministros que ajudem os fiéis a experimentarem o amor misericordioso do Senhor e sejam suas testemunhas convictas.”

Por isso, convidou os crentes a pedirem “ao Senhor que inflame o coração de cada presbítero” de amor por Jesus.

“Como esquecer que nada causa mais sofrimento à Igreja, Corpo de Cristo, que os pecados dos seus pastores, sobretudo daqueles que se convertem em ‘ladrões de ovelhas’, seja porque as desviam com suas doutrinas privadas, seja porque as atam com os laços do pecado e da morte?”, perguntou-se o Papa.

“Também para nós, queridos sacerdotes, aplica-se o chamado à conversão e a recorrer à misericórdia divina, e igualmente devemos dirigir com humildade incessante a súplica ao Coração de Jesus, para que nos preserve do terrível risco de causar dano àqueles a quem devemos salvar”, disse o Papa aos numerosos presbíteros e bispos presentes.

Por isso, afirmou: “Nossa missão é indispensável para a Igreja e para o mundo, e exige fidelidade plena a Cristo e uma incessante união com Ele, isto é, exige que busquemos constantemente a santidade, como o fez São João Maria Vianney”.

Papa Bento XVI
Inauguração do Ano Sacerdotal

sexta-feira, 19 de junho de 2009

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – O Amor é digno de toda glória!



Solenidade
19 de junho

“Queridos irmãos e irmãs,

Nos encontramos reunidos para venerar esse momento único na história do universo em que Deus-Filho se fez homem nas profundezas do Coração da Virgem de Nazaré.

É o momento da Anunciação que reflete a oração do ‘Angelus Domini’: ‘Conceberás em teu seio e darás à luz um filho, a quem porás o nome Jesus. Ele será chamado Filho do Altíssimo’ (Lc 1, 31-32)

Maria disse: ‘Faça-se em mim segundo a tua palavra’ (Lc 1, 38).

E desde aquele momento seu Coração se prepara para acolher a Deus-Homem: "Coração de Jesus, digníssimo de toda glória"!

Nos unimos à Mãe de Deus para adorar a este Coração do Homem que, mediante o mistério da união hipostática (união das naturezas), é ao mesmo tempo o Coração de Deus.

Tributamos a Deus a adoração devida ao Coração de Cristo Jesus, desde o primeiro momento de sua concepção no seio da Virgem.

Junto com Maria lhe tributamos a mesma adoração no momento do nascimento: quando veio ao mundo na extrema pobreza de Belém. Nós lhe tributamos a mesma adoração, junto com Maria, durante todos os dias e os anos de sua vida oculta em Nazaré, durante todos os dias e os anos em que cumpre seu serviço messiânico em Israel.

E quando chega o tempo da paixão, do despojamento, da humilhação e do opróbio da cruz, nos unimos todavia mais ardentemente ao Coração da Mãe para gritar: ‘Coração de Jesus, digníssimo de toda glória!’.

Sim. Digníssimo de toda glória precisamente por causa deste opróbio e humilhação! Com efeito, então o Coração do Redentor alcança o cume do amor de Deus. E precisamente o Amor é digno de toda glória!

Nós ‘não nos gloriaremos a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo’ (cf. Gál 6, 14), escreverá São Paulo, enquanto São João ensina: ‘Deus é amor’ (1 Jn 4, 8).

Jesus Cristo está na glória de Deus Pai. Desta glória o Pai rodeou, no Espírito Santo, o Coração de seu Filho glorificado. Esta glória anuncia nos séculos a assunção ao céu do Coração de sua Mãe. E todos nós nos unimos a Ela para confessar: ‘Coração de Jesus, digníssimo de toda glória, tem piedade de nós!’.

Santo Padre João Paulo II
Angelus, 04 de agosto de 1985

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – Por teu Coração ferido



Solenidade
19 de junho

Santa Gertrudes, a Grande, ou Gertrudes de Helfta, é uma importante santa na história da devoção ao Sagrado Coração. Religiosa beneditina alemã de grande cultura filosófica e literária,se destacou por seu dom de contemplação. Foi uma dos primeiros apóstolos do Sagrado Coração de Jesus.. Ainda antes que Nosso Senhor aparecesse a Santa Margarida Maria Alacoque, Santa Gertrudes teve uma experiência mística do Sagrado Coração de Jesus.

Santa Gertrudes se adiantou a seu tempo em certos pontos como a comunhão frequente, a devoção a São José e a devoção ao Sagrado Coração. Com frequência falava do Sagrado Coração com Santa Matilde, sua irmã, e se conta que em duas visões diferentes reclinou a cabeça sobre o peito de Nosso Senhor e ouviu as batidas de seu Coração Divino. Foi uma apaixonada pelo Sagrado Coração.

Oração de Santa Gertrudes

“Por teu Coração ferido, querido Senhor, transpassa o meu tão profundamente com o dardo do teu Amor, que já não possa mais ele conter as coisas terrenas e seja inteiramente e tão somente governado pela ação de teu divino Amor!”.

Santa Gertrudes de Helfta
Mensaje de la Divina Misericórdia, Madrid, BAC

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – Revelações do Coração de Jesus



Solenidade
19 de junho

4ª Revelação de Jesus

Das revelações de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque, a 4ª revelação é considerada a mais importante. Nela o Senhor manifestou a sua vontade de estabelecer na Igreja uma Festa litúrgica em honra do seu Sagrado Coração.

Esta revelação aconteceu no curso da oitava de Corpus Christi do ano 1675, entre os dias 13 e 20 de junho. Santa Margarida conta:

“Estando ante o Santíssimo Sacramento um dia de sua oitava e querendo tributar-lhe amor por tão grande amor, me disse o Senhor: ‘Não podes tributar-me nada maior do que o que tantas vezes já te pedi’. Então, o Senhor descobriu seu Coração e disse: ‘ Eis aqui o Coração que tanto amou os homens e que não reteve nada até ao extremo de esgotar-se e consumir-se para testemunhar o seu amor. E, em compensação, só recebe, da maioria deles, ingratidões, assim como friezas e menosprezos que têm para comigo neste Sacramento de amor. Mas o que mais me dói é que se portem assim os corações que me foram consagrados. Por isso te peço que na primeira sexta-feira depois da oitava de Corpus Christi, se celebre uma Festa especial para honrar meu Coração, e que se comungue nesse dia para pedir perdão e reparar os ultrajes por ele recebidos durante o tempo que permaneceu exposto nos altares.. Também te prometo que meu Coração se dilatará para derramar em abundância os efeitos de seu divino Amor sobre quem lhe faça essa honra e procure lhe render esse tributo”.

O Padre Claudio de la Colombière ordenou a Margarida que cumprisse plenamente a vontade do Senhor, e que também escrevesse tudo quanto Ele lhe havia revelado. Margarida obedeceu a tudo o que lhe pediu pois seu maior desejo era que se chegasse a cumprir o desígnio do Senhor.


Se passariam mais de dez anos antes que se chegasse a instituir a devoção ao Sagrado Coração de Jesus no Mosteiro da Visitação. Seriam dez anos muito duros para Margarida. A Madre Superiora, que por fim chegou a acreditar nela, foi transferida para outro mosteiro. Mas antes de ir, ordena a Margarida que relatasse a toda comunidade tudo quanto o Senhor lhe havia revelado. Ela aceitou somente em nome da santa obediência e comunicou a todas o que o Senhor lhe havia revelado, inclusive os castigos que faria cair sobre a comunidade.

Quando todas, enfurecidas, começaram a falar-lhe duramente, Margarida se manteve calada, aguentando com humildade tudo quanto lhe diziam. No dia seguinte, a maioria das monjas, sentindo-se culpadas do que haviam feito, acudiram à confissão. Margarida então ouviu que o Senhor lhe dizia que nesse dia, por fim, chegava a paz novamente ao mosteiro e que por seu grande sofrimento, a sua divina justiça havia sido aplacada.

Contra sua vontade, Margarida foi designada como mestra de noviças e sub-priora.Isto chegou a ser parte do plano do Senhor para que por fim se começasse a abraçar a devoção do Sagrado Coração de Jesus. Entretanto, Margarida nunca chegou a ver, durante sua vida na terra, o pleno reconhecimento dessa devoção.

Na tarde de 17 de outubro de 1690, havendo Margarida previamente indicado esta data como dia de sua morte, encomendou sua alma ao Senhor, a quem ela havia amado com todo seu coração. Morre entre 7 e 8 horas da noite. Tinha 43 anos de idade e 18 anos de profissão religiosa.

Passaram-se somente três anos após de sua morte, quando o Papa Inocêncio XIII começou um movimento que abriria as portas para esta devoção. Proclamou uma Bula Papal, dando indulgências a todos os Mosteiros Visitandinos, que resultou na instituição da Festa do Sagrado Coração na maioria dos conventos. Em 1765, o Papa Clemente XIII introduziu a Festa em Roma, e em 1856 o Papa Pio IX estendeu a Festa do Sagrado Coração a toda a Igreja. Finalmente, em 1920, Margarida Maria Alacoque foi elevada à honra dos altares pelo Papa Bento XV”.

“Amado e glorificado seja em toda a parte o Sagrado Coração de Jesus”.

Santa Margarida Maria Alacoque
Do Diário Espiritual

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – Consagração ao Sagrado Coração



Solenidade
19 de junho

Consagração ao Sagrado Coração

“Me entrego e consagro ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, minha pessoa e vida, ações, dores e sofrimentos, para que utilize meu corpo somente para honrar, amar e glorificar ao Sagrado Coração.

Este é meu propósito definitivo, único, ser todo d'Ele, e fazer tudo por amor a Ele, e ao mesmo tempo renunciar com todo o meu coração qualquer coisa que não lhe compraz, além de tomar-te, Ó Sagrado Coração, para que sejas ele o único objeto de meu amor, o guardião de minha vida, meu seguro de salvação, o remédio para minhas fraquezas e inconstância, a solução aos erros de minha vida e meu refúgio seguro à hora da morte.

Seja, Ó Coração de Bondade, meu intercessor ante Deus Pai, e livra-me de sua sabia ira. Ó Coração de amor, ponho toda minha confiança em ti, temo minhas fraquezas e falhas, mas tenho esperança em tua Divindade e Bondade.

Tira de mim tudo o que está mal e tudo o que provoque que não faça tua santa vontade, permite a teu amor puro que se imprima no mais profundo de meu coração, para que eu não me esqueça nem me separe de ti.

Que eu obtenha de tua amada bondade a graça de ter meu nome escrito em teu Coração, para depositar em ti toda minha felicidade e glória, viver e morrer em tua bondade. Amém”.

Santa Margarida Maria Alacoque
Diário Espiritual

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – Decálogo do Coração de Jesus segundo Bento XVI




Solenidade
19 de junho

CIDADE DO VATICANO, sábado, 7 de junho de 2008 (ZENIT.org)- Domingo,1 de junho, em suas palavras na oração do Angelus, o Papa Bento XVI falou da devoção ao Sagrado Coração de Jesus, traçando uma síntese deste mistério e culto. Eis aqui, em forma de decálogo, redigido por Jesus de lãs Heras, diretor da revista Ecclesia.


O coração é o símbolo da fé cristã.

O coração de Jesus, síntese da Encarnação e da Redenção.

O Sagrado Coração, manancial de bondade e de verdade.

O Coração de Jesus, expressão da boa nova do amor.

O Sagrado Coração, palpitação de uma presença em

que se pode confiar e descansar.


Decálogo do Sagrado Coração

1. O Coração de Cristo é símbolo da fé cristã, particularmente amado tanto pelo povo como pelos místicos e teólogos, pois expressa de uma maneira simples e autêntica a “Boa Nova do Amor”, resumindo em si o mistério da Encarnação e da Redenção.

2. A solenidade litúrgica do Sagrado Coração de Jesus é a terceira e última das festas do Tempo Pascal, após a Santíssima Trindade e o Corpus Christi. Esta sucessão faz pensar em um movimento até o centro: um movimento do Espírito guiado pelo próprio Deus.

3. Desde o horizonte infinito de seu amor, de fato, Deus quis entrar nos limites da história e da condição humana, tomou um corpo e um coração, para que possamos contemplar e encontrar o infinito no finito, o Mistério invisível e inefável no Coração humano de Jesus, o Nazareno.

4. Em minha primeira Encíclica sobre o tema amor, o ponto de partida foi precisamente o olhar dirigido ao costado transpassado de Cristo, do que fala João em seu Evangelho. (Cf. 19,37; Deus caritas est, 12).

5. Este centro da fé é também a fonte da esperança pela qual fomos salvos, esperança que foi o tema de minha segunda Encíclica.

6. Toda pessoa necessita de um “centro” para sua própria vida, um manancial de verdade e de bondade ao qual recorrer ante a sucessão das diferentes situações e no cansaço da vida cotidiana.

7. Cada um de nós, quando se detém em silêncio, necessita sentir não só o palpitar de seu coração, mas também, de maneira mais profunda, o palpitar de uma presença confiável que se pode perceber com os sentidos da fé e que, entretanto, é muito mais real: a presença de Cristo, coração do mundo.

8. Convido-lhes, portanto, a cada um para renovar no mês de junho a sua própria devoção ao Coração de Cristo.

9. Um dos caminhos para revitalizar esta devoção ao Coração de Cristo é valorizar e praticar também a tradicional oração de oferecimento do dia e tendo presentes as intenções que proponho em toda a Igreja.

10. Junto ao Sagrado Coração de Jesus, a liturgia nos convida a venerar o Coração Imaculado de Maria. Encomendemo-nos a Ela com grande confiança.

Santo Padre Bento XVI
Angelus, 07 de junho de 2008

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – Oração “Dá-me teu Coração!”



Solenidade
19 de junho

“Que farás, Senhor, para vencer a obstinada indiferença dos homens? Teu Coração não encontra neles mais que dureza, esquecimento, desprezo, ingratidão. Tu te esgotaste neste Mistério de Amor; Tu foste tão longe que, como dizem os Santos Padres, chegaste onde podia chegar o teu Poder.

Se os contatos divinos com tua Sagrada Carne não conseguem destruir tudo o que me distrai e seduz, em vão poderei esperar um outro remédio de maior força.

A tão grande calamidade, somente uma saída encontro: dá-me outro coração, um coração dócil, um coração sensível, um coração que ame incondicionalmente, um coração que não seja de mármore nem de bronze; concede-me, Senhor, o teu próprio Coração!

Este Coração que se encontra ainda com os mesmos sentimentos e sobretudo sempre abrasado de amor pelos homens; sempre sensível aos nossos males; sempre desejoso de fazer-nos participantes de seus tesouros e de dar-se a si mesmo; sempre disposto a receber-nos e a servir-nos de asilo, mansão, de paraíso, já nesta vida. Este Coração que ama e não é amado, e nem sequer seu amor é conhecido, porque não se dignam os homens a receber os dons que lhes doa para conhecê-lo, nem escutar as amáveis e íntimas manifestações que quer fazer aos nossos corações.

Vem, então, amável Coração de Jesus, vem e coloca-te no centro do meu peito, e nele acende um braseiro de amor tal que me leve ininterruptamente a corresponder, de algum modo, ao meu dever de amar-te sempre e cada vez mais.

Deus meu, ama a Jesus que está em mim na medida em que me amou a mim Nele. Faz com que eu não viva senão para Ele e por Ele a fim de chegar a viver eternamente com Ele no Céu. Amém”.


São Claudio de la Colombière
Sermón 32º O.C. 10, p. 34

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – Jaculatórias, setas de amor atiradas ao Coração Divino



Solenidade
19 de junho

As jaculatórias são orações breves que, repetidas ao longo do dia, ajudam a lembrar da presença de Deus em nossas vidas. São uma forma de estarmos em constante contato com a Trindade de Amor em todos os momentos de nossas vidas, muito especialmente nas nossas experiências de aflição, na nossa fraqueza, desespero, ou quando provados pelas tentações. Podem ser recitadas a qualquer momento do nosso dia a dia. São ainda muito importantes quando feitas apenas e tão somente para demonstrar o nosso amor ao Deus Uno e Trino - Pai, Filho e Espírito Santo. Então, tornam-se como setas de amor que atiramos ao Céu diretamente no Coração amoroso de Deus Amor.

Jaculatórias com indulgências parciais

“Doce Coração de Jesus, sede o meu amor”.

“Sagrado Coração de Jesus, eu tenho confiança em Vós”.

“Sagrado Coração de Jesus, eu me dou a Vós por Maria”.

“Coração de Jesus, fazei que eu vos ame e vos faça amar”.

“Sagrado Coração de Jesus, creio no vosso amor para comigo”.

“Coração de Jesus, Fonte de toda pureza, tende piedade de nós”.

“Seja conhecido, amado e imitado o Sagrado Coração de Jesus”.

“Jesus, manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao vosso”.

“Coração Eucarístico de Jesus, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade”.

“Doce Coração do meu Jesus, que tanto nos amais, fazei que vos ame cada vez mais”.

“Coração de Jesus, abrasado de amor por nós, inflamai o nosso coração de amor por Vós”.


“Sagrado Coração de Jesus, venha a nós o vosso Reino”.

“Sagrado Coração de Jesus, protegei as nossas famílias”.

“Ó Jesus, Vida eterna no seio do Pai, Vida das almas feitas à vossa semelhança, em nome do vosso amor, fazei conhecer, revelai o vosso Coração”.

“Coração de Jesus, Vítima de caridade, fazei me para Vós uma hóstia viva, santa e agradável a Deus”.

“Adoremos, demos graças, supliquemos e consolemos, com Maria Imaculada, o Sacratíssimo e Amantíssimo Coração Eucarístico de Jesus”.

“Ó Coração de amor, eu ponho toda a minha confiança em Vós pois temo a minha fraqueza, mas tudo espero de vossa bondade”.

“Divino Coração de Jesus, convertei os pecadores, salvai os moribundos e livrai as almas do Purgatório”.

“Coração de Jesus, eu vos amo. Convertei os pobres blasfemos!”.

“Eterno Pai, recebei como sacrifício de propiciação pelas necessidades da Igreja e em reparação dos pecados dos homens, o preciosíssimo Sangue e Água saídos da Chaga do Divino Coração de Jesus e tende misericórdia de nós!”.

“Amado e glorificado seja em to¬da a parte o Sagrado Coração de Jesus”.

“Tudo por Vós, Coração de Jesus”!

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – Oração de Santa Madalena Sofia Barat


Solenidade
19 de junho


“Meu Sagrado Coração de Jesus,
corro e venho a Vós,
porque sois o meu único refúgio,
o meu único consolo,
o minha única certeza,
a minha única e firme esperança.

Vós sois o remédio infalível e seguro
para todos os meus males,
a esperança para as minhas misérias,
o reparo das minhas faltas,
a luz nas minhas dúvidas e agonias
o consolo do meu desamparo.
Vós preencheis as minhas lacunas e
sois a certeza nos meus pedidos.
Vós sois a infalível e infinita
Fonte de luz e força,
de bênção e de paz.

Estou segura de que nunca,
nunca,vos cansareis de mim,
de que nunca me abandonareis,
de que nunca deixareis de me amar,
ajudando-me e protegendo-me sempre,
porque o amor de vosso coração
por mim é infinito e absoluto.

Tende piedade de mim, Senhor,
pela vossa grande misericórdia,
e fazei comigo, de mim e para mim,
tudo o quanto quiserdes,
mantendo-me sempre e para sempre
dentro de vosso Coração de Amor.
Me abandono em Vós,
Coração do meu Amor,
com toda e a inteira confiança
de que nunca me abandonareis,
de que nunca estarei só.
Amém”.


Santa Madalena Sofia Barat
Fundadora da Sociedade do Sagrado Coração de Jesus
Diário Espiritual, pt. III, prs.12


SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – ANO SACERDOTAL – Carta do Papa Bento XVI para a proclamação do Ano Sacerdotal



Solenidade
19 de junho

CARTA DO SUMO PONTÍFICE BENTO XVI PARA A PROCLAMAÇÃO DE UM ANO SACERDOTAL POR OCASIÃO DO 150º ANIVERSÁRIO DO DIES NATALIS DO SANTO CURA D’ARS

SÍNTESE

Amados irmãos no sacerdócio,

Na próxima solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus, sexta-feira 19 de Junho de 2009 – dia dedicado tradicionalmente à oração pela santificação do clero – tenho em mente proclamar oficialmente um «Ano Sacerdotal» por ocasião do 150.º aniversário do «dies natalis» de João Maria Vianney, o Santo Patrono de todos os párocos do mundo. Tal ano, que pretende contribuir para fomentar o empenho de renovação interior de todos os sacerdotes para um seu testemunho evangélico mais vigoroso e incisivo, terminará na mesma solenidade de 2010. «O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus»: costumava dizer o Santo Cura d’Ars. Esta tocante afirmação permite-nos, antes de mais nada, evocar com ternura e gratidão o dom imenso que são os sacerdotes não só para a Igreja mas também para a própria humanidade. Penso em todos os presbíteros que propõem, humilde e quotidianamente, aos fiéis cristãos e ao mundo inteiro as palavras e os gestos de Cristo, procurando aderir a Ele com os pensamentos, a vontade, os sentimentos e o estilo de toda a sua existência. Como não sublinhar as suas fadigas apostólicas, o seu serviço incansável e escondido, a sua caridade tendencialmente universal? E que dizer da fidelidade corajosa de tantos sacerdotes que, não obstante dificuldades e incompreensões, continuam fiéis à sua vocação: a de «amigos de Cristo», por Ele de modo particular chamados, escolhidos e enviados?

Eu mesmo guardo ainda no coração a recordação do primeiro pároco junto de quem exerci o meu ministério de jovem sacerdote: deixou-me o exemplo de uma dedicação sem reservas ao próprio serviço sacerdotal, a ponto de encontrar a morte durante o próprio ato de levar o viático a um doente grave. Depois repasso na memória os inumeráveis irmãos que encontrei e encontro, inclusive durante as minhas viagens pastorais às diversas nações, generosamente empenhados no exercício diário do seu ministério sacerdotal. Mas a expressão utilizada pelo Santo Cura d’Ars evoca também o Coração traspassado de Cristo com a coroa de espinhos que O envolve. E isto leva o pensamento a deter-se nas inumeráveis situações de sofrimento em que se encontram imersos muitos sacerdotes, ou porque participantes da experiência humana da dor na multiplicidade das suas manifestações, ou porque incompreendidos pelos próprios destinatários do seu ministério: como não recordar tantos sacerdotes ofendidos na sua dignidade, impedidos na sua missão e, às vezes, mesmo perseguidos até ao supremo testemunho do sangue?


Os ensinamentos e exemplos de S. João Maria Vianney podem oferecer a todos um significativo ponto de referência. O Cura d’Ars era humilíssimo, mas consciente de ser, enquanto padre, um dom imenso para o seu povo: «Um bom pastor, um pastor segundo o coração de Deus, é o maior tesouro que o bom Deus pode conceder a uma paróquia e um dos dons mais preciosos da misericórdia divina». Falava do sacerdócio como se não conseguisse alcançar plenamente a grandeza do dom e da tarefa confiados a uma criatura humana: «Oh como é grande o padre! Se lhe fosse dado compreender-se a si mesmo, morreria. Deus obedece-lhe: ele pronuncia duas palavras e, à sua voz, Nosso Senhor desce do céu e encerra-se numa pequena hóstia». E, ao explicar aos seus fiéis a importância dos sacramentos, dizia: «Sem o sacramento da Ordem, não teríamos o Senhor. Quem O colocou ali naquele sacrário? O sacerdote. Quem acolheu a vossa alma no primeiro momento do ingresso na vida? O sacerdote. Quem a alimenta para lhe dar a força de realizar a sua peregrinação? O sacerdote. Quem a há-de preparar para comparecer diante de Deus, lavando-a pela última vez no sangue de Jesus Cristo? O sacerdote, sempre o sacerdote. E se esta alma chega a morrer [pelo pecado], quem a ressuscitará, quem lhe restituirá a serenidade e a paz? Ainda o sacerdote. Depois de Deus, o sacerdote é tudo! Ele próprio não se entenderá bem a si mesmo, senão no céu». Estas afirmações, nascidas do coração sacerdotal daquele santo pároco, podem parecer excessivas. Nelas, porém, revela-se a sublime consideração em que ele tinha o sacramento do sacerdócio. Parecia subjugado por uma sensação de responsabilidade sem fim: «Se compreendêssemos bem o que um padre é sobre a terra, morreríamos: não de susto, mas de amor. Sem o padre, a morte e a paixão de Nosso Senhor não teria servido para nada. É o padre que continua a obra da Redenção sobre a terra. Que aproveitaria termos uma casa cheia de ouro, senão houvesse ninguém para nos abrir a porta? O padre possui a chave dos tesouros celestes: é ele que abre a porta; é o ecônomo do bom Deus; o administrador dos seus bens Deixai uma paróquia durante vinte anos sem padre, e lá adorar-se-ão as bestas. O padre não é padre para si mesmo, é-o para vós».


Tinha chegado a Ars, uma pequena aldeia com 230 habitantes, precavido pelo Bispo de que iria encontrar uma situação religiosamente precária: «Naquela paróquia, não há muito amor de Deus; infundi-lo-eis vós». Por conseguinte, achava-se plenamente consciente de que devia ir para lá a fim de encarnar a presença de Cristo, testemunhando a sua ternura salvífica: «Meu Deus, concedei-me a conversão da minha paróquia; aceito sofrer tudo aquilo que quiserdes por todo o tempo da minha vida!»: foi com esta oração que começou a sua missão. E, à conversão da sua paróquia, dedicou-se o Santo Cura com todas as suas energias, pondo no cume de cada uma das suas idéias a formação cristã do povo a ele confiado. Amados irmãos no sacerdócio, peçamos ao Senhor Jesus a graça de podermos também nós assimilar o método pastoral de S. João Maria Vianney. A primeira coisa que devemos aprender é a sua total identificação com o próprio ministério. Em Jesus, tendem a coincidir Pessoa e Missão: toda a sua ação salvífica era e é expressão do seu «Eu filial» que, desde toda a eternidade, está diante do Pai em atitude de amorosa submissão à sua vontade. Com modesta mas verdadeira analogia, também o sacerdote deve ansiar por esta identificação. Não se trata, certamente, de esquecer que a eficácia substancial do ministério permanece independentemente da santidade do ministro; mas também não se pode deixar de ter em conta a extraordinária frutificação gerada do encontro entre a santidade objetiva do ministério e a subjetiva do ministro. O Cura d’Ars principiou imediatamente este humilde e paciente trabalho de harmonização entre a sua vida de ministro e a santidade do ministério que lhe estava confiado, decidindo «habitar», mesmo materialmente, na sua igreja paroquial: «Logo que chegou, escolheu a igreja por sua habitação. Entrava na igreja antes da aurora e não saía de lá senão à tardinha depois do Angelus. Quando precisavam dele, deviam procurá-lo lá»

O seu exemplo induz-me a evidenciar os espaços de colaboração que é imperioso estender cada vez mais aos fiéis leigos, com os quais os presbíteros formam um único povo sacerdotal e no meio dos quais, em virtude do sacerdócio ministerial, se encontram «para os levar todos à unidade, “amando-se uns aos outros com caridade fraterna, e tendo os outros por mais dignos” (Rm 12, 10)».

Neste contexto, há que recordar o caloroso e encorajador convite feito pelo Concílio Vaticano II aos presbíteros para que «reconheçam e promovam sinceramente a dignidade e participação própria dos leigos na missão da Igreja. Estejam dispostos a ouvir os leigos, tendo fraternalmente em conta os seus desejos, reconhecendo a experiência e competência deles nos diversos campos da atividade humana, para que, juntamente com eles, saibam reconhecer os sinais dos tempos».


Amados sacerdotes, a celebração dos cento e cinquenta anos da morte de S. João Maria Vianney (1859) segue-se imediatamente às celebrações há pouco encerradas dos cento e cinquenta anos das aparições de Lourdes (1858). Já em 1959, o Beato Papa João XXIII anotara: «Pouco antes que o Cura d’Ars concluísse a sua longa carreira cheia de méritos, a Virgem Imaculada aparecera, noutra região da França, a uma menina humilde e pura para lhe transmitir uma mensagem de oração e penitência, cuja imensa ressonância espiritual há um século que é bem conhecida. Na realidade, a vida do santo sacerdote, cuja comemoração celebramos, fora de antemão uma viva ilustração das grandes verdades sobrenaturais ensinadas à vidente de Massabielle. Ele próprio nutria pela Imaculada Conceição da Santíssima Virgem uma vivíssima devoção, ele que, em 1836, tinha consagrado a sua paróquia a Maria concebida sem pecado e havia de acolher com tanta fé e alegria a definição dogmática de 1854».O Santo Cura d’Ars sempre recordava aos seus fiéis que «Jesus Cristo, depois de nos ter dado tudo aquilo que nos podia dar, quis ainda fazer-nos herdeiros de quanto Ele tem de mais precioso, ou seja, da sua Santa Mãe».

À Virgem Santíssima entrego este Ano Sacerdotal, pedindo-Lhe para suscitar no ânimo de cada presbítero um generoso relançamento daqueles ideais de total doação a Cristo e à Igreja que inspiraram o pensamento e a ação do Santo Cura d’Ars. Com a sua fervorosa vida de oração e o seu amor apaixonado a Jesus crucificado, João Maria Vianney alimentou a sua quotidiana doação sem reservas a Deus e à Igreja. Possa o seu exemplo suscitar nos sacerdotes aquele testemunho de unidade com o Bispo, entre eles próprios e com os leigos que é tão necessário hoje, como o foi sempre. Não obstante o mal que existe no mundo, ressoa sempre atual a palavra de Cristo aos seus apóstolos, no Cenáculo: «No mundo sofrereis tribulações. Mas tende confiança: Eu venci o mundo» (Jo 16, 33). A fé no divino Mestre dá-nos a força para olhar confiadamente o futuro. Amados sacerdotes, Cristo conta convosco. A exemplo do Santo Cura d’Ars, deixai-vos conquistar por Ele e sereis também vós, no mundo atual, mensageiros de esperança, de reconciliação, de paz.

Com a minha bênção.
Vaticano, 16 de Junho de 2009
BENEDICTUS PP. XVI

quarta-feira, 3 de junho de 2009

MÊS DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS



Coração de Jesus, pleno de bondade e amor

“O Coração de Jesus é «Fornalha ardente de caridade», porque o amor possui algo da natureza do fogo que arde e queima para iluminar e aquecer. Ao mesmo tempo, no Sacrifício do Calvário, o Coração do Redentor não foi aniquilado com o fogo do sofrimento. Embora humanamente morto, como constatou o centurião romano quando transpassou o costado de Cristo com a lança, na economia divina da salvação este Coração permaneceu vivo como o manifestou a Ressurreição.

O Coração vivo do Redentor ressuscitado e glorificado é pleno de bondade e de amor, infinita e sobrenaturalmente pleno. O transbordar do coração humano alcança em Cristo a medida divina. Assim foi este Coração já durante os dias da sua vida terrena. Toda a narração do Evangelho o testemunha. A plenitude do amor se manifesta através da bondade: através da bondade se irradiava e se difundia a todos, em primeiro lugar aos que sofrem e aos pobres, e a todos segundo suas necessidades e expectativas mais verdadeiras. Assim é o Coração humano do Filho de Deus, inclusive depois da experiência da Cruz e do Sacrifício. Melhor dizendo, mais ainda transbordante de amor e de bondade.”


Santo Padre João Paulo II
Ângelus, 21 de julho de 1985


Oração de união ao Sagrado Coração de Jesus



“Oh, Coração do meu Salvador,
Digno e Doador de todo o Amor,
sê Tu o Coração de meu coração,
a Alma de minha alma,
o Espírito do meu espírito,
a Vida da minha vida
e o único e real Princípio
de todos os meus pensamentos,
palavras e ações,
de todas as faculdades de minha alma
e de todos os meus sentidos
internos como externos,
a força e a luz de todo o meu ser!
Amém!”


São João Eudes,
Meditação VI para a Festa do Sagrado Coração