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sábado, 25 de abril de 2009

FESTA DO BEATO RAFAEL ARNÁIZ BARÓN, OCSO



FESTA EM 26 DE ABRIL

Rafael Arnáiz Barón nasceu em Burgos, Espanha, em 09 de abril de 1911 e aí passa os seus primeiros anos. É o primogênito de quatro filhos de uma família enriquecida por profundas convicções cristãs, que calaram fundo na personalidade de Rafael. Foi educado em colégios dirigidos pela Companhia de Jesus, tanto em Burgos como em Olviedo, cidade para a qual se mudou a sua família em 1922, por exigências profissionais de seu pai.

Ao chegar à adolescência, se revela em Rafael uma notável riqueza humana, intelectual e espiritual, que se manifesta em sua pessoa aberta e positiva e em sua profunda sensibilidade, que vai se desenvolvendo por entre inquietudes e em contato com a natureza, a pintura e as demais artes. A harmoniosa integração em sua personalidade deste conjunto de elementos com a visão e o sentido cristão de vida e da realidade fazem cristalizar nele, mesmo depois de haver iniciado a faculdade de arquitetura, a vocação monástica cisterciense, pela qual opta – segundo suas próprias palavras: “seguindo os ditames de seu coração até Deus e a ânsia de ser preenchido e tomado por Ele”. Estudava Arquitetura em Madri quando se sentiu chamado por Deus e, renunciando ao brilhante futuro que lhe era oferecido, ingressou no Mosteiro Cisterciense de San Isidro de Dueñas, em Palencia, no dia 15 de janeiro de 1934, levando como única bagagem “um coração muito alegre e com muito amor a Deus”. Ali se entregou com alegria e generosidade a Deus na vida monástica, a qual amava de modo especial.



A partir da entrada de Rafael na Trapa, parece que tudo se precipitou em sua vida, tanto pessoalmente quanto espiritualmente. Só lhe restam 4 anos de vida, passados em temporadas alternadas entre a casa de seus pais e a comunidade monástica, por causa de um implacável diabetes manifestado repentinamente depois de 4 meses de seu ingresso na vida monástica. A enfermidade, que constituiu o crisol do seu caminho de fé, lhe obriga a deixar o noviciado e marcou, com sua evolução, as distintas saídas e reingressos na Trapa, que põem em evidência a firmeza de sua convicção vocacional e a generosidade de sua entrega até morrer na enfermaria do Mosteiro, aos 27 anos, em 26 de abril de 1938. Sua cruz, como chamava a grave doença com todas as suas conseqüências, elevou seu espírito às alturas, levando-o a se apaixonar sempre mais por Cristo e a segui-lo fielmente "agarrado" a esta cruz com muito amor e carinho; cruz essa que considerava tudo no caminho para Deus.



Em face da brevidade e do particular desenvolvimento de sua vida e vocação, e como se sua evolução espiritual se houvesse realizado sob pressão devida a essa mesma brevidade e às circunstâncias excepcionais, Rafael aparece como a realização plena da graça vocacional cisterciense: polarizado por Deus, como reflexa a sua expressão característica, “Solo Dios!”, “Só Deus!’. Rafael testemunha e é testemunho da transcendência e do absoluto de Deus. Não tanto de um Deus sobre Quem se sabe muitas coisas, mas de um Deus experimentado na própria vida como Amor absoluto. A única aspiração da existência de Rafael foi “viver para amar”, amar a Jesus, amar a Maria, amar à Cruz, amar seu querido Mosteiro. Esta é a nota sobressalente de sua pessoal e rica espiritualidade. Seu próprio sofrimento, aceito como Graça de Deus foi o despojo final que expressou este amor e o purificou ao preparar Rafael para a visão definitiva de Deus.

O Irmão María Rafael foi proclamado, pelo Papa João Paulo II, como modelo para todos os jovens de todo o mundo em 19 de agosto de 1989, em Santiago de Compostela e proclamou-o Beato em 27 de setembro de 1992. Em 7 de dezembro de 2008, o Papa Bento XVI aprovou o milagre que levará o Hermano Rafael Arnáiz aos altares.


Beato Rafael, intercedei por nós!


Fonte: Blog do Beato Rafael Arnáiz


quinta-feira, 23 de abril de 2009

Beata Maria Gabriella Sagheddu, OCSO - A santidade na unidade



Beata Maria Gabriella Sagheddu, OCSO

Festa em 22 de abril

A Beata Maria Gabriella Sagheddu, Monja Trapista (1914-1939), nasceu em Dorgali, Nuoro, em 17 de março de 1914 e entrou aos vinte anos no Mosteiro Trapista de Grottaferrata, atualmente transferido para Vitorchiano (Viterbo). Ofereceu com simplicidade a sua vida pela Unidade da Igreja e pelos irmãos separados. Seu holocausto foi agradável ao Senhor, que o consumou no dia 23 de abril de 1939, domingo do Bom Pastor.

A vida da Irmã Maria Gabriella não apresenta acontecimentos extraordinários nem milagres estrepitosos. Sua vida foi uma vida simples mas sempre fortemente motivada por fortes ideais: primeiro, o desejo de viver a própria realização pessoal com a sua entrada no Mosteiro Trapista, e depois viver uma doação total de sua alma a Deus. Nessa doação, ofertou a entrega de si mesma a Deus pela unidade dos cristãos. “Sinto que o Senhor me pede”, dizia ela a sua Abadessa. A ela são atribuídas numerosas vocações que continuam a chegar ao Mosteiro. Foi beatificada em 25 de janeiro de 1983. Seus restos mortais descansam na Capela da Unidade, anexa ao Mosteiro de Vitorchiano.


Trapa de Vitorchiano

“Rezar pela unidade não está só reservado a quem vive num contexto de divisão entre os cristãos. Naquele diálogo íntimo e pessoal, que cada de um de nós deve estabelecer com o Senhor na oração, a preocupação pela unidade não pode ficar de fora. Pois só assim é que tal preocupação fará parte plenamente da realidade da nossa vida e dos compromissos que assumimos na Igreja.

Para confirmar esta exigência, eu quis propor aos fiéis da Igreja Católica um modelo, que me parece exemplar, o de uma freira trapista, Maria Gabriella da Unidade, que proclamei Beata no dia 25 de janeiro de 1983.


A Irmã Maria Gabriella, chamada pela sua vocação a estar fora do mundo, dedicou a existência à meditação e à oração, centradas no capítulo 17 do Evangelho de S. João, oferecendo-as pela unidade dos cristãos.

Está aqui o fulcro de toda a oração: oferta total e sem reservas da própria vida ao Pai, pelo Filho, no Espírito Santo. O exemplo da Irmã Maria Gabriella ensina e faz-nos compreender como não há tempos, situações ou lugares particulares para rezar pela unidade. A oração de Cristo ao Pai é modelo para todos, sempre e em qualquer lugar”.

Papa João Paulo II, Encíclica ‘Ut unum sint’, 1995, nº 27



“A vontade de Deus, seja ela qual for, esta é a minha alegria, a minha felicidade, a minha paz”.

“Ofereci-me inteiramente e não volto atrás na palavra dada”.

“Não desejo outra coisa que amar”


Irmã Maria Gabriella Saghueddu, OCSO
Escritos


No caso de graças obtidas por intercessão da Beata Maria Gabriela, é pedido que se envie notícias aos seguintes endereços:


VICE POSTULAZIONE - MONASTERO DELLE TRAPPISTE
101030 VITORCHIANO (VT) FAX 0039-0761-370952
e-mail: trappa@vitorchiano.org


terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Canonização do Beato Rafael Arnaiz cada vez mais e mais próxima



Quase 600 pessoas, no Mosteiro Trapista de San Isidro de Dueñas, comemoram, alegres, o 70º aniversário da morte do Beato Rafael

Como todos os anos, quando se aproxima o dia 26 de abril, Palencia organiza no sábado mais próximo a esta data, uma pequena peregrinação desde a cidade até o Mosteiro de San Isidro de Dueñas, onde viveu e morreu o Beato Rafael, para comemorar o aniversário de sua morte. Nesta ocasião, o dia 26 era um sábado e precisamente era o 70º aniversário do falecimento do Beato. Por tudo isso, cerca de trezentos jovens partiram desde a Praça da Catedral, às 10h da manhã, acompanhados pelo Bispo, D.José Ignácio Munilla, e numerosos sacerdotes, até o Mosteiro, em uma peregrinação de uns 14 km. Após um descanso em Villamuriel de Cerrato, os jovens chegaram à Abadia de San Isidro de Dueñas, na localidade de Venta de Baños, ao meio-dia. Ali se juntaram a outras trezentas pessoas vindas de outros pontos da Espanha.

Ao longo do dia, compartilharam uma comida fraternalmente, e teve lugar uma celebração comunitária da penitência, na qual participaram também os Padres Trapistas. Às 17 h foi celebrada a Eucaristia, presidida pelo Senhor Bispo e concelebrada pelos sacerdotes que haviam acompanhado a peregrinação.

Foi precisamente durante a Homilia, quando D. Munilla manifestou a sua alegria pela notícia da aprovação, por parte da Comissão de médicos, do segundo milagre atribuído ao Beato Rafael. Embora todavia, após este passo sejam necessárias várias aprovações mais por parte de uma Comissão de teólogos do Vaticano, ou do próprio Papa, não há dúvida de que a canonização está cada vez mais perto, embora seja impossível precisar uma data. É importante esclarecer que D. Munilla não anunciou a canonização em si mesma, mas tão somente a aprovação do segundo milagre, certamente importante para a canonização. Este milagre teve lugar em Madri, no ano de 2000, e consistiu na cura de uma mãe que, após dar à luz seu filho, entrou em morte cerebral. Sua repentina cura se atribui à intercessão do Beato Trapista.

O Beato Rafael Arnáiz, nascido em Burgos e criado em Astúrias, não teve uma longa vida. Após cursar arquitetura, entrou com 23 anos, em 1934, no Convento Cisterciense de San Isidro de Dueñas, em Palencia, conhecido como a Trapa. Seus escritos são muito conhecidos, e sua simplicidade e humildade, ao mesmo tempo que sua férrea fé ante a enfermidade e a dor, deram volta ao mundo. Após 4 meses de sua entrada no Mosteiro, lhe foi diagnosticada uma diabetes forte que lhe obrigou a sair do Mosteiro em três ocasiões, voltando outras tantas a ele. Frei Maria Rafael, beatificado em 1992 por João Paulo II, sentia que morreria Trapista, e assim se sucedeu, quatro anos mais tarde, em 1938.
A. Llamas Palácios

José Jiménez Lozano
Alfa y Omega, Semanario Católico de Información
01 de maio de 2008

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Beato Rafael Arnáiz Barón



Rafael Arnáiz Barón nasceu em Burgos em 9 de abril de 1911. Estudava Arquitetura em Madri quando se sentiu chamado por Deus e, renunciando ao brilhante futuro que lhe era oferecido, ingressou no Mosteiro Cisterciense de San Isidro de Dueñas, em Palencia, no dia 15 de janeiro de 1934. Ali se entregou com alegria e generosidade a Deus na vida monástica, a qual amava de modo especial.

No entanto, em pouco tempo, um implacável diabete, que constituiu o crisol do seu caminho de fé, arrebatou a sua existência quando tinha somente 27 anos. Sua doença elevou seu espírito às alturas, levando-o a se apaixonar sempre mais por Cristo e a segui-Lo fielmente "agarrado" a sua cruz com muito amor e carinho; cruz essa que considerava tudo no caminho para Deus.

Sua fama de santidade se estendeu rapidamente e seus numerosos escritos, de uma profundidade espiritual realmente sublime, são acolhidos e pedidos por toda parte. O Papa João Paulo II o propôs como modelo dos jovens de todo o mundo em 19 de agosto de 1989, em Santiago de Compostela, e proclamou-o Beato em 27 de setembro de 1992. Em 7 de dezembro último, o Papa Bento XVI aprovou o milagre que levará o Hermano Rafael Arnáiz aos altares.

Oração:

Ó Deus, que fizestes do Beato Rafael um discípulo preclaro na ciência da Cruz de Cristo, concedei-nos que, por seu exemplo e intercessão, vos amemos acima de todas as coisas e, seguindo o caminho da Cruz com o coração dilatado, consigamos participar da alegria pascal. Por Cristo nosso Senhor. Amém.

Caso obtenha algum favor pela intercessão do Beato Rafael, favor comunicá-lo ao seguinte endereço:

Causa del Beato Rafael
Monasterio de San Isidro
34200 Venta de Baños, Palencia
España