segunda-feira, 13 de julho de 2009

Santa Teresa de Los Andes – Apóstola da Eucaristia



Festa 13 de julho

“Tens de ser muito agradecida a Ele e deves dar-te a Ele: comungar todos os dias. Quando terei esta grande alegria de saber que, antes de iniciar teus estudos, vais receber nosso Senhor que a está esperando desde uma eternidade, já que Ele sabia as sagradas hóstias que consumirias? Oxalá minhas palavras não caiam em terreno árido, e que em tua próxima carta me digas que te unes a mim diariamente na comunhão. Para mim é inconcebível que, tendo ansiado por ser feliz, não busques Jesus. Depois de comungar temos tudo, porque temos Deus, que é nosso céu no desterro. Dir-me-ás que não sentes nada dessa felicidade. Mas então, eu te pergunto como te preparaste. Tomaste conhecimento da grandeza de Deus e do amor infinito que te manifesta ao reduzir-se a hóstia? Quando comungares reflete sobre o que vais fazer: todo um Ser eterno, que não necessita de ti para nada, visto que é Todo-Poderoso, um Ser imenso que está em todo lugar, um Ser infinito e majestoso diante do qual os anjos tremem, e com toda a sua pureza, este Ser vem cheio de infinito amor por ti, pobre criatura, cheia de pecados e misérias. Entre tantas pessoas que existem no mundo, és tu honrada com a visita desse grande Rei. Mais ainda: para que te aproximes a recebê-lo, Ele deixa seu esplendor e, sob a forma de pão, do mais simples dos alimentos, se une a sua pobre criatura, para tornar-se uma mesma coisa com ela. E Ele está ardendo em infinito amor, e ela permanece fria e indiferente, sem agradecer tão notável favor.

Perdoa-me meu sermão; mas te quero tanto e desejo que sejas muito boa; e, para isso, deves comungar. Quando, um dia, nos encontrarmos no céu, que pela misericórdia de Deus obteremos, agradecerás por te ter pedido tanto a comunhão diária, porque compreenderás que nela reside o germe da vida eterna”.

Santa Teresa de Los Andes, ocd
Carta n°117
Obras completas, Editorial Monte Carmelo

sexta-feira, 3 de julho de 2009

São João da Cruz - Amar a Deus com todo o coração



«Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, e com todas as tuas forças» Mc 12,28-34

“A força da alma reside nas suas potências, impulsos e faculdades. Se a vontade os volta para Deus e os mantém longe de tudo o que não é Deus, a alma reserva para Ele toda a sua força; ama com todas as suas forças, como o próprio Deus lhe manda. Buscar a si mesmo em Deus é buscar as doçuras e consolações de Deus, e isto é contrário ao puro amor de Deus. É um grande mal ter em vista os bens de Deus e não a Deus mesmo, a oração e o desprendimento.

Há muitos que procuram em Deus as suas próprias consolações e gostos, e desejam que Sua Majestade os encha dos seus favores e dons, mas o número dos que se esforçam por agradar-lhe e oferecer-lhe algo de si mesmos, rejeitando qualquer interesse próprio, é muito pequeno. São poucos os homens espirituais, mesmo entre os que temos por muito avançados na virtude, que conseguem uma perfeita determinação de fazer o bem. Não chegam nunca a renunciar por completo a si mesmos em algum aspecto do espírito do mundo ou da natureza, nem a desprezar aquilo que se pensará ou dirá deles, quando se trata de cumprir, por amor a Jesus Cristo, as obras da perfeição e do desprendimento.

Aqueles que amam só a Deus não caminham nas trevas, por muito pobres e privados de luz que possam ver-se aos próprios olhos. A alma que, no meio das securas e abandonos, conserva sempre a sua atenção e solicitude em servir a Deus poderá sofrer, poderá temer não conseguir, mas, na realidade, oferecerá a Deus um sacrifício de agradável odor (Gn 8, 21)”.

São João da Cruz, Doutor da Igreja
«Avisos e Máximas»
Obras completas, Editorial Monte Carmelo


quarta-feira, 1 de julho de 2009

Chiara Lubich – A Fonte da vida está em ti



«A fonte da vida está em ti.» (Sl 36,10)

“Não foi suficiente para o amor do Pai pronunciar a Palavra com a qual tudo foi criado. Ele quis que a sua própria Palavra assumisse a nossa carne. Deus, o único verdadeiro Deus, fez-se homem em Jesus e trouxe à terra a fonte da vida. A fonte de todo o bem, de todo o ser e de toda a felicidade veio ficar entre nós, para que a tivéssemos, por assim dizer, ao alcance de nossas mãos. «Eu vim para que tenham a vida, e a tenham em abundância», disse Jesus. Ele preencheu de si cada momento e espaço da nossa existência. E quis permanecer conosco para sempre, de modo a ser reconhecido e amado sob as mais diferentes vestes. Às vezes chegamos a pensar: "Como seria bom viver no tempo de Jesus!" Pois bem, o seu amor inventou um modo de permanecer em todos os pontos da Terra. Conforme a sua promessa, Ele se faz presente na Eucaristia. E ali podemos saciar a nossa sede para nutrir e renovar a nossa vida.

«A fonte da vida está em ti.»

Outra fonte de onde extrair a água viva da presença de Deus é o irmão, a irmã. Se nós amamos cada próximo que passa ao nosso lado, especialmente o mais necessitado, não podemos considerá-lo um nosso beneficiado, mas um nosso benfeitor, porque ele nos doa Deus. De fato, amando Jesus nele - «Pois eu estava com fome, estava com sede, eu era estrangeiro, estava na prisão» - recebemos em troca o seu amor, a sua vida, porque Ele mesmo, presente nos nossos irmãos e irmãs, é a nascente para nós.



Uma fonte rica de água é também a presença de Deus dentro de nós. Ele sempre nos fala, e cabe a nós escutar a sua voz que fala na nossa consciência. Quanto mais nos esforçamos em amar a Deus e o próximo, tanto mais a sua voz se torna forte e supera todas as outras. Mas existe um momento privilegiado no qual, como em nenhum outro, podemos gerar a sua presença dentro de nós: é quando rezamos e procuramos aprofundar o nosso relacionamento direto com Ele, que habita no fundo do nosso coração.

É comparado ainda a um profundo lençol d'água que jamais seca, que está sempre à nossa disposição e que pode saciar a nossa sede a cada instante. Bastará fechar por um momento as janelas da alma e recolher-nos para encontrar esse manancial, mesmo estando no mais árido deserto. Até alcançar aquela união com Ele na qual sentimos que não estamos mais sós, e somos dois: Ele em mim e eu n'Ele. Todavia, somos um - por sua graça - como a água e a nascente, a flor e a sua semente.

A Palavra do Salmo nos lembra que somente Deus é a fonte da vida e, por isso, da comunhão plena, da paz e da alegria. Quanto mais nos saciarmos desta fonte, quanto mais vivermos desta água viva que é a sua Palavra, tanto mais nos aproximaremos uns dos outros e viveremos como irmãos e irmãs. Então se realizará, como continua o Salmo: «Quando nos iluminais, vivemos na luz», aquela mesma luz que a humanidade espera.”

Chiara Lubich
Fundadora dos Focolares
Palavra de vida, Jan de 2002

domingo, 28 de junho de 2009

DIA DO PAPA – Tu és Pedro!





"Tu és Pedro
e sobre esta Pedra
edificarei a minha Igreja!"







Ao Santo Padre Bento XVI,

nossa sempre fiel oração e

a nossa efetiva e sincera obediência!


DIA DO PAPA – Sobre ti construirei a minha Igreja



Crendo na Luz, torna-se luz para o mundo

“Jesus retribui o testemunho que o Apóstolo Pedro dera sobre ele. Pedro havia dito: ‘Tu és Cristo, o Filho do Deus vivo’ (Mt 16,16). Sua profissão de fé sincera recebe a recompensa: ‘Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi carne e sangue quem te revelou isso, mas o meu Pai’ (Mt 16,17). O que carne e sangue não pôde te revelar, a graça do Espírito Santo te revelou. Portanto, sua profissão de fé mereceu-lhe um nome indicando que sua revelação proveio do Espírito Santo, de quem ele é também chamado filho. De fato, Bar Iona significa em nossa língua ‘filho da pomba’.

Quanto às palavras: ‘Não foi carne e sangue quem te revelou isso’, compara com a narrativa do Apóstolo, quando diz: ‘Para que o anunciasse, não consultei carne e sangue’ (Gl 1,16). Por carne e sangue ele designa aqui os judeus. Ainda nesta passagem, por outras palavras, mostra-se que não foi a doutrina dos fariseus, mas a graça divina que lhe revelou Cristo, o Filho de Deus.

‘Por isso te digo’ (Mt 16,18). Por que afirma: ‘Eu te digo?’ ‘Porque me disseste: Tu és Cristo, o Filho do Deus vivo, eu também te digo não uma palavra inútil ou sem efeito, mas te digo, pois para mim, ter dito é ter feito: Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja’ (Mt 16,18).

Sendo Ele mesmo a luz, transmitiu aos apóstolos a luz para que fossem chamados luz do mundo, bem como por outros nomes que o Senhor lhes deu. De igual modo, a Simão, que acreditava na Pedra que é Cristo, Ele deu o nome de Pedro. E prosseguindo sua metáfora da pedra, disse-lhe com sinceridade: ‘sobre ti eu construirei a minha Igreja’.

‘E as forças do Inferno não poderão vencê-la’ (Mt 16,18). Pela expressão forças do Inferno, eu entendo os vícios e pecados que seduzem os homens e os levam ao inferno. Portanto, ninguém creia que se trata de morte ou que os apóstolos não estariam submetidos à lei da morte, eles dos quais vemos resplandecer o martírio”.

São Jerônimo, Doutor da Igreja
Do Comentário sobre o Evangelho de São Mateus

São Pedro e São Paulo - Duas colunas, um só amor!



Solenidade
28 de junho

“Vós sabeis, irmãos, como entre todos os apóstolos e mártires de nosso Senhor, estes dois, cuja solenidade hoje celebramos, parecem ter uma particular dignidade. Não é de admirar! Foi a eles que, de modo muito especial, o Senhor confiou a Santa Igreja.

Com efeito, quando São Pedro proclamou que o Senhor era o Filho de Deus, este lhe respondeu: ‘Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus’ (Mt 16,18.19). Foi ainda o Senhor que, de certo modo, deu-lhe São Paulo por companheiro, como afirma o próprio Paulo: ‘O mesmo que tinha preparado Pedro para o apostolado entre os judeus preparou também a mim para o apostolado entre os pagãos’ (Gl 2,8). São eles que, através do profeta, o Senhor prometeu à santa Igreja, dizendo: ‘A teus pais sucederão teus filhos’ (Sl 44[45],17). Os pais da santa Igreja são os santos patriarcas e profetas, os primeiros que ensinaram a lei de Deus e anunciaram a vinda de nosso Senhor. Se antes de sua vinda cessaram as profecias, isto se deve aos pecados do povo.

Veio, pois, nosso Senhor e, em lugar dos profetas, escolheu os santos apóstolos, realizando assim o que predissera o profeta: A teus pais sucederão teus filhos. Vede como ele declara ser a dignidade dos apóstolos bem maior que a dos profetas. Estes foram príncipes de um só povo, viveram em uma única nação e em uma só parte da terra; enquanto sobre os apóstolos, ele diz: ‘Deles farás príncipes sobre toda a terra’ (Sl 44[45],17). Que terra existe, irmãos, onde não se reconheça o poder e a dignidade destes apóstolos?

São eles as colunas que, com a doutrina, a oração e o exemplo da própria paciência, sustentam a santa Igreja. Foi nosso Senhor quem tornou inabaláveis estas colunas. No começo eram muito frágeis, não podendo sustentar-se nem a si nem aos outros. Mas isso correspondia a um admirável desígnio de nosso Deus pois, se sempre tivessem sido fortes, outros poderiam pensar que esta graça provinha deles mesmos. Desse modo, nosso Senhor quis primeiramente mostrar quem eram eles para depois fortificá-los: todos então compreenderiam como provinda de Deus a força que possuíam.

Entretanto, visto que seriam os pais da Igreja e os médicos das almas enfermas, não podiam compadecer-se da fraqueza alheia se antes não houvessem feito análoga experiência em si mesmos. Assim tornaram-se sólidas as colunas da terra, isto é, da santa Igreja. De fato, como era frágil esta coluna, quer dizer, São Pedro, quando bastou a voz de uma criada para fazê-lo cair! Mas depois, o Senhor deu-lhe vigor ao interrogá-lo três vezes: ‘Pedro, tu me amas?’; ao que ele também por três vezes respondeu: ‘Eu te amo’. Convém notar que o Senhor, quando Pedro lhe responde: Eu te amo, de imediato acrescenta: ‘Apascenta minhas ovelhas’ (cf. Jo 21,15-17), como se quisesse dizer: demonstra o amor que tens por mim apascentando minhas ovelhas. Por isso, irmãos, não é sincero quem diz amar a Deus mas não quer apascentar suas ovelhas”.

S. Aelred de Rievaulx, Abade Cisterciense
The Liturgical Sermons: The First Clairvaux Collection

São Pedro e São Paulo – Os gigantes da fé!



Solenidade
28 de junho

“Eis os santos que, vivendo neste mundo, plantaram a Igreja, regando-a com seu sangue. Beberam do cálice do Senhor e se tornaram amigos de Deus. Estas palavras da Liturgia resumem o significado de São Pedro e São Paulo. A Igreja chama a ambos de 'corifeus' isto é líderes, chefes, colunas. Eles são apóstolos, os primeiros enviados do Senhor, são testemunhas do Cristo morto e ressuscitado. Sua pregação plantou a Igreja, que vive do testemunho que eles deram (Mt 10,1ss; 28,18-20).

Pedro, discípulo da primeira hora, seguiu Jesus nos dias de sua pregação, recebeu do Senhor o nome de Pedra e foi colocado à frente do Colégio dos Doze e de todos os discípulos de Cristo. Generoso e ao mesmo tempo frágil, chegou a negar o Mestre e, após a ressurreição, teve confirmada a missão de apascentar o rebanho de Cristo. Pregou o Evangelho e deu seu último testemunho em Roma, onde foi crucificado sob o Imperador Nero no ano 67.

Paulo não conhecera Jesus segundo a carne. Foi perseguidor ferrenho dos cristãos, até ser alcançado pelo Senhor ressuscitado na estrada de Damasco. Jesus o fez ser apóstolo. Pregou o Evangelho incansavelmente pelas principais cidades do Império Romano e fundou inúmeras igrejas. Combateu ardentemente pela fidelidade à novidade cristã, separando a Igreja da Sinagoga. Por fim, foi preso e decapitado em Roma também sob o Imperador Nero no mesmo ano que Pedro ( 2Cor 11,18 – 12,10).

Estes gigantes da fé foram fiéis à missão recebida. As palavras de Paulo servem também para Pedro: 'Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé'. Ambos foram perseverantes e generosos na missão que o Senhor lhes confiara: entre provações e lágrimas, eles fielmente plantaram a Igreja de Cristo, buscando não o próprio interesse, mas o de Jesus Cristo. Ambos experimentaram também, dia após dia, a presença e o socorro do Senhor. Paulo, como Pedro, pôde dizer: 'Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar...'.


Ambos viveram profundamente o que pregaram: pregaram o Cristo com a palavra e a vida, tudo dando por Cristo. Pedro disse com acerto: 'Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que te amo'; Paulo exclamou com verdade: 'Para mim, o viver é Cristo. Minha vida presente na carne, eu a vivo na fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim'. Dois homens, um amor apaixonado: Jesus Cristo! Duas vidas, um só ideal: anunciar Jesus Cristo! Em Jesus, eles apostaram tudo; por Jesus, gastaram a própria vida; da loucura da cruz e da esperança da ressurreição de Jesus, eles fizeram seu tesouro e seu critério de vida (Jo 21,15-19; Fl 3,4-14).

Ambos derramaram o Sangue pelo Senhor: 'Beberam do cálice do Senhor e se tornaram amigos de Deus'. Eis a maior de todas a honras de Pedro e de Paulo: beberam o cálice do Senhor, participando dos seus sofrimentos, unido a ele suas vidas até o martírio em Roma, para serem herdeiros de sua glória.

Hoje também, nossos corações voltam-se para a Igreja de Roma, aquela que foi regada com o sangue dos bem-aventurados Pedro e Paulo, aquela, que guarda seus túmulos, aquela, que é e será sempre a Igreja de Pedro, a Igreja de Roma, que é a Esposa do Cordeiro, imagem da Jerusalém celeste (Ap 21,1-11).

Conhecemos e veneramos o ministério que o Senhor Jesus confiou a Pedro e seus sucessores em benefício de toda a Igreja: ser o pastor de todo o rebanho de Cristo e a primeira testemunha da verdadeira fé naquele que é o 'Cristo, Filho do Deus vivo'. Pedro é o primeiro (Mt 10,2:); sobre ele Cristo fundou sua Igreja (Mt 16,17ss) e por isso ele deve confirmar seus irmãos na fé (Lc 22,31s). Cefas quer dizer Pedro, pedra. Pedro é o chefe da Igreja, sempre ocupando o primeiro lugar na responsabilidade (Jo 20,3-8; At 1,15ss; 2,14ss; 2,3-s; 5,1-11; 1Cor 15,3-5).

Sabemos com certeza de fé que a missão de Pedro perdura nos seus sucessores em Roma; hoje, em Bento XVI. O Papa será sempre, na Igreja, o referencial seguro da comunhão na verdadeira fé e na unidade. Quando surgem, como ervas daninhas, tantas e tantas seitas cristãs e pseudo-cristãs, nossa comunhão com Pedro é garantia de permanência seguríssima na verdadeira fé. Quando o mundo já não mais se constrói nem se regula pelos critérios do Evangelho, a palavra segura de Pedro é, para nós, uma referência segura daquilo que é ou não é conforme o Evangelho”.

D.Henrique Soares da Costa, Bispo
Dos Estudos Bíblicos-Catequéticos
Cit.por domhenrique.com

sábado, 27 de junho de 2009

São Cirilo de Alexandria – Defensor da Maternidade Divina da Virgem Maria



Memória Facultativa

Tu és verdadeiramente Mãe de Deus, ó Virgem Maria!

“Causa-me profunda admiração haver alguns que duvidam em dar à Virgem Santíssima o título de Mãe de Deus. Realmente, se nosso Senhor Jesus Cristo é Deus, por que razão não pode ser chamada de Mãe de Deus, a Virgem Santíssima que o gerou? Esta verdade nos foi transmitida pelos discípulos do Senhor, embora não usassem esta expressão. Assim fomos também instruídos pelos Santos Padres. Em particular, Santo Atanásio, nosso pai na fé, de ilustre memória, na terceira parte do livro que escreveu sobre a santa e consubstancial Trindade, dá frequentemente à virgem Santíssima o título de Mãe de Deus.

Vejo-me obrigado a citar aqui suas palavras, que têm o seguinte teor: “a Sagrada Escritura, como tantas vezes fizemos notar, tem por finalidade e característica afirmar de Cristo Salvador estas duas coisas: que ele é Deus e nunca deixou de o ser, visto que é o Verbo do Pai, seu esplendor e sabedoria; e também que nestes últimos tempos, por causa de nós, se fez homem, assumindo um corpo da virgem Maria, Mãe de Deus”.

E continua mais adiante: “Houve muitos que já nasceram santos e livres de todo pecado. Por exemplo: Jeremias foi santificado desde o seio materno; também João, antes de ser dado à luz, exultou de alegria ao ouvir a voz de Maria, Mãe de Deus”. Estas palavras são de um homem inteiramente digno de lhe darmos crédito, sem receio, e a quem podemos seguir com toda segurança. Com efeito, ele jamais pronunciou uma só palavra que fosse contrária às Sagradas Escrituras.


De fato, a Escritura, verdadeiramente inspirada por Deus, afirma que o Verbo de Deus se fez carne, quer dizer, uniu-se à carne dotada de alma racional. Portanto, o Verbo de Deus assumiu a descendência de Abraão e, formando para si um corpo vindo de uma mulher, tornou-se participante da carne e do sangue. Assim, já não é somente Deus mas homem também, semelhante a nós, em virtude da sua união com a nossa natureza.

Por conseguinte, o Emanuel, Deus-conosco, possui duas realidades, isto é, a divindade e a humanidade. Todavia, é um só o Senhor Jesus Cristo, único e verdadeiro Filho por natureza, ainda que ao mesmo tempo Deus e homem. Não é apenas um homem divinizado, igual àqueles que pela graça se tornam participantes da natureza divina; mas é verdadeiro Deus, que para nossa salvação, se tornou visível em forma humana, conforme Paulo testemunha com as seguintes palavras: Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à Lei, a fim de resgatar os que estavam sujeitos à Lei e para que todos recebêssemos a filiação adotiva e fôssemos filhos por adoção (Gl 4,4-5)”.

São Cirilo de Alexandria, Bispo e Doutor
Das Cartas, Carta 1

São Cirilo de Alexandria - Aquele que é bem formado será como o seu mestre



Memória Facultativa

“O discípulo não está acima do mestre. Porque é que estás a julgar quando o Mestre ainda não julga? Porque Ele não veio julgar o mundo mas derramar nele a sua graça. Entendida neste sentido, a Palavra de Cristo passa a ser: Se Eu não julgo, não julgues tu também, tu que és meu discípulo. Pode acontecer que tu sejas culpado de faltas mais graves do que aquele que estás a julgar. Como será a tua vergonha quando disso tiveres consciência!

O Senhor dá-nos o mesmo ensinamento na parábola em que diz: «Porque te preocupas com a palha no olho do teu irmão?» Com argumentos irrefutáveis, Ele convence-nos a não querer julgar os outros e a estarmos sobretudo atentos ao nosso íntimo. Em seguida, pede-nos que procuremos libertar-nos das paixões que aí se instalaram, pedindo a Deus essa graça. Com efeito, é Ele quem cura os que têm o coração desfeito e nos liberta das nossas doenças espirituais. Porque, se os pecados que te esmagam são maiores e mais graves do que os dos outros, porque é que os criticas sem te preocupares com os teus?

Todos os que querem viver piedosamente e sobretudo os que têm o encargo de instruir os outros, tirarão necessariamente proveito deste preceito. Se forem virtuosos e moderados, dando com as suas ações o exemplo da vida evangélica, repreenderão com doçura aqueles que ainda não se tiverem decidido a fazer o mesmo”.

São Cirilo de Alexandria, Bispo e Doutor
Comentário ao Evangelho de Lucas

São Cirilo de Alexandria – União de amor com Jesus


Memória Facultativa

“Quem recebe a Comunhão é tornado santo em corpo e alma, do mesmo modo que a água ferve quando posta sobre o fogo. A Comunhão age como o fermento que se mistura com a farinha, fazendo-a levantar-se. De igual modo, derretendo-se duas velas juntas se obtém uma só peça de cera, assim, creio eu, que aquele que recebe a Carne e o Sangue de Jesus, se funde com Ele por esta Comunhão, e a alma descobre que está em Cristo e Cristo está nela”.


São Cirilo de Alexandria, Bispo e Doutor

Unión de amor con Jesús en la Sagrada Comunión


quinta-feira, 25 de junho de 2009

Papa João XXIII – Exemplo de sacerdócio para o Ano Sacerdotal



Papa Giovanni XXIII
Nove anos de sacerdócio
Exercícios Espirituais
Martinengo, 19 a 25 de outubro de 1913


“É a sétima vez que me recolho neste lugar santo e agradável para pensar na minha alma. O dever principal que se me impõe é sempre o mesmo: bendizer ao Senhor, que continua a amar-me, preservando-me de quedas graves e confundindo-me no meu nada. Apenas digo ao Senhor: eis-me aqui, disposto a tudo, para as alegrias e também para as dores. ‘Para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro’( FL 1, 21). Pensava pedir que me aliviassem um pouco o peso das minhas ocupações, indicando as que correspondem melhor ao meu temperamento. Mas decidi não fazer nada. Os superiores sabem tudo e isso me basta; sobretudo, se não me perguntarem, evitarei mostrar-lhes as minhas preferências por uma ou outra espécie de ocupações. Continuemos em frente, como sempre me repete o meu padre espiritual, com a cabeça no saco da Providência Divina.

Talvez estes sete anos passados já só signifiquem a abundância por parte de Deus para comigo. Não poderiam, porventura, começar agora os sete anos de escassez? Merecê-los-ia, tendo em conta a minha falta de correspondência a tantas graças. Portanto, que venha de bom grado a escassez purificadora; que venham as amarguras, as humilhações e as dores. Aceitá-las-ei de boa vontade, como prenda da sinceridade dos meus sentimentos de amor a Jesus. Portanto, será para mim uma satisfação aceitar com santo prazer todas as ocasiões, grandes e pequenas, que eu tiver durante o dia de confundir-me, de mortificar o meu amor próprio, sem, de forma alguma, revoltar-me, contente (como o caracol que recolhe – e trabalha fechado em si mesmo – as gotas do orvalho caído do céu). Não me importa que me humilhem, desde que tudo seja para glória de Deus e para meu verdadeiro bem, para santificação do meu espírito. Procurarei viver neste contínuo sentimento da minha pequenez e indignidade, e quando alguma coisa me molestar, serei feliz em repetir”.


Beato Papa João XXIII
Diário da alma, 3ªp., pp.222-223

terça-feira, 23 de junho de 2009

Padre Pio, antídoto diante da secularização, apresenta Bento XVI



Em sua visita a San Giovanni Rotondo, o Papa Bento XVI apresenta antídoto do Padre Pio diante da secularização

SAN GIOVANNI ROTONDO, domingo, 21 de junho de 2009 (ZENIT.org)- Bento XVI apresentou a herança espiritual de São Pio de Pietrelcina como antídoto diante dos riscos da secularização, ao visitar neste domingo o Santuário em que vivia o sacerdote capuchinho.

“Os riscos do ativismo e da secularização estão sempre presentes”, advertiu na homilia da missa celebrada com a participação de 50 mil peregrinos, no átrio da Igreja de São Pio de Pietrelcina, em San Giovanni Rotondo.

O Padre Pio recordava e continua recordando “o que é verdadeiramente necessário: escutar Cristo para cumprir a vontade de Deus”, indicou o Pontífice, que dedicou o dia a uma peregrinação seguindo os passos do frade dos estigmas (1887-1968), canonizado por João Paulo II no dia 16 de junho de 2002 – quem também visitou este Santuário em 1987.

Por isso, o Pontífice deixou este conselho aos fiéis que o escutavam: “Quando percebais que correis este risco, contemplai o Padre Pio, seu exemplo, seus sofrimentos; e invocai sua intercessão, para que ele vos alcance do Senhor a luz e a força de que precisais para continuar com vossa missão, repleta de amor a Deus e de caridade fraterna”.

Os peregrinos, que tiveram de enfrentar a chuva desde as primeiras horas da manhã, procediam de toda a Itália, mas também de países como Estados Unidos e Irlanda, prova do amor que o Padre Pio desperta nos cinco continentes.

De fato, o Santuário de San Giovanni Rotondo é o terceiro mais visitado do mundo católico, depois do Vaticano e da Basílica mexicana de Nossa Senhora de Guadalupe, com mais de 7 milhões de fiéis por ano.

Este fenômeno se explica pela atração que o Padre Pio continua provocando, “um homem simples, de origem humilde”, recordou o Papa, “mas que se deixou conquistar por Cristo, para tornar-se instrumento escolhido pelo poder perene de sua Cruz: poder de amor pelas almas, de perdão e reconciliação, de paternidade espiritual, de solidariedade concreta com os que sofrem”.


O Bispo de Roma explicou que seguir Cristo, como fez o Padre Pio, “não significa alienação, perda da personalidade: Deus não anula jamais o humano, mas o transforma com seu Espírito e o orienta ao serviço do seu desígnio de salvação”.

O “Apóstolo do Confessionário”, como era conhecido o Padre Pio – cujo nome era Francesco Forgione –, após ingressar na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, foi ordenado sacerdote em 1910.

No convento de San Giovanni Rotondo, ele fundou a Casa Alívio do Sofrimento, para acolher os mais necessitados. Aos 31 anos, começou a experimentar o fenômeno místico dos estigmas (chagas similares às de Cristo pregado na cruz).

Os estigmas se mantiveram ao longo de toda a sua vida. A ferida do lado, assim como os demais estigmas, sangrava com frequência, especialmente durante a Semana Santa. Ele escondia os estigmas das mãos usando luvas de lã.

As feridas desapareceram, sem deixar marcas, no dia 22 de setembro de 1968, um dia antes de sua morte. Junto à sua fama de santidade, estenderam-se também fortes críticas contra sua pessoa e humilhações. Ele foi investigado pelo Santo Ofício, motivo pelo qual durante 3 anos não pôde celebrar missas em público. Após anos de investigações, demonstrou-se que tudo era falso.

O Papa almoçou na Casa Alívio do Sofrimento e à tarde teve um encontro com os doentes e a equipe do hospital. Após um encontro na Igreja de São Pio de Pietrelcina com os sacerdotes, religiosos, religiosas e jovens, o Papa voltou para Roma.

Papa Bento XVI
Homilia na Igreja São Pio de Pietrelcina
San Giovanni Rotondo

ANO SACERDOTAL – Bento XVI confia a Nossa Senhora e Padre Pio o Ano Sacerdotal



Ao visitar neste domingo, dia 21 de junho de 2009, o Santuário em que vivia o sacerdote capuchinho, São Pio de Pietrelcina, após a celebração da Missa, ao rezar o Angelus, o Papa Bento XVI confiou à intercessão amorosa de Nossa Senhora e de São Pio de Pietrelcina “de maneira especial o Ano Sacerdotal”, que ele inaugurou na sexta-feira passada, na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus.

“Que esta seja uma ocasião privilegiada para se destacar o valor da missão e da santidade dos sacerdotes ao serviço da Igreja e da humanidade do terceiro milênio”.

Papa Bento XVI
Oração do Angelus
San Giovanni Rotondo

domingo, 21 de junho de 2009

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA – Alma, imita o Coração da Virgem!



Festa
20 de junho

O Coração Imaculado de Maria

“Maria meditava em seu coração tudo o que via e assimilava, e que crescimento grande em sua alma realizado pela fé, que a enchia de méritos e de quanta sabedoria era iluminada. Qual incêndio de caridade seguia sempre mais avançando.

Era a Porta do Mistério celeste e por isso a alegria a tomava por inteiro. Era plena do Espírito e todo o seu ser se orientava para Deus. Ao mesmo tempo vivia mergulhada em uma profunda humildade. A Obra do Dono Divino na alma que se entrega tem isso de característico, eleva do abismo ao cume e leva de glória em glória.

Santo o coração da Virgem Maria que, tendo em si próprio o Espírito Santo e vivendo de seus ensinamentos, permanecia dócil à Vontade do Verbo! Maria não era escrava de seus sentimentos ou da sua vontade própria, mas seguia externamente a via da fé que a Sabedoria lhe sugeria interiormente no coração. Oh, santo e terno Coração de Maria! E verdadeiramente se certificava a Sabedoria Divina que podia construir a própria habitação, a casa da Igreja, servindo-se de Maria, a qual observava santamente a lei, a norma da unidade e o seu oferecimento espiritual.

Oh, alma fiel, imita a Virgem Maria! Entra no templo do teu coração a fim de ser espiritualmente renovada e obter o perdão dos teus pecados. Recorda que Deus olha a nossa intenção, com a qual fundamentamos a nossa ação, e a qual faz o que nós fazemos. Porque se voltamos nossa alma para Deus mediante a contemplação e se nos dedicamos a Ele, seja aceitando progredir nas virtudes, seja nos ocupando assiduamente em boas obras a serviço do próximo, tudo façamos de modo a sentirmo-nos sempre dependentes da caridade. Repitamos enfaticamente a nós mesmos que a oferta espiritual que nos purifica e agrada a Deus não é tanto obra de nossas mãos, mas muito mais o amor do Divino Coração que nos invade e faz com que o sacrifício espiritual que se imola no tempo do coração seja plenificado da presença e do regozijo e alegria de Cristo Senhor. Sim, alma, imita o Coração da Virgem Maria!”.

São Lourenço Giustiniani, Bispo
Dos «Sermoni»

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA – Caminho para o Coração de Jesus



Festa
20 de junho


“Vemos que o Coração de Maria é visitado pela graça do Pai, é penetrado pela força do Espírito e impulsionado interiormente pelo Filho; isto é, vemos um coração humano perfeitamente introduzido no dinamismo da Santíssima Trindade”.

Papa Bento XVI

“Ao consagrarmo-nos ao Coração de Maria, descobrimos o caminho seguro para o Coração de Jesus, símbolo do Amor Misericordioso de Nosso Salvador”.

Papa João Paulo II
22 de setembro de 1986

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA – Corações de Jesus e Maria unidos no tempo



Festa
20 de junho

“Esta Festa está intimamente vinculada com a Solenidade do Sagrado Coração, a qual se celebra no dia anterior, na sexta-feira. Ambas se celebram respectivamente na sexta-feira e no sábado, na oitava de Corpus Christi. Os Corações de Jesus e Maria estão maravilhosamente unidos no tempo e na eternidade desde o momento da Encarnação. A Igreja nos ensina que o modo mais seguro de chegar a Jesus é por meio de sua Santa Mãe Maria. Por isso nos consagramos ao Coração de Jesus por meio do Coração de Maria.

A Festa do Coração Imaculado de Maria foi oficialmente estabelecida em toda a Igreja pelo Papa Pio XII, em 04 de maio de 1944, para obter por meio da intercessão de Maria a paz entre as nações, liberdade para a Igreja, a conversão dos pecadores, amor à ‘pureza e à prática das virtudes’. Esta Festa se celebra na Igreja todos os anos no sábado seguinte ao segundo domingo depois de Pentecostes.

Depois de sua entrada nos céus, o Coração de Maria segue exercendo a nosso favor a sua amorosa intercessão. O amor de seu coração se dirige primeiro a Deus e a seu Filho Jesus, mas se estende também com solicitude maternal sobre todo o gênero humano que Jesus lhe confiou ao morrer; e assim a louvamos pela santidade de seu Imaculado Coração e lhe solicitamos ajuda maternal em nosso caminho até seu Filho.

Entreguemo-nos ao Coração Imaculado de Maria dizendo-lhe: Leva-nos a Jesus pela tua mão! Leva-nos, Rainha e Mãe, até as profundezas de seu Coração adorável! Coração Imaculado de Maria, roga por nós!”.

Fonte: Ewtn

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA – Oração: Dá-me teu Imaculado Coração!



Festa
20 de junho

“Maria, Mãe do meu Jesus, dá-me o teu Imaculado Coração tão belo, tão puro, tão imaculado, tão pleno de amor e humildade, a fim de que me torne capaz de receber Jesus no Pão da Vida, amá-lo como o amaste e servi-lo com todo amor do céu em minha alma no mais pobre dos pobres”.

Beata Teresa de Calcutá
Fundadora das Missionárias da Caridade
Do Diário Espiritual

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA – Ser filhos do Imaculado Coração é ser amor



Festa
20 de junho

Santo Antônio Maria Claret fundou a Congregação dos Filhos do Imaculado Coração de Maria no dia 16 de julho de 1849. Em um quarto do velho seminário conciliar de Vic (Barcelona), reuniu os cinco primeiros companheiros com a idéia de constituir um grupo de missionários itinerantes.

Vencendo o calor do verão vicense, começam seu particular itinerário com dez dias de exercícios espirituais. Em uma das meditações, Claret explica a seus novos irmãos o que ele entende por um “filho do Coração de Maria”. A fórmula é conservada por todos os Claretianos do mundo como uma espécie de “carteira de identidade”. Trata-se de uma descrição breve, densa e atrativa, algo semelhante ao que Karl Rahner sugeria aos institutos religiosos para explicar o próprio carisma, tendo em vista uma boa proposta vocacional.

A fórmula inclui o Fogo do Amor que, em atraente e fugidia realidade, esquenta, arde, purifica, ilumina. Para Claret, o fogo é Deus mesmo, seu amor, manifestado através da ação do seu Espírito vivificador. E em certo sentido, é também Maria, a qual Claret chama de “Frágua de misericórdia e amor” em uma preciosa oração que costumava recitar no começo das missões populares.

A fórmula de Claret diz assim:

“O filho do Imaculado Coração de Maria é uma alma que arde em caridade e abrasa de amor por onde passa, desejando e procurando eficazmente por todos os meios possíveis inflamar o mundo inteiro com o Fogo do Divino Amor. Nada o detém, alegra-se nas privações, enfrenta os trabalhos, abraça os sacrifícios, compraz-se nas calúnias e tormentos que sofre. Não pensa senão em como seguir e imitar Jesus Cristo no orar, no trabalhar e no sofrer, e no procurar só e unicamente a maior glória de Deus e a salvação dos homens. Ser filho do Imaculado Coração de Maria é se deixar transformar em amor, a fim de que o amor do Coração de Maria, que está unido ao Coração de Jesus, dois amores portanto, tomem inteiramente o nosso ser e se derramem por onde quer que passe”.

Santo Antônio Maria Claret
Dos escritos pessoais