sábado, 27 de junho de 2009

São Cirilo de Alexandria – União de amor com Jesus


Memória Facultativa

“Quem recebe a Comunhão é tornado santo em corpo e alma, do mesmo modo que a água ferve quando posta sobre o fogo. A Comunhão age como o fermento que se mistura com a farinha, fazendo-a levantar-se. De igual modo, derretendo-se duas velas juntas se obtém uma só peça de cera, assim, creio eu, que aquele que recebe a Carne e o Sangue de Jesus, se funde com Ele por esta Comunhão, e a alma descobre que está em Cristo e Cristo está nela”.


São Cirilo de Alexandria, Bispo e Doutor

Unión de amor con Jesús en la Sagrada Comunión


quinta-feira, 25 de junho de 2009

Papa João XXIII – Exemplo de sacerdócio para o Ano Sacerdotal



Papa Giovanni XXIII
Nove anos de sacerdócio
Exercícios Espirituais
Martinengo, 19 a 25 de outubro de 1913


“É a sétima vez que me recolho neste lugar santo e agradável para pensar na minha alma. O dever principal que se me impõe é sempre o mesmo: bendizer ao Senhor, que continua a amar-me, preservando-me de quedas graves e confundindo-me no meu nada. Apenas digo ao Senhor: eis-me aqui, disposto a tudo, para as alegrias e também para as dores. ‘Para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro’( FL 1, 21). Pensava pedir que me aliviassem um pouco o peso das minhas ocupações, indicando as que correspondem melhor ao meu temperamento. Mas decidi não fazer nada. Os superiores sabem tudo e isso me basta; sobretudo, se não me perguntarem, evitarei mostrar-lhes as minhas preferências por uma ou outra espécie de ocupações. Continuemos em frente, como sempre me repete o meu padre espiritual, com a cabeça no saco da Providência Divina.

Talvez estes sete anos passados já só signifiquem a abundância por parte de Deus para comigo. Não poderiam, porventura, começar agora os sete anos de escassez? Merecê-los-ia, tendo em conta a minha falta de correspondência a tantas graças. Portanto, que venha de bom grado a escassez purificadora; que venham as amarguras, as humilhações e as dores. Aceitá-las-ei de boa vontade, como prenda da sinceridade dos meus sentimentos de amor a Jesus. Portanto, será para mim uma satisfação aceitar com santo prazer todas as ocasiões, grandes e pequenas, que eu tiver durante o dia de confundir-me, de mortificar o meu amor próprio, sem, de forma alguma, revoltar-me, contente (como o caracol que recolhe – e trabalha fechado em si mesmo – as gotas do orvalho caído do céu). Não me importa que me humilhem, desde que tudo seja para glória de Deus e para meu verdadeiro bem, para santificação do meu espírito. Procurarei viver neste contínuo sentimento da minha pequenez e indignidade, e quando alguma coisa me molestar, serei feliz em repetir”.


Beato Papa João XXIII
Diário da alma, 3ªp., pp.222-223

terça-feira, 23 de junho de 2009

Padre Pio, antídoto diante da secularização, apresenta Bento XVI



Em sua visita a San Giovanni Rotondo, o Papa Bento XVI apresenta antídoto do Padre Pio diante da secularização

SAN GIOVANNI ROTONDO, domingo, 21 de junho de 2009 (ZENIT.org)- Bento XVI apresentou a herança espiritual de São Pio de Pietrelcina como antídoto diante dos riscos da secularização, ao visitar neste domingo o Santuário em que vivia o sacerdote capuchinho.

“Os riscos do ativismo e da secularização estão sempre presentes”, advertiu na homilia da missa celebrada com a participação de 50 mil peregrinos, no átrio da Igreja de São Pio de Pietrelcina, em San Giovanni Rotondo.

O Padre Pio recordava e continua recordando “o que é verdadeiramente necessário: escutar Cristo para cumprir a vontade de Deus”, indicou o Pontífice, que dedicou o dia a uma peregrinação seguindo os passos do frade dos estigmas (1887-1968), canonizado por João Paulo II no dia 16 de junho de 2002 – quem também visitou este Santuário em 1987.

Por isso, o Pontífice deixou este conselho aos fiéis que o escutavam: “Quando percebais que correis este risco, contemplai o Padre Pio, seu exemplo, seus sofrimentos; e invocai sua intercessão, para que ele vos alcance do Senhor a luz e a força de que precisais para continuar com vossa missão, repleta de amor a Deus e de caridade fraterna”.

Os peregrinos, que tiveram de enfrentar a chuva desde as primeiras horas da manhã, procediam de toda a Itália, mas também de países como Estados Unidos e Irlanda, prova do amor que o Padre Pio desperta nos cinco continentes.

De fato, o Santuário de San Giovanni Rotondo é o terceiro mais visitado do mundo católico, depois do Vaticano e da Basílica mexicana de Nossa Senhora de Guadalupe, com mais de 7 milhões de fiéis por ano.

Este fenômeno se explica pela atração que o Padre Pio continua provocando, “um homem simples, de origem humilde”, recordou o Papa, “mas que se deixou conquistar por Cristo, para tornar-se instrumento escolhido pelo poder perene de sua Cruz: poder de amor pelas almas, de perdão e reconciliação, de paternidade espiritual, de solidariedade concreta com os que sofrem”.


O Bispo de Roma explicou que seguir Cristo, como fez o Padre Pio, “não significa alienação, perda da personalidade: Deus não anula jamais o humano, mas o transforma com seu Espírito e o orienta ao serviço do seu desígnio de salvação”.

O “Apóstolo do Confessionário”, como era conhecido o Padre Pio – cujo nome era Francesco Forgione –, após ingressar na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, foi ordenado sacerdote em 1910.

No convento de San Giovanni Rotondo, ele fundou a Casa Alívio do Sofrimento, para acolher os mais necessitados. Aos 31 anos, começou a experimentar o fenômeno místico dos estigmas (chagas similares às de Cristo pregado na cruz).

Os estigmas se mantiveram ao longo de toda a sua vida. A ferida do lado, assim como os demais estigmas, sangrava com frequência, especialmente durante a Semana Santa. Ele escondia os estigmas das mãos usando luvas de lã.

As feridas desapareceram, sem deixar marcas, no dia 22 de setembro de 1968, um dia antes de sua morte. Junto à sua fama de santidade, estenderam-se também fortes críticas contra sua pessoa e humilhações. Ele foi investigado pelo Santo Ofício, motivo pelo qual durante 3 anos não pôde celebrar missas em público. Após anos de investigações, demonstrou-se que tudo era falso.

O Papa almoçou na Casa Alívio do Sofrimento e à tarde teve um encontro com os doentes e a equipe do hospital. Após um encontro na Igreja de São Pio de Pietrelcina com os sacerdotes, religiosos, religiosas e jovens, o Papa voltou para Roma.

Papa Bento XVI
Homilia na Igreja São Pio de Pietrelcina
San Giovanni Rotondo

ANO SACERDOTAL – Bento XVI confia a Nossa Senhora e Padre Pio o Ano Sacerdotal



Ao visitar neste domingo, dia 21 de junho de 2009, o Santuário em que vivia o sacerdote capuchinho, São Pio de Pietrelcina, após a celebração da Missa, ao rezar o Angelus, o Papa Bento XVI confiou à intercessão amorosa de Nossa Senhora e de São Pio de Pietrelcina “de maneira especial o Ano Sacerdotal”, que ele inaugurou na sexta-feira passada, na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus.

“Que esta seja uma ocasião privilegiada para se destacar o valor da missão e da santidade dos sacerdotes ao serviço da Igreja e da humanidade do terceiro milênio”.

Papa Bento XVI
Oração do Angelus
San Giovanni Rotondo

domingo, 21 de junho de 2009

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA – Alma, imita o Coração da Virgem!



Festa
20 de junho

O Coração Imaculado de Maria

“Maria meditava em seu coração tudo o que via e assimilava, e que crescimento grande em sua alma realizado pela fé, que a enchia de méritos e de quanta sabedoria era iluminada. Qual incêndio de caridade seguia sempre mais avançando.

Era a Porta do Mistério celeste e por isso a alegria a tomava por inteiro. Era plena do Espírito e todo o seu ser se orientava para Deus. Ao mesmo tempo vivia mergulhada em uma profunda humildade. A Obra do Dono Divino na alma que se entrega tem isso de característico, eleva do abismo ao cume e leva de glória em glória.

Santo o coração da Virgem Maria que, tendo em si próprio o Espírito Santo e vivendo de seus ensinamentos, permanecia dócil à Vontade do Verbo! Maria não era escrava de seus sentimentos ou da sua vontade própria, mas seguia externamente a via da fé que a Sabedoria lhe sugeria interiormente no coração. Oh, santo e terno Coração de Maria! E verdadeiramente se certificava a Sabedoria Divina que podia construir a própria habitação, a casa da Igreja, servindo-se de Maria, a qual observava santamente a lei, a norma da unidade e o seu oferecimento espiritual.

Oh, alma fiel, imita a Virgem Maria! Entra no templo do teu coração a fim de ser espiritualmente renovada e obter o perdão dos teus pecados. Recorda que Deus olha a nossa intenção, com a qual fundamentamos a nossa ação, e a qual faz o que nós fazemos. Porque se voltamos nossa alma para Deus mediante a contemplação e se nos dedicamos a Ele, seja aceitando progredir nas virtudes, seja nos ocupando assiduamente em boas obras a serviço do próximo, tudo façamos de modo a sentirmo-nos sempre dependentes da caridade. Repitamos enfaticamente a nós mesmos que a oferta espiritual que nos purifica e agrada a Deus não é tanto obra de nossas mãos, mas muito mais o amor do Divino Coração que nos invade e faz com que o sacrifício espiritual que se imola no tempo do coração seja plenificado da presença e do regozijo e alegria de Cristo Senhor. Sim, alma, imita o Coração da Virgem Maria!”.

São Lourenço Giustiniani, Bispo
Dos «Sermoni»

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA – Caminho para o Coração de Jesus



Festa
20 de junho


“Vemos que o Coração de Maria é visitado pela graça do Pai, é penetrado pela força do Espírito e impulsionado interiormente pelo Filho; isto é, vemos um coração humano perfeitamente introduzido no dinamismo da Santíssima Trindade”.

Papa Bento XVI

“Ao consagrarmo-nos ao Coração de Maria, descobrimos o caminho seguro para o Coração de Jesus, símbolo do Amor Misericordioso de Nosso Salvador”.

Papa João Paulo II
22 de setembro de 1986

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA – Corações de Jesus e Maria unidos no tempo



Festa
20 de junho

“Esta Festa está intimamente vinculada com a Solenidade do Sagrado Coração, a qual se celebra no dia anterior, na sexta-feira. Ambas se celebram respectivamente na sexta-feira e no sábado, na oitava de Corpus Christi. Os Corações de Jesus e Maria estão maravilhosamente unidos no tempo e na eternidade desde o momento da Encarnação. A Igreja nos ensina que o modo mais seguro de chegar a Jesus é por meio de sua Santa Mãe Maria. Por isso nos consagramos ao Coração de Jesus por meio do Coração de Maria.

A Festa do Coração Imaculado de Maria foi oficialmente estabelecida em toda a Igreja pelo Papa Pio XII, em 04 de maio de 1944, para obter por meio da intercessão de Maria a paz entre as nações, liberdade para a Igreja, a conversão dos pecadores, amor à ‘pureza e à prática das virtudes’. Esta Festa se celebra na Igreja todos os anos no sábado seguinte ao segundo domingo depois de Pentecostes.

Depois de sua entrada nos céus, o Coração de Maria segue exercendo a nosso favor a sua amorosa intercessão. O amor de seu coração se dirige primeiro a Deus e a seu Filho Jesus, mas se estende também com solicitude maternal sobre todo o gênero humano que Jesus lhe confiou ao morrer; e assim a louvamos pela santidade de seu Imaculado Coração e lhe solicitamos ajuda maternal em nosso caminho até seu Filho.

Entreguemo-nos ao Coração Imaculado de Maria dizendo-lhe: Leva-nos a Jesus pela tua mão! Leva-nos, Rainha e Mãe, até as profundezas de seu Coração adorável! Coração Imaculado de Maria, roga por nós!”.

Fonte: Ewtn

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA – Oração: Dá-me teu Imaculado Coração!



Festa
20 de junho

“Maria, Mãe do meu Jesus, dá-me o teu Imaculado Coração tão belo, tão puro, tão imaculado, tão pleno de amor e humildade, a fim de que me torne capaz de receber Jesus no Pão da Vida, amá-lo como o amaste e servi-lo com todo amor do céu em minha alma no mais pobre dos pobres”.

Beata Teresa de Calcutá
Fundadora das Missionárias da Caridade
Do Diário Espiritual

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA – Ser filhos do Imaculado Coração é ser amor



Festa
20 de junho

Santo Antônio Maria Claret fundou a Congregação dos Filhos do Imaculado Coração de Maria no dia 16 de julho de 1849. Em um quarto do velho seminário conciliar de Vic (Barcelona), reuniu os cinco primeiros companheiros com a idéia de constituir um grupo de missionários itinerantes.

Vencendo o calor do verão vicense, começam seu particular itinerário com dez dias de exercícios espirituais. Em uma das meditações, Claret explica a seus novos irmãos o que ele entende por um “filho do Coração de Maria”. A fórmula é conservada por todos os Claretianos do mundo como uma espécie de “carteira de identidade”. Trata-se de uma descrição breve, densa e atrativa, algo semelhante ao que Karl Rahner sugeria aos institutos religiosos para explicar o próprio carisma, tendo em vista uma boa proposta vocacional.

A fórmula inclui o Fogo do Amor que, em atraente e fugidia realidade, esquenta, arde, purifica, ilumina. Para Claret, o fogo é Deus mesmo, seu amor, manifestado através da ação do seu Espírito vivificador. E em certo sentido, é também Maria, a qual Claret chama de “Frágua de misericórdia e amor” em uma preciosa oração que costumava recitar no começo das missões populares.

A fórmula de Claret diz assim:

“O filho do Imaculado Coração de Maria é uma alma que arde em caridade e abrasa de amor por onde passa, desejando e procurando eficazmente por todos os meios possíveis inflamar o mundo inteiro com o Fogo do Divino Amor. Nada o detém, alegra-se nas privações, enfrenta os trabalhos, abraça os sacrifícios, compraz-se nas calúnias e tormentos que sofre. Não pensa senão em como seguir e imitar Jesus Cristo no orar, no trabalhar e no sofrer, e no procurar só e unicamente a maior glória de Deus e a salvação dos homens. Ser filho do Imaculado Coração de Maria é se deixar transformar em amor, a fim de que o amor do Coração de Maria, que está unido ao Coração de Jesus, dois amores portanto, tomem inteiramente o nosso ser e se derramem por onde quer que passe”.

Santo Antônio Maria Claret
Dos escritos pessoais

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA – Jaculatórias do Imaculado Coração



Festa
20 de junho

JACULATÓRIAS

Doce Coração de Maria, sede a minha salvação!

Doce Coração de Maria, sede nossa salvação!

Viva o Imaculado Coração de Maria!

Coração Imaculado e Dolorido de Maria, tende piedade de nós!

Oh! Coração de Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, inflamai-nos com aquele feliz fogo em que o vosso arde continuamente.

Imaculado Coração amabilíssimo, objeto das complacências da adorável Trindade, guardai em vosso Coração a todos nós e a santa Igreja.

Coração Imaculado de Maria, tão cheio de bondade e tão compassivo, sede nosso caminho para ir a Jesus.

Doce Coração de Maria, infundi-nos o amor de vossas virtudes.

Maria, nossa Mãe, fazei que sintamos a ternura de vosso maternal Coração

Coração Imaculado de Maria, ensinai-nos a Vossa caridade!

Doce Coração de Maria, ensinai-nos a Vossa humildade!

Concedei-me, Mãe, a graça que do Vosso Coração Imaculado e cheio de ternura, espero com toda a confiança.

Oh! Coração Imaculado de Maria, compadecei-vos de nós!

Concedei-me, Imaculado Coração amabilíssimo de Maria, que viva e cresça incessantemente em vosso santo amor.

Coração Imaculado de Maria, rogai por nós!

ANO SACERDOTAL – Papa Bento XVI inaugura Ano pedindo sacerdotes santos



Bento XVI inaugura Ano Sacerdotal pedindo presbíteros santos

Que o coração de cada presbítero seja inflamado de amor por Jesus

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 19 de junho de 2009 (ZENIT.org)- Bento XVI inaugurou o Ano Sacerdotal na tarde desta sexta-feira, constatando a necessidade que a Igreja tem de santos sacerdotes.

Ao mesmo tempo, ao presidir as segundas vésperas na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, na Basílica Vaticana, reconheceu que o maior sofrimento para a Igreja é o pecado dos sacerdotes.

A celebração começou quando o Papa se dirigiu à Capela do Coral da Basílica de São Pedro para venerar em silêncio o coração do Santo Cura de Ars, São João Maria Vianney; neste ano se comemora precisamente o 150º aniversário do seu falecimento.

“A Igreja tem necessidade de sacerdotes santos – disse o Papa na homilia; de ministros que ajudem os fiéis a experimentarem o amor misericordioso do Senhor e sejam suas testemunhas convictas.”

Por isso, convidou os crentes a pedirem “ao Senhor que inflame o coração de cada presbítero” de amor por Jesus.

“Como esquecer que nada causa mais sofrimento à Igreja, Corpo de Cristo, que os pecados dos seus pastores, sobretudo daqueles que se convertem em ‘ladrões de ovelhas’, seja porque as desviam com suas doutrinas privadas, seja porque as atam com os laços do pecado e da morte?”, perguntou-se o Papa.

“Também para nós, queridos sacerdotes, aplica-se o chamado à conversão e a recorrer à misericórdia divina, e igualmente devemos dirigir com humildade incessante a súplica ao Coração de Jesus, para que nos preserve do terrível risco de causar dano àqueles a quem devemos salvar”, disse o Papa aos numerosos presbíteros e bispos presentes.

Por isso, afirmou: “Nossa missão é indispensável para a Igreja e para o mundo, e exige fidelidade plena a Cristo e uma incessante união com Ele, isto é, exige que busquemos constantemente a santidade, como o fez São João Maria Vianney”.

Papa Bento XVI
Inauguração do Ano Sacerdotal

sexta-feira, 19 de junho de 2009

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – O Amor é digno de toda glória!



Solenidade
19 de junho

“Queridos irmãos e irmãs,

Nos encontramos reunidos para venerar esse momento único na história do universo em que Deus-Filho se fez homem nas profundezas do Coração da Virgem de Nazaré.

É o momento da Anunciação que reflete a oração do ‘Angelus Domini’: ‘Conceberás em teu seio e darás à luz um filho, a quem porás o nome Jesus. Ele será chamado Filho do Altíssimo’ (Lc 1, 31-32)

Maria disse: ‘Faça-se em mim segundo a tua palavra’ (Lc 1, 38).

E desde aquele momento seu Coração se prepara para acolher a Deus-Homem: "Coração de Jesus, digníssimo de toda glória"!

Nos unimos à Mãe de Deus para adorar a este Coração do Homem que, mediante o mistério da união hipostática (união das naturezas), é ao mesmo tempo o Coração de Deus.

Tributamos a Deus a adoração devida ao Coração de Cristo Jesus, desde o primeiro momento de sua concepção no seio da Virgem.

Junto com Maria lhe tributamos a mesma adoração no momento do nascimento: quando veio ao mundo na extrema pobreza de Belém. Nós lhe tributamos a mesma adoração, junto com Maria, durante todos os dias e os anos de sua vida oculta em Nazaré, durante todos os dias e os anos em que cumpre seu serviço messiânico em Israel.

E quando chega o tempo da paixão, do despojamento, da humilhação e do opróbio da cruz, nos unimos todavia mais ardentemente ao Coração da Mãe para gritar: ‘Coração de Jesus, digníssimo de toda glória!’.

Sim. Digníssimo de toda glória precisamente por causa deste opróbio e humilhação! Com efeito, então o Coração do Redentor alcança o cume do amor de Deus. E precisamente o Amor é digno de toda glória!

Nós ‘não nos gloriaremos a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo’ (cf. Gál 6, 14), escreverá São Paulo, enquanto São João ensina: ‘Deus é amor’ (1 Jn 4, 8).

Jesus Cristo está na glória de Deus Pai. Desta glória o Pai rodeou, no Espírito Santo, o Coração de seu Filho glorificado. Esta glória anuncia nos séculos a assunção ao céu do Coração de sua Mãe. E todos nós nos unimos a Ela para confessar: ‘Coração de Jesus, digníssimo de toda glória, tem piedade de nós!’.

Santo Padre João Paulo II
Angelus, 04 de agosto de 1985

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – Por teu Coração ferido



Solenidade
19 de junho

Santa Gertrudes, a Grande, ou Gertrudes de Helfta, é uma importante santa na história da devoção ao Sagrado Coração. Religiosa beneditina alemã de grande cultura filosófica e literária,se destacou por seu dom de contemplação. Foi uma dos primeiros apóstolos do Sagrado Coração de Jesus.. Ainda antes que Nosso Senhor aparecesse a Santa Margarida Maria Alacoque, Santa Gertrudes teve uma experiência mística do Sagrado Coração de Jesus.

Santa Gertrudes se adiantou a seu tempo em certos pontos como a comunhão frequente, a devoção a São José e a devoção ao Sagrado Coração. Com frequência falava do Sagrado Coração com Santa Matilde, sua irmã, e se conta que em duas visões diferentes reclinou a cabeça sobre o peito de Nosso Senhor e ouviu as batidas de seu Coração Divino. Foi uma apaixonada pelo Sagrado Coração.

Oração de Santa Gertrudes

“Por teu Coração ferido, querido Senhor, transpassa o meu tão profundamente com o dardo do teu Amor, que já não possa mais ele conter as coisas terrenas e seja inteiramente e tão somente governado pela ação de teu divino Amor!”.

Santa Gertrudes de Helfta
Mensaje de la Divina Misericórdia, Madrid, BAC

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – Revelações do Coração de Jesus



Solenidade
19 de junho

4ª Revelação de Jesus

Das revelações de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque, a 4ª revelação é considerada a mais importante. Nela o Senhor manifestou a sua vontade de estabelecer na Igreja uma Festa litúrgica em honra do seu Sagrado Coração.

Esta revelação aconteceu no curso da oitava de Corpus Christi do ano 1675, entre os dias 13 e 20 de junho. Santa Margarida conta:

“Estando ante o Santíssimo Sacramento um dia de sua oitava e querendo tributar-lhe amor por tão grande amor, me disse o Senhor: ‘Não podes tributar-me nada maior do que o que tantas vezes já te pedi’. Então, o Senhor descobriu seu Coração e disse: ‘ Eis aqui o Coração que tanto amou os homens e que não reteve nada até ao extremo de esgotar-se e consumir-se para testemunhar o seu amor. E, em compensação, só recebe, da maioria deles, ingratidões, assim como friezas e menosprezos que têm para comigo neste Sacramento de amor. Mas o que mais me dói é que se portem assim os corações que me foram consagrados. Por isso te peço que na primeira sexta-feira depois da oitava de Corpus Christi, se celebre uma Festa especial para honrar meu Coração, e que se comungue nesse dia para pedir perdão e reparar os ultrajes por ele recebidos durante o tempo que permaneceu exposto nos altares.. Também te prometo que meu Coração se dilatará para derramar em abundância os efeitos de seu divino Amor sobre quem lhe faça essa honra e procure lhe render esse tributo”.

O Padre Claudio de la Colombière ordenou a Margarida que cumprisse plenamente a vontade do Senhor, e que também escrevesse tudo quanto Ele lhe havia revelado. Margarida obedeceu a tudo o que lhe pediu pois seu maior desejo era que se chegasse a cumprir o desígnio do Senhor.


Se passariam mais de dez anos antes que se chegasse a instituir a devoção ao Sagrado Coração de Jesus no Mosteiro da Visitação. Seriam dez anos muito duros para Margarida. A Madre Superiora, que por fim chegou a acreditar nela, foi transferida para outro mosteiro. Mas antes de ir, ordena a Margarida que relatasse a toda comunidade tudo quanto o Senhor lhe havia revelado. Ela aceitou somente em nome da santa obediência e comunicou a todas o que o Senhor lhe havia revelado, inclusive os castigos que faria cair sobre a comunidade.

Quando todas, enfurecidas, começaram a falar-lhe duramente, Margarida se manteve calada, aguentando com humildade tudo quanto lhe diziam. No dia seguinte, a maioria das monjas, sentindo-se culpadas do que haviam feito, acudiram à confissão. Margarida então ouviu que o Senhor lhe dizia que nesse dia, por fim, chegava a paz novamente ao mosteiro e que por seu grande sofrimento, a sua divina justiça havia sido aplacada.

Contra sua vontade, Margarida foi designada como mestra de noviças e sub-priora.Isto chegou a ser parte do plano do Senhor para que por fim se começasse a abraçar a devoção do Sagrado Coração de Jesus. Entretanto, Margarida nunca chegou a ver, durante sua vida na terra, o pleno reconhecimento dessa devoção.

Na tarde de 17 de outubro de 1690, havendo Margarida previamente indicado esta data como dia de sua morte, encomendou sua alma ao Senhor, a quem ela havia amado com todo seu coração. Morre entre 7 e 8 horas da noite. Tinha 43 anos de idade e 18 anos de profissão religiosa.

Passaram-se somente três anos após de sua morte, quando o Papa Inocêncio XIII começou um movimento que abriria as portas para esta devoção. Proclamou uma Bula Papal, dando indulgências a todos os Mosteiros Visitandinos, que resultou na instituição da Festa do Sagrado Coração na maioria dos conventos. Em 1765, o Papa Clemente XIII introduziu a Festa em Roma, e em 1856 o Papa Pio IX estendeu a Festa do Sagrado Coração a toda a Igreja. Finalmente, em 1920, Margarida Maria Alacoque foi elevada à honra dos altares pelo Papa Bento XV”.

“Amado e glorificado seja em toda a parte o Sagrado Coração de Jesus”.

Santa Margarida Maria Alacoque
Do Diário Espiritual

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – Consagração ao Sagrado Coração



Solenidade
19 de junho

Consagração ao Sagrado Coração

“Me entrego e consagro ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, minha pessoa e vida, ações, dores e sofrimentos, para que utilize meu corpo somente para honrar, amar e glorificar ao Sagrado Coração.

Este é meu propósito definitivo, único, ser todo d'Ele, e fazer tudo por amor a Ele, e ao mesmo tempo renunciar com todo o meu coração qualquer coisa que não lhe compraz, além de tomar-te, Ó Sagrado Coração, para que sejas ele o único objeto de meu amor, o guardião de minha vida, meu seguro de salvação, o remédio para minhas fraquezas e inconstância, a solução aos erros de minha vida e meu refúgio seguro à hora da morte.

Seja, Ó Coração de Bondade, meu intercessor ante Deus Pai, e livra-me de sua sabia ira. Ó Coração de amor, ponho toda minha confiança em ti, temo minhas fraquezas e falhas, mas tenho esperança em tua Divindade e Bondade.

Tira de mim tudo o que está mal e tudo o que provoque que não faça tua santa vontade, permite a teu amor puro que se imprima no mais profundo de meu coração, para que eu não me esqueça nem me separe de ti.

Que eu obtenha de tua amada bondade a graça de ter meu nome escrito em teu Coração, para depositar em ti toda minha felicidade e glória, viver e morrer em tua bondade. Amém”.

Santa Margarida Maria Alacoque
Diário Espiritual

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – Decálogo do Coração de Jesus segundo Bento XVI




Solenidade
19 de junho

CIDADE DO VATICANO, sábado, 7 de junho de 2008 (ZENIT.org)- Domingo,1 de junho, em suas palavras na oração do Angelus, o Papa Bento XVI falou da devoção ao Sagrado Coração de Jesus, traçando uma síntese deste mistério e culto. Eis aqui, em forma de decálogo, redigido por Jesus de lãs Heras, diretor da revista Ecclesia.


O coração é o símbolo da fé cristã.

O coração de Jesus, síntese da Encarnação e da Redenção.

O Sagrado Coração, manancial de bondade e de verdade.

O Coração de Jesus, expressão da boa nova do amor.

O Sagrado Coração, palpitação de uma presença em

que se pode confiar e descansar.


Decálogo do Sagrado Coração

1. O Coração de Cristo é símbolo da fé cristã, particularmente amado tanto pelo povo como pelos místicos e teólogos, pois expressa de uma maneira simples e autêntica a “Boa Nova do Amor”, resumindo em si o mistério da Encarnação e da Redenção.

2. A solenidade litúrgica do Sagrado Coração de Jesus é a terceira e última das festas do Tempo Pascal, após a Santíssima Trindade e o Corpus Christi. Esta sucessão faz pensar em um movimento até o centro: um movimento do Espírito guiado pelo próprio Deus.

3. Desde o horizonte infinito de seu amor, de fato, Deus quis entrar nos limites da história e da condição humana, tomou um corpo e um coração, para que possamos contemplar e encontrar o infinito no finito, o Mistério invisível e inefável no Coração humano de Jesus, o Nazareno.

4. Em minha primeira Encíclica sobre o tema amor, o ponto de partida foi precisamente o olhar dirigido ao costado transpassado de Cristo, do que fala João em seu Evangelho. (Cf. 19,37; Deus caritas est, 12).

5. Este centro da fé é também a fonte da esperança pela qual fomos salvos, esperança que foi o tema de minha segunda Encíclica.

6. Toda pessoa necessita de um “centro” para sua própria vida, um manancial de verdade e de bondade ao qual recorrer ante a sucessão das diferentes situações e no cansaço da vida cotidiana.

7. Cada um de nós, quando se detém em silêncio, necessita sentir não só o palpitar de seu coração, mas também, de maneira mais profunda, o palpitar de uma presença confiável que se pode perceber com os sentidos da fé e que, entretanto, é muito mais real: a presença de Cristo, coração do mundo.

8. Convido-lhes, portanto, a cada um para renovar no mês de junho a sua própria devoção ao Coração de Cristo.

9. Um dos caminhos para revitalizar esta devoção ao Coração de Cristo é valorizar e praticar também a tradicional oração de oferecimento do dia e tendo presentes as intenções que proponho em toda a Igreja.

10. Junto ao Sagrado Coração de Jesus, a liturgia nos convida a venerar o Coração Imaculado de Maria. Encomendemo-nos a Ela com grande confiança.

Santo Padre Bento XVI
Angelus, 07 de junho de 2008

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – Oração “Dá-me teu Coração!”



Solenidade
19 de junho

“Que farás, Senhor, para vencer a obstinada indiferença dos homens? Teu Coração não encontra neles mais que dureza, esquecimento, desprezo, ingratidão. Tu te esgotaste neste Mistério de Amor; Tu foste tão longe que, como dizem os Santos Padres, chegaste onde podia chegar o teu Poder.

Se os contatos divinos com tua Sagrada Carne não conseguem destruir tudo o que me distrai e seduz, em vão poderei esperar um outro remédio de maior força.

A tão grande calamidade, somente uma saída encontro: dá-me outro coração, um coração dócil, um coração sensível, um coração que ame incondicionalmente, um coração que não seja de mármore nem de bronze; concede-me, Senhor, o teu próprio Coração!

Este Coração que se encontra ainda com os mesmos sentimentos e sobretudo sempre abrasado de amor pelos homens; sempre sensível aos nossos males; sempre desejoso de fazer-nos participantes de seus tesouros e de dar-se a si mesmo; sempre disposto a receber-nos e a servir-nos de asilo, mansão, de paraíso, já nesta vida. Este Coração que ama e não é amado, e nem sequer seu amor é conhecido, porque não se dignam os homens a receber os dons que lhes doa para conhecê-lo, nem escutar as amáveis e íntimas manifestações que quer fazer aos nossos corações.

Vem, então, amável Coração de Jesus, vem e coloca-te no centro do meu peito, e nele acende um braseiro de amor tal que me leve ininterruptamente a corresponder, de algum modo, ao meu dever de amar-te sempre e cada vez mais.

Deus meu, ama a Jesus que está em mim na medida em que me amou a mim Nele. Faz com que eu não viva senão para Ele e por Ele a fim de chegar a viver eternamente com Ele no Céu. Amém”.


São Claudio de la Colombière
Sermón 32º O.C. 10, p. 34

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – Jaculatórias, setas de amor atiradas ao Coração Divino



Solenidade
19 de junho

As jaculatórias são orações breves que, repetidas ao longo do dia, ajudam a lembrar da presença de Deus em nossas vidas. São uma forma de estarmos em constante contato com a Trindade de Amor em todos os momentos de nossas vidas, muito especialmente nas nossas experiências de aflição, na nossa fraqueza, desespero, ou quando provados pelas tentações. Podem ser recitadas a qualquer momento do nosso dia a dia. São ainda muito importantes quando feitas apenas e tão somente para demonstrar o nosso amor ao Deus Uno e Trino - Pai, Filho e Espírito Santo. Então, tornam-se como setas de amor que atiramos ao Céu diretamente no Coração amoroso de Deus Amor.

Jaculatórias com indulgências parciais

“Doce Coração de Jesus, sede o meu amor”.

“Sagrado Coração de Jesus, eu tenho confiança em Vós”.

“Sagrado Coração de Jesus, eu me dou a Vós por Maria”.

“Coração de Jesus, fazei que eu vos ame e vos faça amar”.

“Sagrado Coração de Jesus, creio no vosso amor para comigo”.

“Coração de Jesus, Fonte de toda pureza, tende piedade de nós”.

“Seja conhecido, amado e imitado o Sagrado Coração de Jesus”.

“Jesus, manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao vosso”.

“Coração Eucarístico de Jesus, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade”.

“Doce Coração do meu Jesus, que tanto nos amais, fazei que vos ame cada vez mais”.

“Coração de Jesus, abrasado de amor por nós, inflamai o nosso coração de amor por Vós”.


“Sagrado Coração de Jesus, venha a nós o vosso Reino”.

“Sagrado Coração de Jesus, protegei as nossas famílias”.

“Ó Jesus, Vida eterna no seio do Pai, Vida das almas feitas à vossa semelhança, em nome do vosso amor, fazei conhecer, revelai o vosso Coração”.

“Coração de Jesus, Vítima de caridade, fazei me para Vós uma hóstia viva, santa e agradável a Deus”.

“Adoremos, demos graças, supliquemos e consolemos, com Maria Imaculada, o Sacratíssimo e Amantíssimo Coração Eucarístico de Jesus”.

“Ó Coração de amor, eu ponho toda a minha confiança em Vós pois temo a minha fraqueza, mas tudo espero de vossa bondade”.

“Divino Coração de Jesus, convertei os pecadores, salvai os moribundos e livrai as almas do Purgatório”.

“Coração de Jesus, eu vos amo. Convertei os pobres blasfemos!”.

“Eterno Pai, recebei como sacrifício de propiciação pelas necessidades da Igreja e em reparação dos pecados dos homens, o preciosíssimo Sangue e Água saídos da Chaga do Divino Coração de Jesus e tende misericórdia de nós!”.

“Amado e glorificado seja em to¬da a parte o Sagrado Coração de Jesus”.

“Tudo por Vós, Coração de Jesus”!