sábado, 7 de março de 2009

Canonização do Beato Rafael Arnaiz marcada para 11 de outubro




AGÊNCIA ECCLESIA-21 de fevereiro de 2009

Canonização com data marcada

Bento XVI confirma novos Santos da Igreja

A cerimônia de canonização dos futuros Santos já tem data marcada. O anúncio foi feito pela Santa Sé, no final do Consistório deste Sábado, presidido pelo Papa. O anúncio foi feito pela Santa Sé, no final do Consistório deste sábado, presidido pelo Papa.

O Consistório Público Ordinário representou o passo final do processo para a canonização. Juntamente com o novo Santo português, Nuno Álvares Pereira, serão canonizados Arcangelo Tadini, Bernardo Tolomei, Gertrude (Caterina) Comensoli e Caterina Volpicelli. Outras cinco canonizações terão lugar a 11 de Outubro.

Quanto ao local, o Cardeal Saraiva Martins lembra que “o princípio é que as canonizações sejam feitas em Roma e as beatificações nas igrejas locais. Se não houve nenhum pedido, é natural que seja em Roma”, sublinha.

O Cardeal português diz que “todos os santos são modelos para serem imitados” e no caso do Beato Nuno: destaca “a caridade para com os pobres”. Para além do “Santo Condestável”, foram concluídos outros nove processos, relativos a quatro italianos, dois espanhóis, uma francesa, um polaco e um belga.

26 de Abril

Juntamente com o Beato Nuno de Santa Maria serão canonizados outros quatro novos Santos:

Arcangelo Tadini (Itália) Sacerdote, Fundador da Congregação das Operárias da Santa Casa de Nazaré.

Bernardo Tolomei (Itália), Abade, Fundador da Congregação de Santa Maria do Monte Oliveto da Ordem de São Bento.

Gertrude Comensoli (Caterina, nome civil-Itália), Fundadora do Instituto das Religiosas do Santíssimo Sacramento.

Caterina Volpicelli (Itália), Fundadora da Congregação das Servas do Sagrado Coração.

11 de Outubro

Mais tarde, ainda em 2009, Bento XVI presidirá à cerimônia de canonização de cinco novos Santos. São eles:

Jozef Damian de Veuster (Bélgica), o conhecido Padre Damião, Sacerdote da Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria e da Adoração Perpétua do Santíssimo Sacramento do Altar, que consagrou sua vida aos leprosos da Ilha de Molokai, onde ele mesmo faleceu por causa desta doença.

Francisco Coll y Guitart (Espanha), Sacerdote Dominicano, Fundador da Congregação das Dominicanas da Anunciação da Bem-aventurada Virgem Maria.

Rafael Arnáiz Barón (Irmão Rafael - Espanha), Monge da Ordem Cisterciense da Estrita Observância (Trapista), que faleceu aos 27 anos, vítima de um coma diabético. É considerado um dos grandes místicos do século XX.

Zygmunt Szczesny Felinski (Polônia), Arcebispo, Fundador da Congregação das Religiosas Franciscanas da Família de Maria.

Marie de la Croix (Jeanne, nome civil) Jugan (França), Fundadora da Congregação das Irmãzinhas dos Pobres.

Bento XVI fez até hoje 763 Beatos e 18 novos Santos. O “recordista” João Paulo II fez 482 novos Santos e 1342 novos Beatos, num pontificado de 26 anos e meio.


sexta-feira, 6 de março de 2009

Quaresma: tomar em mãos um bom livro




Quaresma: tomar em mãos um bom livro, abrir o Evangelho, indica Cardeal Geraldo Majella Agnelo

É tempo de reflexão, afirma Dom Geraldo Agnelo

SALVADOR, quarta-feira, 4 de março de 2009 (ZENIT.org)- A Quaresma «é tempo de reflexão, porque o cristão é alguém que pensa», afirma o Cardeal Geraldo Majella Agnelo.

Ao comentar o sentido da Quaresma em artigo enviado a Zenit hoje, o Arcebispo de Salvador (Bahia) recorda que os primeiros cristãos «acreditaram que também eles tinham necessidade de tomar para si, cada ano, quarenta dias, para meditar sobre o mistério de Jesus morto e ressuscitado».

«Assim nasceu a Quaresma. Quaresma, em latim Quadragésima, significa quadragésimo dia. De quarta feira de cinzas até começar a Semana Santa são quarenta dias.»

«O que fazer nesse tempo? –questiona o Arcebispo–. Os evangelistas nos apresentam Jesus como pessoa reflexiva que amava o recolhimento, a meditação, a oração.»

Segundo Dom Geraldo Agnelo, seguindo o exemplo de Jesus, «somos convidados a criar também para nós este clima de seriedade e de empenho».

«Ser capazes de algumas vezes desligar o rádio e o televisor em nossa casa. Tomar em mãos um bom livro, abrir o Evangelho: ler, refletir, pensar em nossa vida, em nossos projetos, o que estamos preparando», indica.

Afirma também que é preciso «pensar nos que nos são caros, no significado de nossa presença em seu meio. Enfim no que pensamos fazer sob o olhar do Senhor».

«Quaresma é tempo de reflexão, porque o cristão é alguém que pensa. É preciso aprofundar, compreender: uma frase, por exemplo, do evangelho de hoje.»

«Jesus depois de quarenta dias voltou para o meio da gente e começou a pregar: ‘O tempo chegou, o reino de Deus está próximo, convertei-vos e crede no Evangelho’. São palavras sérias e comprometedoras», destaca.

O Cardeal Agnelo enfatiza que este é um momento «de recolher-se em oração, fazer deserto. Aprender de Jesus, que se retirava de bom grado nos lugares solitários».

«Um pouco de escuta, de reflexão, de troca de idéias. Depois a volta à vida de todos os dias. Eis a surpresa: tornou-se diverso. Mudou-se por dentro», afirma.


Fonte: Zenit


quarta-feira, 4 de março de 2009

Quaresma – Cinco vias de penitência



AS CINCO VIAS DA PENITÊNCIA SEGUNDO SÃO JOÃO CRISÓSTOMO

"Queres que cite as vias da penitência? São muitas, é certo, variadas e diferentes, mas todas levam ao céu:

PRIMEIRA VIA DA PENITÊNCIA: a reprovação dos pecados

Sê tu o primeiro a dizer teus pecados para seres justificado. O Profeta tam¬bém dizia: ‘Confesso contra mim mesmo minha injustiça ao Senhor, e tu perdoaste a impie¬dade de meu coração’. Reprova também tu aquilo em que pecaste; basta isto ao Senhor para desculpar¬-te. Quem reprova aquilo em que pecou, custará mais a recair. Excita o acusador interno, tua cons¬ciência, não venhas a ter acusador lá diante do tri¬bunal do Senhor. Esta primeira é ótima via de penitência.

SEGUNDA VIA DA PENITÊNCIA: o perdão das faltas do próximo

Não guardemos lembrança das injúrias recebidas dos inimigos, dominemos a cólera, perdoemos as faltas dos companheiros. Esta segunda via não é nada inferior à primeira. Com esta via, aquilo que se cometeu contra o Senhor será perdoado. Eis outra expiação dos pecados. ‘Se perdoardes a vossos devedores, também vos perdoará vosso Pai celeste’.

TERCEIRA VIA DA PENITÊNCIA: a oração

Nesta via, a oração deve ser muito ardente e bem feita; uma oração que brote do mais fundo do coração.

QUARTA VIA DA PENITÊNCIA: a esmola

A esmola possui muita e poderosa força no caminho para a conversão e transformação do coração. Leva à prática da caridade e ao desprendimento dos bens e de si mesmo.

QUINTA VIA DA PENITÊNCIA: a humildade

Ser modesto no agir e humilde, isto, não menos que tudo o mais, destrói os pecados. Testemunha é o publicano que não podia citar nada feito com retidão, mas em lugar disto ofereceu a humildade e depôs pesada carga de pecados.




Estão indicadas assim, as cinco vias da penitência. Não sejas preguiçoso, meu irmão, mas caminha todos os dias por elas. São fáceis e portanto, não podes nem mesmo objetar a pobreza, pois ainda que pela indigência leves vida dura, renunciar à ira e mostrar humildade está em teu poder, bem como rezar assiduamente e condenar os pecados. Em parte alguma a pobreza é impedimento. O que digo aqui, naquela via de penitência que consiste em dar dinheiro (falo de esmola) ou em observar os mandamentos, será obstáculo, a pobreza? A viúva que deu dois tostões já respondeu. Tendo, pois, aprendido o meio de curar nossas cha¬gas, usemos deste remédio. E com isso, recuperada a saúde, fruiremos com confiança da mesa sagrada e correremos gloriosos ao encontro de Cristo, Rei da glória, e alcançaremos os eternos bens, por graça, misericórdia e benignidade de nosso Senhor Jesus Cristo."

São João Crisóstomo


terça-feira, 3 de março de 2009

Oração, jejum e misericórdia são inseparáveis



Oração, jejum e misericórdia são inseparáveis

Dos Sermões de São Pedro Crisólogo, Bispo e Padre da Igreja

A oração chama, o jejum intercede, a misericórdia recebe


“Três são, irmãos, os meios que fazem que a fé se mantenha firme, a devoção seja constante e a virtude permanente. Estes três meios são: a oração, o jejum e a misericórdia. Porque a oração chama, o jejum intercede e a misericórdia recebe. Oração, misericórdia e jejum constituem uma só e única coisa e se vitalizam reciprocamente.

O jejum, com efeito, é a alma da oração e a misericórdia é a vida do jejum. Que ninguém trate de dividi-los pois não podem separar-se. Quem possui um só dos três, se ao mesmo tempo não possui os outros, não possui nenhum. Portanto, quem reza que jejue; quem jejue que se compadeça. Que escute a quem lhe suplica; que escute àquele que ao suplicar deseja que lhe ouçam, pois Deus escuta a quem não fecha os ouvidos a quem lhe suplica.

Que o que jejue entenda bem o que é o jejum; que preste atenção ao faminto, quem quer que Deus preste atenção a sua fome; que se compadeça quem espera misericórdia; que tenha piedade quem a busca; que responda quem deseja que Deus lhe responda. É indigno suplicante quem pede para si o que nega ao outro.

Dita a ti mesmo a norma da misericórdia de acordo com a maneira, a quantidade e a rapidez com que quer que tenham misericórdia contigo. Compadece-te tão de imediato quanto queiras que os outros se compadeçam de ti.

Em conseqüência, a oração, a misericórdia e o jejum devem ser como um único intercessor em favor nosso ante Deus, uma única chamada, uma única e tripla petição.



Recobremos com jejuns o que perdemos por desprezo. Imolemos nossas almas com jejuns porque não há nada melhor que possamos oferecer a Deus, de acordo com o que o Profeta disse: ‘ Meu sacrifício é um espírito quebrantado: um coração quebrantado e humilhado Tu não o desprezas’. Homem, oferece a Deus tua alma e oferece a oblação do jejum para que seja uma hóstia pura, um sacrifício santo, uma vítima viva, proveitosa para ti e aceita por Deus. Quem não dê isso a Deus não terá desculpa porque não há ninguém que não se possua a si mesmo para dar-se.

Mas, para que essas oferendas sejam aceitas, tem que vir depois da misericórdia. O jejum não germina se a misericórdia não o fecunda: o que é a chuva para a terra, assim o é a misericórdia para o jejum. Por mais que aperfeiçoe seu coração, purifique sua carne, desarraigue os vícios e semeie as virtudes, como não produza caudais de misericórdia, o que jejua não colherá fruto algum.

Tu que jejuas, pensa que teu campo cai em jejuns se a tua misericórdia jejua. O que semeias em misericórdia, transborda em teu celeiro. Para que não percas a força de guardar, recolhe a força de repartir. Ao dar ao pobre, fazes esmola a ti mesmo porque o que deixas de dar ao outro não o terás tampouco para ti”.

Do Ofício das Leituras
Quaresma


segunda-feira, 2 de março de 2009

Nesta Quaresma, esforcemo-nos



«Que cada um se examine agora para saber em que estado está, e esforcemo-nos em progredir todos os dias, porque é avançando na virtude que veremos o Deus dos deuses, na Sião celeste. É sobretudo neste tempo que nos devemos aplicar em viver na pureza; durante este tempo, digo, em que é concedido à fragilidade humana um número de dias certos mas curtos, para que ela não desanime. Porque se nos é dito a toda a hora: 'levai uma vida pura', quem não se desencorajaria de a conseguir? Ora, somos convidados neste tempo de pouca dura a reparar as negligências do resto do ano, e a viver de maneira a que no resto do tempo, se veja brilhar as marcas desta santa quarentena na nossa conduta.


Esforcemo-nos então, meus irmãos, em passar este tempo em exercícios piedosos, e em restaurar as nossas armas espirituais. De fato, nesta época do ano, parece que todo o universo, com o Salvador à frente, caminha como um exército contra o inimigo.

Bem-aventurados os que terão combatido com valentia sob tal governo.»


São Bernardo
Sermão VII para a Quaresma


sábado, 28 de fevereiro de 2009

A Adoração em espírito e verdade – 2ª parte



“Pater tales quaerit qui adorent eum in Spiritu et veritate”

« O Pai procura adoradores em espírito e verdade”

Jo 4, 23

“Quando, por enfermidade, por doença ou por impossibilidade, não puderes fazer a Adoração, deixai que vosso coração se entristeça um instante e depois, uni-vos em espírito àqueles que adoram nesse momento; começai vós também a adorar. No leito de sofrimento, em viagem, entregues ao trabalho do momento, guardai nessa hora um recolhimento maior e o fruto será o mesmo que se tivésseis estado aos pés do Divino Mestre. Tal hora vos será contada, talvez até dobrada.

Apresentai-vos a Nosso Senhor tal qual sois. Seja vossa meditação natural e, antes de recorrer ao livro, esgotai o fundo de piedade e de Amor que está em vós. Amai o livro inesgotável da humildade e do Amor. Acompanhe-vos – é justo – o manual de devoção para repor-vos no bom caminho quando o espírito se distrair ou os sentidos se afrouxarem. Lembrai-vos, no entanto, que o BOM Mestre prefere a pobreza de nosso coração ao pensar alheio, por mais sublime que seja.

Acreditai que nesse momento Nosso Senhor quer o nosso coração, e não o do próximo, e deseja que tanto o pensamento como a oração desse mesmo coração sejam a expressão natural do amor que Lhe temos. Não querer chegar-se a Nosso Senhor com a miséria que nos é própria, ou a pobreza humilhada, é muitas vezes fruto de um amor-próprio sutil, da impaciência ou do temor. E, todavia, Nosso Senhor prefere isto a tudo o mais, a isto ama e abençoa.




Na aridez, glorificai a Graça de Deus, sem a qual nada podeis. É o momento de abrir a alma ao Céu, como a flor seu cálice ao sol nascente, a fim de gozar do orvalho benéfico. Na impotência radical do espírito, nas trevas, com o coração vergad sob o peso de seu nada, com o corpo sofrendo, fazei a adoração do pobre. Saí da vossa pobreza e ide permanecer em Nosso Senhor, ou então oferecei-Lhe vossa pobrez para que a enriqueça. É obra-prima digna de Sua Glória.

Nas tentações e na tristeza, quando tudo em vós se revolta e vos leva a abandonar a oração, sob o pretexto de que ofendeis a Deus, que O menosprezais em vez de servi-Lo, afastai essa tentação especiosa. É a Adoração do combate, da fidelidade a Jesus contra vós mesmos. Não, não sois de modo algum desagradável a Jesus. Vosso Mestre está a vos olhar e alegra-Se, Ele que permitiu ao inimigo perturbar-vos. De nós espera a homenagem da perseverança até o derradeiro minuto do tempo que Lhe devemos consagrar. Que a confiança, a simplicidade e o amor vos levem à Adoração”.

São Pedro Julião Eymard
“A Divina Eucaristia”


A Adoração em espírito e verdade – 1ª parte



“Pater tales quaerit qui adorent eum in Spiritu et veritate”

« O Pai procura adoradores em espírito e verdade”

Jo 4, 23


“A Adoração Eucarística tem por objetivo a Pessoa Divina de Nosso Senhor Jesus Cristo, presente no Santíssimo Sacramento, que aí está vivo, desejando ouvir-nos falar-Lhe e falar-nos também.

Todos podem falar a Nosso Senhor. Não está Ele aí para todos? E não nos diz Ele: ‘Vinde todos a Mim?’ E esse colóquio entre a alma e Nosso Senhor é a verdadeira meditação eucarística, é a Adoração.

Todos recebem a Graça inerente. Mas, para alcançar êxito e evitar a rotina, ou a aridez do espírito e do coração, é mister inspirarem-se os adoradores seja na Graça que os atrai, seja nos diversos Mistérios da Vida de Nosso Senhor, da Santíssima Virgem ou nas virtudes dos Santos. Assim, poderão honrar e glorificar o Deus da Eucaristia pelas virtudes de sua Vida mortal, bem como pelas virtudes de todos os Santos, de quem Ele foi a Graça e o fim, e é hoje a coroa de glória.


Este magnífico Tabernáculo mostra o Coração Eucarístico de
Jesus e Suas Cinco Santas Chagas. Está localizado na Igreja
Católica St. Stephen, em Northyorkshire, Inglaterra.


Considerai a hora de adoração que vos cabe como uma hora celestial; ide a ela como iríeis ao Céu ou ao Banquete Divino, e então será desejada e acolhida com alegria. E que vosso coração suspire suavemente por ela, dizendo: ‘Daqui a quatro horas, a duas horas, a uma hora, apresentar-me-ei à audiência de Graça e de Amor de Nosso Senhor; Ele convida-me, espera-me, deseja-me’.

Se a hora pesar à natureza, regozijai-vos tanto mais, pois por ser mais sofredor, vosso amor será maior. É a hora privilegiada que contará por duas”.

São Pedro Julião Eymard
“A Divina Eucaristia”

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A Oração da Quaresma de Santo Efrén



Pe. Alexander Schmemann

Tradução: Monges da Comunidade Monástica São João o Teólogo


De todos os hinos e orações da quaresma, uma pequena oração pode ser qualificada como "A Oração da Quaresma". A Tradição atribui sua autoria a um dos maiores mestres da vida espiritual, Santo Efrén o Sírio.

Senhor e Mestre de minha vida,
afasta de mim o espírito de preguiça,
de abatimento, de domínio,
de loquacidade,

e concede a mim, teu servo,
um espírito de integridade,

de humildade, de paciência
e de amor.

Sim, Senhor e Rei,
concede ver meus pecados
e não julgar meus irmãos

porque és Bendito
pelos séculos dos séculos.
Amém.



Esta bela e edificante oração é recitada duas vezes ao final de cada Ofício de Quaresma, todos osdias, de segunda a sexta-feira.

Por que esta pequena e simples oração ocupa um lugar tão importante em toda a vida litúrgica da Quaresma? Porque enumera, de um modo singular, todos os elementos positivos e negativos do arrependimento e constitui, de algum modo, uma espécie “checking list” de nosso esforço individual de Quaresma. Aponta claramente como elementos negativos a indolência, o desalento, a vanglória, a loquacidade (palavras vãs, inúteis) e a falta de amor que leva à uma caridade infértil. Este nosso esforço individual aponta primeiro a nossa libertação de algumas enfermidades espirituais fundamentais que dão forma à nossa vida e que tornam virtualmente impossível para nós, inclusive, iniciar o nosso retorno para Deus e continuar nossa caminhada de encontro ao Amor.


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Festa da Cátedra de São Pedro



22 de fevereiro

"Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; e as portas do Inferno nunca prevalecerão contra ela." Mt 16,18


”Dia da Cátedra de São Pedro. Não se sabe bem como se originou essa Festa. Mas é certo que existe uma inscrição, datada de 370 - portanto, há mais de 1.600 anos - atribuída ao Papa São Dâmaso, falando de uma cadeira portátil, dentro do Vaticano, e que é considerada a "Cátedra" do Apóstolo Pedro.

A “Cátedra de São Pedro” ou "Cadeira de São Pedro" (Cathedra Petri em latim) é uma relíquia católica, conservada na Basílica de São Pedro em Roma, dentro de um compartimento de bronze projetado e construído por Gian Lorenzo Bernini entre 1647 e 1653.

Hoje, dessa cadeira restam apenas algumas relíquias de madeira, conservadas e honradas, no lugar onde o grande artista Bernini levantou o monumento grandioso, em honra do primeiro Papa, a Basílica de São Pedro.

Escavações, feitas por cientistas de diversas nações, também provam que os restos mortais de São Pedro se encontram debaixo do mesmo Vaticano, que se torna, assim, Símbolo de Unidade da Igreja. A celebração de Festa da Cátedra de São Pedro tem o significado e o apelo à unidade dos cristãos, sob a guia do Papa, representante visível de Cristo.

O Evangelho nos une a Pedro, mas também a todos os apóstolos e membros da Igreja”.

Fonte: Evangelho quotidiano


Bento XVI, neste domingo ao meio-dia, ao rezar a oração mariana do Ângelus junto a milhares de peregrinos reunidos na praça de S. Pedro no Vaticano, disse:

“A Festa da Cátedra de São Pedro é um importante acontecimento litúrgico que coloca na luz o ministério do Sucessor do Príncipe dos Apóstolos. A Cátedra de Pedro simboliza a autoridade do Bispo de Roma, chamado a desenvolver um peculiar serviço para todo o Povo de Deus. Rapidamente depois do martírio dos santos Pedro e Paulo, à Igreja de Roma é, de fato, reconhecido o papel primordial em toda comunidade católica, papel atestado já no II século por Santo Inácio de Antioquia (Aos Romanos, Pref.: Funk, I, 252) e por Santo Irineu de Leão (Contra as heresias III, 3, 2-3). Este singular a específico ministério do Bispo de Roma foi reforçado pelo Concílio Vaticano II. «Na comunhão eclesiástica, – lemos na Constituição dogmática sobre a Igreja – existem legitimamente as Igrejas particulares, que gozam de próprias tradições, permanecendo íntegra a primazia da Cátedra de Pedro, a qual preside a comunhão universal da caridade (cf. S. Inácio Ant., Ad Rom., Pref.), tutela a variedade legítima, e junto vigia afim de que o que é particular, não só não fira a unidade, mas a sirva» (Lumen gentium, 13).

Caros irmãos e irmãs, esta Festa me oferece a ocasião para pedir-vos que me acompanhem com vossas orações, para que possa cumprir fielmente a grande missão que a Providência Divina me confiou qual Sucessor do apóstolo Pedro. Invocamos por isso a Virgem Maria, que ontem aqui, em Roma, celebramos com o belo título de Nossa Senhora da Confiança. A Ela pedimos também que nos ajude a entrar com as devidas disposições de vontade no tempo da Quaresma.”

Fonte: Zenit


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

S.João da Cruz-Escutar para agir



“O Pai celeste disse uma única palavra: é o Seu Filho. Disse-a eternamente e num eterno silêncio. É no silêncio da alma que Ele se faz ouvir.
Falai pouco e não vos metais em assuntos sobre os quais não fostes interrogados.
Não vos queixeis de ninguém; não façais perguntas ou, se for absolutamente necessário, que seja com poucas palavras.
Procurai não contradizer ninguém e não vos permitais uma palavra que não seja pura.
Quando falardes, que seja de modo a não ofender ninguém e não digais senão coisas que possais dizer sem receio diante de toda a gente.
Tende sempre paz interior assim como uma atenção amorosa para com Deus e, quando for necessário falar, que seja com a mesma calma e a mesma paz.
Guardai para vós o que Deus vos diz e lembrai-vos desta palavra da Escritura: "O meu segredo é meu" (Is 24,16)...

Para avançar na virtude, é importante calar-se e agir, porque falando as pessoas distraem-se, ao passo que, guardando o silêncio e trabalhando, as pessoas recolhem-se.
A partir do momento em que aprendemos com alguém o que é preciso para o avanço espiritual, não é preciso pedir-lhe que diga mais nem que continue a falar, mas pôr mãos às obras, com seriedade e em silêncio, com zelo e humildade, com caridade e desprezo de si mesmo. Antes de todas as coisas, é necessário e conveniente servir a Deus no silêncio das tendências desordenadas, bem como da língua, a fim de só ouvir palavras de amor”.

S. João da Cruz,
Carmelita, Doutor da Igreja,
in Conselhos e Máximas

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Canonização do Beato Rafael Arnaiz cada vez mais e mais próxima



Quase 600 pessoas, no Mosteiro Trapista de San Isidro de Dueñas, comemoram, alegres, o 70º aniversário da morte do Beato Rafael

Como todos os anos, quando se aproxima o dia 26 de abril, Palencia organiza no sábado mais próximo a esta data, uma pequena peregrinação desde a cidade até o Mosteiro de San Isidro de Dueñas, onde viveu e morreu o Beato Rafael, para comemorar o aniversário de sua morte. Nesta ocasião, o dia 26 era um sábado e precisamente era o 70º aniversário do falecimento do Beato. Por tudo isso, cerca de trezentos jovens partiram desde a Praça da Catedral, às 10h da manhã, acompanhados pelo Bispo, D.José Ignácio Munilla, e numerosos sacerdotes, até o Mosteiro, em uma peregrinação de uns 14 km. Após um descanso em Villamuriel de Cerrato, os jovens chegaram à Abadia de San Isidro de Dueñas, na localidade de Venta de Baños, ao meio-dia. Ali se juntaram a outras trezentas pessoas vindas de outros pontos da Espanha.

Ao longo do dia, compartilharam uma comida fraternalmente, e teve lugar uma celebração comunitária da penitência, na qual participaram também os Padres Trapistas. Às 17 h foi celebrada a Eucaristia, presidida pelo Senhor Bispo e concelebrada pelos sacerdotes que haviam acompanhado a peregrinação.

Foi precisamente durante a Homilia, quando D. Munilla manifestou a sua alegria pela notícia da aprovação, por parte da Comissão de médicos, do segundo milagre atribuído ao Beato Rafael. Embora todavia, após este passo sejam necessárias várias aprovações mais por parte de uma Comissão de teólogos do Vaticano, ou do próprio Papa, não há dúvida de que a canonização está cada vez mais perto, embora seja impossível precisar uma data. É importante esclarecer que D. Munilla não anunciou a canonização em si mesma, mas tão somente a aprovação do segundo milagre, certamente importante para a canonização. Este milagre teve lugar em Madri, no ano de 2000, e consistiu na cura de uma mãe que, após dar à luz seu filho, entrou em morte cerebral. Sua repentina cura se atribui à intercessão do Beato Trapista.

O Beato Rafael Arnáiz, nascido em Burgos e criado em Astúrias, não teve uma longa vida. Após cursar arquitetura, entrou com 23 anos, em 1934, no Convento Cisterciense de San Isidro de Dueñas, em Palencia, conhecido como a Trapa. Seus escritos são muito conhecidos, e sua simplicidade e humildade, ao mesmo tempo que sua férrea fé ante a enfermidade e a dor, deram volta ao mundo. Após 4 meses de sua entrada no Mosteiro, lhe foi diagnosticada uma diabetes forte que lhe obrigou a sair do Mosteiro em três ocasiões, voltando outras tantas a ele. Frei Maria Rafael, beatificado em 1992 por João Paulo II, sentia que morreria Trapista, e assim se sucedeu, quatro anos mais tarde, em 1938.
A. Llamas Palácios

José Jiménez Lozano
Alfa y Omega, Semanario Católico de Información
01 de maio de 2008

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Hino ao Amor



Hino ao amor da carta do Apóstolo S. Paulo aos Coríntios
numa tradução do Padre José Tolentino Mendonça

Se eu falasse as línguas dos homens e até as dos anjos, mas não tivesse amor seria bronze que soa ou címbalo que tine.

Se tivesse o dom da profecia e conhecesse todos os mistérios e todos os saberes, se a minha fé fosse a ponto de mover montanhas, mas não tivesse amor, eu nada seria.

Se repartisse pelos pobres tudo quanto tenho, e meu corpo entregasse às labaredas mas não tivesse amor, nada ganharia.

0 amor paciente, repleto de bondade, amor que desconhece inveja e não ostenta orgulho, amor sem vaidade, que descura o próprio interesse, e não se irrita e não suspeita mal, o amor que não colhe alegria da injustiça, mas se alegra com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

0 amor jamais acabará: há um tempo em que vacilam as profecias, as línguas emudecem e o saber desaparece porque só em parte conhecemos e só em parte profetizamos, mas quando chega a perfeição os limites apagam-se.

Quando eu era criança, falava como criança, sentia como criança, pensava como criança: quando me tornei homem abandonei as coisas de criança. Agora vemos por um espelho, e de maneira obscura, o que depois veremos face a face. Agora conheço apenas uma parte, mas então conhecerei conforme também sou conhecido. Agora permanecem fé, esperança, amor, todos juntos.

Mas o maior de todos é o amor.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Papa João XXIII e o Decálogo da serenidade



Na cidade de Roma, no ano de 1958, mais um Papa foi eleito. Os cardeais escolheram o sucessor do Papa Pio XII, o qual falecera após dirigir os destinos da Igreja Católica por 19 anos. Aos 77 anos, Ângelo Giuseppe Roncalli assumiu a Cátedra de Pedro com o nome de João XXIII. Era um homem simples que transmitia bondade, mansidão, benevolência e gentileza. Normalmente causava um impacto sempre favorável nas pessoas. Reconhecia claramente suas limitações e era dotado de um vivo senso de humor. Além da convocação do Sínodo romano, instituiu uma comissão para a revisão do Código de Direito Canônico e convocou o Concílio Ecumênico Vaticano II. Muito amante da Tradição da Igreja, desejava apenas levar o Senhor a todos os povos numa forma de comunhão eclesial mais direta e mais próxima. Este Papa exalava odor de santidade, sendo assim reconhecido pelo seu rebanho, que o chamava apenas de “Papa bom”. Buscava incansavelmente a paz para si mesmo e para todos os povos. Em 1960, num dos seus escritos, ele registrou uma página memorável com notável sentimento de espiritualidade e religiosidade universal. Chama-se o Decálogo da serenidade e contém dez sugestões de conduta para o homem que deseja a paz.

1- Só por hoje, tratarei de viver exclusivamente o dia de hoje, sem querer resolver os problemas da minha vida de uma só vez.
2- Só por hoje, terei o máximo cuidado com os meus atos; serei cortês nas minhas maneiras, não criticarei ninguém e nem pretenderei melhorar ou disciplinar ninguém, senão a mim mesmo.
3- Só por hoje, serei feliz na certeza de que fui criado para a felicidade não só no outro mundo mas neste também.
4- Só por hoje, me adaptarei às circunstâncias, sem pretender que elas se adaptem a todos os meus desejos.
5- Só por hoje, dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, recordando que, assim como o alimento é necessário para a vida do corpo, a boa leitura é necessária para a vida da alma.
6- Só por hoje, farei uma boa ação e não direi a ninguém.
7- Só por hoje, farei pelo menos uma coisa que não desejo fazer e se me sentir ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba.
8- Só por hoje, farei para mim um programa detalhado; talvez não o cumpra integralmente, mas ao menos o escreverei. E me guardarei de duas calamidades: a pressa e a indecisão.
9- Só por hoje, acreditarei firmemente que, embora as circunstâncias demonstrem o contrário, a boa providência de Deus se ocupa de mim como se não existisse mais ninguém no mundo.
10- Só por hoje, não terei temores. De modo particular, não terei medo de gozar o que é belo e de crer na bondade.

Beato João XXIII, intercedei por todos nós!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Meditação - Tempo certo e hora certa



São José Maria Escrivá

“A meditação necessita de tempo certo e hora certa. Caso contrário, ela acabará adaptando-se à nossa comodidade: isso é falta de mortificação. E a oração sem mortificação é muito pouco eficaz”.

Sulco, 446


“É preciso vencer, se por acaso notarmos, o comodismo, que nos dá o falso critério de que a oração pode esperar. Não adiemos nunca para amanhã essa fonte de graças. O tempo oportuno é sempre agora. Deus, que é espectador amoroso de todo o nosso dia, preside à nossa íntima prece. E tu e eu - volto a garantir - temos de confiar-nos a Ele como nos confiamos a um irmão, a um amigo, a um pai. Dize-lhe - eu lho digo - que Ele é toda a Grandeza, toda a Bondade, toda a Misericórdia. E acrescenta: Por isso quero enamorar-me de Ti, apesar de serem tão toscas as minhas maneiras, apesar destas minhas pobres mãos, gastas e maltratadas pelo pó da terra.

Que não faltem no nosso dia alguns momentos dedicados especialmente a conviver com Deus, a elevar até Ele o nosso pensamento, sem que as palavras tenham necessidade de assomar aos lábios, porque cantam no nosso coração. Dediquemos a esta norma de piedade o tempo suficiente e sempre à mesma hora, se possível. Ao lado do Sacrário, fazendo companhia Àquele que ficou entre nós por Amor. E se não houver outro remédio, em qualquer lugar, pois o nosso Deus está de forma inefável na nossa alma em graça”.

Amigos de Deus, 246-249

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Nossa Senhora de Lourdes



FESTA DE NOSSA SENHORA DE LOURDES
11 DE FEVEREIRO

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DE LOURDES
COMPOSTA PELO PAPA PIO XII

Dóceis ao convite de vossa voz maternal, Ó Virgem Imaculada de Lourdes, acorremos a vossos pés junto da humilde gruta onde vos dignastes aparecer para indicar aos que se extraviam, o caminho da oração e da penitência, e para dispensar aos que sofrem, as graças e os prodígios da vossa soberana bondade.

Recebei, Rainha compassiva, os louvores e as súplicas que os povos e as nações oprimidos pela amargura e pela angústia elevam confiantes a vós. Ó resplandecente visão do paraíso, expulsai dos espíritos - pela luz da fé - as trevas do erro. Ó místico rosário com o celeste perfume da esperança, aliviai as almas abatidas. Ó fonte inesgotável de água salutar com as ondas da divina caridade, reanimai os corações áridos.

Fazei que todos nós, que somos vossos filhos por vós confortados em nossas penas, protegidos nos perigos, sustentados nas lutas, nos amemos uns aos outros e sirvamos tão bem ao vosso doce Jesus que mereçamos as alegrias eternas junto a vosso trono no céu.

Amém.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Santa Escolástica



Festa dia 10 de fevereiro

O nome de Santa Escolástica, irmã de São Bento, nos leva para o século V, para o primeiro mosteiro feminino ocidental, fundamentado na vida em comum, conceito introduzido na vida dos monges por ele. Foi o primeiro a orientar para servir a Deus não "fugindo do mundo" através da solidão ou da penitência itinerante, como os monges orientais, mas vivendo em comunidade duradoura e organizada, e dividindo rigorosamente o próprio tempo entre a oração, trabalho ou estudo e repouso.

Escolástica e Bento são irmãos gêmeos e nasceram em Núrcia, região central da Itália, em 480. Eram filhos de nobres. O pai Eupróprio ficou viúvo quando eles nasceram, pois a esposa morreu durante o parto. Ainda jovem, Escolástica se consagrou a Deus com o voto de castidade, antes mesmo do irmão, que estudava retórica em Roma. Mais tarde, Bento fundou o mosteiro de Monte Cassino, criando a Ordem dos monges beneditinos.

Escolástica, inspirada por ele, fundou um mosteiro, de irmãs, com um pequeno grupo de jovens consagradas. Estava criada a Ordem das beneditinas, ramo feminino da Ordem, que recebeu este nome em homenagem ao irmão, seu grande incentivador e que elaborou as Regras da comunidade.

São muito poucos os dados da vida de Escolástica, e foram escritos quarenta anos depois de sua morte, pelo o Santo Papa Gregório Magno, que era um beneditino. Ele recolheu alguns depoimentos de testemunhas vivas para o seu livro "Diálogos" e escreveu sobre ela apenas como uma referência na vida de Bento, mais como uma sombra do grande irmão, pai dos monges ocidentais.

Nesta página expressiva contou que, mesmo vivendo em mosteiros próximos, os dois irmãos só se encontravam uma vez por ano, para manterem o espírito de mortificação e elevação da experiência espiritual. Isto ocorria na Páscoa e numa propriedade do mosteiro do irmão.

Por volta do ano 543, Escolástica vai ao encontro de seu irmão acompanhada por um pequeno grupo de irmãs. Bento chega também acompanhado por alguns discípulos e passam todo o dia conversando sobre Deus, assuntos espirituais e a Igreja.

Ao entardecer, Bento, muito rigoroso às Regras, se levanta e diz à irmã que era hora de se despedirem: “Adeus, irmã. Até o ano que vem”. Mas Escolástica pediu que ficasse para passarem a noite, todos juntos, conversando sobre Deus e rezando: “Irmão meu, suplica Escolástica, não vá. Passemos todos a noite falando das coisas de Deus”. Bento responde que deveria ir para não quebrar as regras: “Que dizes,Escolástica? Ignoras que não posso passar a noite fora da clausura do mosteiro?”. Ela insiste mas o irmão, que estranha esta atitude, se mantém irredutível.

Santa Escolástica não responde mais e se cala. Baixa a cabeça, junta as mãos, fecha os olhos e em recolhimento se põe a rezar ao Senhor fervorosamente. Em segundos o claro céu escurece totalmente e uma enorme e forte tempestade se forma com inúmeros raios, estrondosos trovões e uma copiosa chuva como nunca ninguém havia visto em todas aquelas paragens.

São Bento, atônito, olha para a irmã e esta lhe pergunta: “Não vais, irmão?”. E ele responde apenas: “Que fizeste, irmã, que fizeste?”. Escolástica lhe fala docemente: “Eu te pedi com insistência e não me escutaste. Então, pedi a Deus e Ele me escutou imediatamente. Irmão meu, Deus preferiu o amor à regra”.

Assim vencido, Bento ficou e os dois irmãos conversaram sobre as coisas de Deus durante toda a noite. No dia seguinte o sol apareceu, eles se despediram e cada grupo voltou para o seu mosteiro. Essa seria a última vez que os dois se veriam.

Três dias depois, em seu mosteiro, enquanto rezava olhando para o céu, Bento viu a alma de sua irmã entrar no paraíso em forma de pomba. Mandou buscar o corpo de sua santa irmã e o colocou na sepultura que havia preparado para si. Ela morreu em 10 de fevereiro de 547, quarenta dias antes que seu venerado irmão Bento. Escolástica foi considerada a primeira monja beneditina e santa pela Igreja, que escolheu o dia de sua morte para a sua festa e homenagens litúrgicas.


Santa Escolástica, rogai por nós!


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Beato Rafael - ¡Sólo Dios!


SÓ DEUS E EU!

Silêncio nos lábios
Cânticos no coração
Alma que vive de amores
De sonhos e de esperanças…
Alma que vive de Deus.

Alma que olha ao longe…
Longe, muito longe do mundo
Passando a vida em silêncio...
Cantando no coração.

Uma Trapa...
Um mosteiro…
Um homem…
Só Deus e eu!

Passam rápidos os dias
E neles se vai a vida…
Sonhamos com o passado
Esperamos o que há de vir.
A alma olha ao longe
Buscando a única vida
Que espera seja melhor...

Uma Trapa...
Um mosteiro...
Um homem...
Só Deus e eu!



¡SÓLO DIOS Y YO!

Silencio en los labios
Cantares en el corazón
Alma que vive de amores
De sueños y de esperanzas...
Alma que vive de Dios.

Alma que mira a lo lejos…
Lejos, muy lejos del mundo
Pasando la vida en silencio...
Cantando en el corazón.




Una Trapa…
Un monasterio...
Un hombre…
¡Sólo Dios y yo!

Pasan rápidos los días
En ellos se va la vida…
Soñamos en lo pasado
Esperamos lo que ha de llegar.
El alma mira a lo lejos
Buscando la única vida
Y que espera sea mejor...

Una Trapa…
Un monasterio...
Un hombre…
¡Sólo Dios y yo!

Beato Rafael Arnáiz Baron

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Beato Rafael Arnáiz Barón



Rafael Arnáiz Barón nasceu em Burgos em 9 de abril de 1911. Estudava Arquitetura em Madri quando se sentiu chamado por Deus e, renunciando ao brilhante futuro que lhe era oferecido, ingressou no Mosteiro Cisterciense de San Isidro de Dueñas, em Palencia, no dia 15 de janeiro de 1934. Ali se entregou com alegria e generosidade a Deus na vida monástica, a qual amava de modo especial.

No entanto, em pouco tempo, um implacável diabete, que constituiu o crisol do seu caminho de fé, arrebatou a sua existência quando tinha somente 27 anos. Sua doença elevou seu espírito às alturas, levando-o a se apaixonar sempre mais por Cristo e a segui-Lo fielmente "agarrado" a sua cruz com muito amor e carinho; cruz essa que considerava tudo no caminho para Deus.

Sua fama de santidade se estendeu rapidamente e seus numerosos escritos, de uma profundidade espiritual realmente sublime, são acolhidos e pedidos por toda parte. O Papa João Paulo II o propôs como modelo dos jovens de todo o mundo em 19 de agosto de 1989, em Santiago de Compostela, e proclamou-o Beato em 27 de setembro de 1992. Em 7 de dezembro último, o Papa Bento XVI aprovou o milagre que levará o Hermano Rafael Arnáiz aos altares.

Oração:

Ó Deus, que fizestes do Beato Rafael um discípulo preclaro na ciência da Cruz de Cristo, concedei-nos que, por seu exemplo e intercessão, vos amemos acima de todas as coisas e, seguindo o caminho da Cruz com o coração dilatado, consigamos participar da alegria pascal. Por Cristo nosso Senhor. Amém.

Caso obtenha algum favor pela intercessão do Beato Rafael, favor comunicá-lo ao seguinte endereço:

Causa del Beato Rafael
Monasterio de San Isidro
34200 Venta de Baños, Palencia
España