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sexta-feira, 10 de abril de 2009

Tríduo Pascal - Sexta-feira Santa - Abraça Jesus crucificado!



Abraça Jesus crucificado, amante e amado

“Querida irmã em Jesus,

Eu, Catarina, serva dos servos de Jesus, escrevo-te no seu precioso sangue, desejosa que te alimentes do amor de Deus e que dele te nutras, como do seio de uma doce mãe. Ninguém, de fato, pode viver sem este leite!

Quem possui o amor de Deus, nele encontra tanta alegria que cada amargura se transforma em doçura e cada grande peso se torna leve. E isto não nos deve surpreender porque, vivendo na caridade, vive-se em Deus: ‘Deus é amor; quem permanece no amor habita em Deus e Deus habita nele’. Vivendo em Deus, por conseguinte, não se pode ter amargura alguma porque Deus é delícia, doçura e alegria infinita!

É esta a razão pela qual os amigos de Deus são sempre felizes! Mesmo se doentes, necessitados, aflitos, atribulados, perseguidos, nós estamos alegres. Mesmo quando todas as línguas caluniosas nos metessem em má luz, não nos preocuparemos, mas nos alegraremos com tudo porque vivemos em Deus, nosso repouso, e saboreamos o leite do seu amor. Como a criança suga o leite do seio da mãe assim nós, enamorados de Deus, atingimos o amor de Jesus Crucificado, seguindo sempre as suas pegadas e caminhando com Ele pelo caminho das humilhações, das penas e das injúrias. Não procuramos a alegria se não em Jesus e fugimos de toda a glória que não seja aquela da cruz.


Abraça, Jesus Crucificado, portanto, elevando a Ele o olhar do teu desejo! Toma em consideração o seu amor ardente por ti, que levou Jesus a derramar sangue de todas as partes do seu corpo!

Abraça Jesus Crucificado, amante e amado e nele encontrarás a verdadeira vida, porque Ele é Deus que se fez homem. Que o teu coração e a tua alma ardam pelo fogo do amor do qual foi coberto Jesus cravado na cruz!

Tu deves, portanto, tornar-te amor, olhando para o amor de Deus, que tanto te amou, não porque te devesse obrigação alguma, mas por um puro dom, impelido somente pelo seu inefável amor. Não terás outro desejo para além daquele de seguir Jesus! E, como que inebriada do Amor, não farás caso se te encontras só ou acompanhada: não te preocuparás com tantas coisas mas somente de encontrar Jesus e segui-lo!

Corre e não estejas a dormir, porque o tempo corre e não espera nem um momento!
Permanece no doce amor de Deus.
Doce Jesus, amor Jesus."

Santa Catarina de Sena
Das Cartas, carta n.165

terça-feira, 7 de abril de 2009

Terça-feira Santa - Servos anônimos somos: cumprimos o nosso dever apenas



“Sê sempre fiel nas pequenas coisas, pois nelas reside a nossa força. Para Deus, nada é pequeno. A seus olhos nada tem pouco valor. Para Ele, todas as coisas são infinitas. Deves pôr fidelidade nas coisas mais mínimas, não pela virtude que lhes é própria, mas por essa coisa maior que é a vontade de Deus – e que, eu própria, respeito infinitamente.

Não procures realizar ações espetaculares. Devemos renunciar deliberadamente ao desejo de contemplar o fruto do nosso labor, devemos apenas fazer o que podemos, o melhor que pudermos, e deixar o resto nas mãos de Deus. O que importa, é a dádiva que fazes de ti mesmo, o grau de amor que pões em cada ação que realizas. Não te permitas desencorajar face aos fracassos, se deste de fato o teu melhor. Recusa também a glória sempre que sejas bem sucedido.

Oferece tudo a Deus na mais profunda gratidão. Se te sentires abatido, isso é sinal de orgulho que mostra o quanto acreditas nas tuas forças. Deixa de te preocupar com o que as pessoas pensam. Sê humilde e nunca mais coisa alguma te importunará. O Senhor ligou-me aqui, ao lugar onde estou; é Ele quem me desligará de onde estou. Servos anônimos é o que somos: cumprimos o nosso dever apenas”.


Beata Teresa de Calcutá
Fundadora das Missionárias da Caridade
Não há amor maior

terça-feira, 24 de março de 2009

O valor do silêncio em Marta Robin



Dai-nos, Mãe, a graça de compreender o valor do silêncio!


“Ó Maria! Ó minha santa e boa Mãe!
Dai-me e dai a todos nós, a graça de
compreender o grande valor do silêncio,
no qual conseguimos ouvir Deus.
Ensinai-me o silêncio;
quero calar-me para poder
ouvir a eterna Sabedoria.
Ensinai-me a arrancar do silêncio
tudo o que ele encerra de grande,
de sobrenatural, de divino.
Ajudai-me a fazer desta descoberta,
uma oração perfeita,
uma oração plena de fé,
de confiança e de amor.
Desejo fazer uma oração vibrante,
enérgica, laboriosa, fecunda e eficaz,
capaz de glorificar a Deus e de salvar almas!”


Serva de Deus Marta Robin (1902-1981)



Alimentou-se somente da Eucaristia durante 53 anos

Marta Robin, nasceu no dia 13 de março de 1902, em Châteauneuf-de-Galaure (Drôme), na França, no seio de uma família de camponeses, e passou toda a sua vida na casa paterna, onde morreu no dia 6 de fevereiro de 1981. Toda a existência de Marta girou ao redor de Jesus Eucaristia, quem foi para ela: “Aquele que cura, consola, aligeira, abençoa, o meu Tudo”.

Desde 1928, depois de uma grave doença neurológica, Marta estava quase absolutamente impossibilitada de movimentar-se, e particularmente não podia engolir porque os músculos da deglutição estavam bloqueados. Além disso foi obrigada, por causa de uma doença nos olhos, a viver praticamente na escuridão.


Eis o testemunho do Padre Finet, o seu diretor espiritual: “Quando recebeu os estigmas, no início do mês de outubro de 1930, Marta já vivia a sua Paixão desde 1925, ano em que ela se ofereceu como vítima de amor. No mesmo dia, Jesus lhe disse que depois da Virgem Maria, Ele tinha escolhido ela para viver mais intensamente a Paixão e ninguém poderia vivê-la de maneira tão plena. Acrescentou que cada dia ela sofreria mais e mais, e que nunca mais dormiria à noite. Depois dos estigmas, Marta não pôde mais nem comer, nem beber e o êxtase durava até a segunda ou terça-feira. Durante um dos êxtases, Jesus disse a Marta: Os meus sacerdotes, os meus sacerdotes, dá-me tudo por eles. Minha Mãe e Eu os amamos tanto. Dá-me todos os teus sofrimentos, tudo o que sofres neste momento, todos aqueles com os quais tu queres mergulhar no meu Amor, dá-me o teu isolamento e a tua solidão e a solidão na que eu te coloquei, tudo sem descanso pelos meus sacerdotes. Oferece-te ao Pai comigo por eles e não temas sofrer muito pelos meus sacerdotes, eles necessitam realmente de tudo isso que estou para realizar em ti em favor deles”.


A Serva de Deus Marta Robin deu o seu sim prontamente, livremente, de boa-vontade e com o coração repleto de paz, tudo o que Jesus lhe pedia, todos os sofrimentos e dores por amor, um grande amor a Jesus redentor e pelos seus tão queridos pecadores que queria salvar.

Marta Robin se tornou conhecida depois que o famoso e ilustre escritor e filósofo Jean Guitton escreveu o livro "A Jornada Imóvel". O grande filósofo Jean Guitton, recordando o seu encontro com a vidente, escreveu um impactante testemunho:

“Encontrei-me naquele quarto escuro, apresentado a Marta por uma das mentes mais contestatórias do nosso tempo: o médico de Anatole France, o Doutor Couchourd, discípulo de Alfred Loisy e diretor de uma coleção de livros anticristãos. Desde o primeiro encontro com Marta Robin, entendi que ela seria para mim uma “irmã na caridade”, como sempre o foi para milhares de visitantes. Era uma camponesa dos campos franceses, que por trinta anos não ingeriu nem comida, nem bebida; nutria-se somente da Eucaristia e cada sexta-feira revivia, com os estigmas, as dores da Paixão de Jesus. Uma mulher que talvez foi a pessoa mais estranha, extraordinária e desconcertante da nossa época, mas que justamente no século da televisão permaneceu desconhecida ao público, sepultada no mais profundo silêncio...”.

Efetivamente, além dos fenômenos místicos extraordinários, a obra evangelizadora que Marta levou adiante foi realmente muito significativa, apesar das suas precárias condições. Graças à ajuda do Padre Finet, seu diretor espiritual, fundou sessenta “Foyers de Lumiére, de Charité et d’Amour” espalhados pelo mundo todo.


Fonte: The Real Presence


terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Santa Escolástica



Festa dia 10 de fevereiro

O nome de Santa Escolástica, irmã de São Bento, nos leva para o século V, para o primeiro mosteiro feminino ocidental, fundamentado na vida em comum, conceito introduzido na vida dos monges por ele. Foi o primeiro a orientar para servir a Deus não "fugindo do mundo" através da solidão ou da penitência itinerante, como os monges orientais, mas vivendo em comunidade duradoura e organizada, e dividindo rigorosamente o próprio tempo entre a oração, trabalho ou estudo e repouso.

Escolástica e Bento são irmãos gêmeos e nasceram em Núrcia, região central da Itália, em 480. Eram filhos de nobres. O pai Eupróprio ficou viúvo quando eles nasceram, pois a esposa morreu durante o parto. Ainda jovem, Escolástica se consagrou a Deus com o voto de castidade, antes mesmo do irmão, que estudava retórica em Roma. Mais tarde, Bento fundou o mosteiro de Monte Cassino, criando a Ordem dos monges beneditinos.

Escolástica, inspirada por ele, fundou um mosteiro, de irmãs, com um pequeno grupo de jovens consagradas. Estava criada a Ordem das beneditinas, ramo feminino da Ordem, que recebeu este nome em homenagem ao irmão, seu grande incentivador e que elaborou as Regras da comunidade.

São muito poucos os dados da vida de Escolástica, e foram escritos quarenta anos depois de sua morte, pelo o Santo Papa Gregório Magno, que era um beneditino. Ele recolheu alguns depoimentos de testemunhas vivas para o seu livro "Diálogos" e escreveu sobre ela apenas como uma referência na vida de Bento, mais como uma sombra do grande irmão, pai dos monges ocidentais.

Nesta página expressiva contou que, mesmo vivendo em mosteiros próximos, os dois irmãos só se encontravam uma vez por ano, para manterem o espírito de mortificação e elevação da experiência espiritual. Isto ocorria na Páscoa e numa propriedade do mosteiro do irmão.

Por volta do ano 543, Escolástica vai ao encontro de seu irmão acompanhada por um pequeno grupo de irmãs. Bento chega também acompanhado por alguns discípulos e passam todo o dia conversando sobre Deus, assuntos espirituais e a Igreja.

Ao entardecer, Bento, muito rigoroso às Regras, se levanta e diz à irmã que era hora de se despedirem: “Adeus, irmã. Até o ano que vem”. Mas Escolástica pediu que ficasse para passarem a noite, todos juntos, conversando sobre Deus e rezando: “Irmão meu, suplica Escolástica, não vá. Passemos todos a noite falando das coisas de Deus”. Bento responde que deveria ir para não quebrar as regras: “Que dizes,Escolástica? Ignoras que não posso passar a noite fora da clausura do mosteiro?”. Ela insiste mas o irmão, que estranha esta atitude, se mantém irredutível.

Santa Escolástica não responde mais e se cala. Baixa a cabeça, junta as mãos, fecha os olhos e em recolhimento se põe a rezar ao Senhor fervorosamente. Em segundos o claro céu escurece totalmente e uma enorme e forte tempestade se forma com inúmeros raios, estrondosos trovões e uma copiosa chuva como nunca ninguém havia visto em todas aquelas paragens.

São Bento, atônito, olha para a irmã e esta lhe pergunta: “Não vais, irmão?”. E ele responde apenas: “Que fizeste, irmã, que fizeste?”. Escolástica lhe fala docemente: “Eu te pedi com insistência e não me escutaste. Então, pedi a Deus e Ele me escutou imediatamente. Irmão meu, Deus preferiu o amor à regra”.

Assim vencido, Bento ficou e os dois irmãos conversaram sobre as coisas de Deus durante toda a noite. No dia seguinte o sol apareceu, eles se despediram e cada grupo voltou para o seu mosteiro. Essa seria a última vez que os dois se veriam.

Três dias depois, em seu mosteiro, enquanto rezava olhando para o céu, Bento viu a alma de sua irmã entrar no paraíso em forma de pomba. Mandou buscar o corpo de sua santa irmã e o colocou na sepultura que havia preparado para si. Ela morreu em 10 de fevereiro de 547, quarenta dias antes que seu venerado irmão Bento. Escolástica foi considerada a primeira monja beneditina e santa pela Igreja, que escolheu o dia de sua morte para a sua festa e homenagens litúrgicas.


Santa Escolástica, rogai por nós!


segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Santa Teresa D’Ávila - Ditos



“Só o amor dá valor a todas as coisas”.

“A oração de intimidade com Deus não é outra coisa senão um morrer quase total a todas as coisas do mundo para alegrar-se só em Deus”.

“Não acrediteis ter progredido na perfeição, se não vos julgardes piores que todos e se não desejais ser tratados como os últimos”.

“Não há melhor meio para se chegar à perfeição do que a Comunhão freqüente”.

“Uma pessoa caminha mais para Deus quando deixa de desculpar-se do que ouvindo dez sermões. Não se desculpando, começa a adquirir a liberdade interior e a não se preocupar se dizem dela bem ou mal”.

“Todos os danos provem de não nos conhecermos devidamente”.

“Desde que me trato com menos cuidado e delicadeza, passo muito melhor”.

“É grandíssima vantagem para uma alma que se dá à oração tratar com os que deveras servem a Deus”.

“As inspirações de Deus estão unidas à obediência”.

“Procurai viver sempre no silêncio e na esperança”.

“O Senhor nos ama mais do que nós amamos a nós mesmos”.

Santa Teresa d'Ávila,
Monja Carmelita e Doutora da Igreja

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Talvez não saibamos amar



“Talvez não saibamos o que é amar, e não me surpreenderei muito, porque amar não está no maior gosto, senão na maior determinação de desejar em tudo a Deus e procurar enquanto pudermos não ofender-lhe”.


"Quizás no sabemos qué es amar, y no me espantaré mucho; porque no está en el mayor gusto, sino en la mayor determinación de desear en todo a Dios y procurar en cuanto pudiéremos, no ofenderle".

Santa Teresa de Jesús, ocd
Monja Carmelita e Doutora da Igreja


segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

As nossas orações



“Todas as nossas orações não devem ter outra
finalidade a não ser alcançar de Deus a graça de
seguir em tudo a sua Santa Vontade”.


Santa Maria Madalena de Pazzi, O.Carm.