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segunda-feira, 15 de junho de 2009

CORPUS CHRISTI – A Hóstia, Pão do vosso Sacramento



Solenidade
11 de junho

“Durante a consagração e a comunhão, me oferecerei a Vós, meu Senhor, com muito amor, dizendo-vos de todo o coração, com profunda reverência, que, como vos ofereceis ao Pai por mim e pela minha salvação, assim quero oferecer-me todo à sua Divina Majestade, e dedicar-me com todas as minhas forças ao serviço do seu Reino.

Senhor, parti-me como o Pão do vosso Sacramento, dobrai-me, torcei-me se necessário, nas espirais de vossa vontade, contanto que esteja em comunhão com a Hóstia partida no cálice, minha fonte da única paz”.

Servo de Deus Monsenhor Giuseppe Canovai
Suscipe Domine, pp. 254.295

CORPUS CHRISTI – Bento XVI pede que os padres sejam exemplo de verdadeira devoção à Eucaristia



Solenidade
11 de junho

Bento XVI pede que padres sejam exemplo de verdadeira devoção à Eucaristia
Verdadeira devoção requer “veneração” e “respeito” pela liturgia; oração não deve ser “superficial e apressada”

ROMA, quinta-feira, 11 de junho de 2009 (ZENIT.org)- Às vésperas do início do Ano Sacerdotal (19 de junho), Bento XVI pediu que os sacerdotes sejam para os fiéis exemplo de uma “verdadeira devoção à Eucaristia”, cultivando pelo Corpo e Sangue do Senhor o amor “livre e puro que nos faz dignos ministros de Cristo”.

No início da noite de hoje (19h do horário de Roma), o Papa presidiu à Missa de Corpus Christi na Basílica de São João de Latrão. Após a celebração, o pontífice liderou a procissão até a Basílica de Santa Maria Maior e concedeu a bênção eucarística.

Em sua homilia, já com indicações do que espera para o Ano Sacerdotal, o Papa fez um apelo especial aos sacerdotes.

“Só a partir da união com Jesus pode-se ter aquela fecundidade espiritual que é fonte de esperança em seu ministério pastoral”, disse.

Bento XVI citou palavras de São Leão Magno, para fazer compreender que a participação no Corpo e Sangue de Cristo deve ter como objetivo fundamental “nos transformar naquilo que recebemos".

“Ser Eucaristia! Seja este o nosso desejo e esforço constante, para que a oferta do Corpo e Sangue do Senhor que fazemos sobre o altar esteja acompanhada do sacrifício das nossas vidas”, assinalou.

O Papa pediu que, “todos os dias”, os padres cultivem pelo Corpo e Sangue do Senhor “aquele amor livre e puro que nos faz dignos ministros de Cristo e testemunhas da sua alegria”.

Segundo o Pontífice, o que os fiéis esperam de um padre é “o exemplo de que é uma verdadeira devoção à Eucaristia; o amor que se vê ao passar longos momentos de silêncio e de adoração diante de Jesus”.


Bento XVI apontou o risco de se ter a fé como um dado já adquirido, principalmente em tempos em que se observa o risco de uma secularização intrínseca na Igreja.

Esta secularização interna pode-se “traduzir em um culto eucarístico formal e vazio, em celebrações destituídas daquela participação do coração que se exprime na veneração e no respeito pela liturgia”.

“É sempre forte a tentação de reduzir a oração a momentos superficiais e apressados, deixando-se submergir pelas atividades e preocupações terrenas”, disse o Papa.

‘O pão nosso de cada dia nos dai hoje’ –expressão do Pai Nosso–, segundo Bento XVI, remete-se também “ao pão da vida eterna que é dado na Santa Missa, a fim de que desde agora o mundo futuro comece em nós”.

“Com a Eucaristia, portanto, o céu vem sobre a terra, o advir de Deus ergue-se no presente, e o tempo é abraçado pela eternidade divina”, disse.

O Papa não escondeu sua alegria ao poder acompanhar Cristo Sacramentado pela Via Merulana, que leva da Basílica de São João de Latrão à Basílica de Santa Maria Maior.

O Papa acompanhava a Eucaristia ajoelhado em um genuflexório, em cima de uma caminhonete branca coberta com um toldo, quando caía a noite sobre a Cidade Eterna.

Os fiéis, com velas nas mãos, faziam do seu silêncio uma profissão de fé.

Santo Padre Papa Bento XVI
Homilia da Missa de Corpus Christi na Basílica de São João de Latrão

domingo, 7 de junho de 2009

SANTÍSSIMA TRINDADE: Oração à Santíssima Trindade



Solenidade da Santíssima Trindade
07 de junho

“Ó benigna Trindade,
Pai, Filho e Espírito Santo, um só Deus,
ensina-me, dirige-me, ajuda-me
segundo a minha esperança.
Pai, com o teu poder,
fixa a minha memória em ti
e enche-a de santos e divinos pensamentos.
Filho, com a tua sabedoria eterna,
ilumina a minha inteligência
com o conhecimento da suprema verdade.
Espírito Santo, amor do Pai e do Filho,
leva para ti a minha vontade
e abrasa-a nas chamas ardentes da tua caridade.
Possa eu, ó adorável Trindade,
louvar-te e amar-te tão perfeitamente
como os santos e os anjos no céu”.

D. Louis de Blois, OSB
Abade de Liesse, autor ascético e espiritual
“L’Institution Spirituelle”

SANTÍSSIMA TRINDADE - Oh, meu Deus, Trindade que adoro



Solenidade da Santíssima Trindade
07 de junho

Elevação à Santíssima Trindade

“Ó meu Deus, Trindade que adoro, ajudai-me a esquecer-me inteiramente de mim mesma para fixar-me em Vós, imóvel e pacífica, como se minha alma já estivesse na eternidade. Que nada possa perturbar-me a paz nem me fazer sair de Vós, ó meu Imutável, mas que em cada minuto eu me adentre mais na profundidade de vosso Mistério. Pacificai minha alma, fazei dela o vosso céu, vossa morada preferida e o lugar de vosso repouso. Que eu jamais vos deixe só, mas que aí esteja toda inteira, totalmente desperta em minha fé, toda em adoração, entregue inteiramente à vossa Ação criadora.

Ó meu Cristo amado, crucificado por amor, quisera ser uma esposa para vosso Coração, quisera cobrir-vos de glória, amar-vos... até morrer de amor! Sinto, porém, minha impotência e peço-vos «revestir-me de Vós mesmo», identificar a minha alma com todos os movimentos da vossa, submergir-me, invadir-me, substituir-vos a mim, para que minha vida seja uma verdadeira irradiação da vossa.Vinde a mim como Adorador, como Reparador e como Salvador. Ó Verbo eterno, Palavra de meu Deus, quero passar minha vida a escutar-vos, quero ser de uma docilidade absoluta para tudo aprender de Vós. Depois, através de todas as noites, de todos os vazios, de todas as impotências, quero ter sempre os olhos fixos em Vós e ficar sob vossa grande luz; ó meu Astro amado, fascinai-me a fim de que não me seja mais possível sair da vossa irradiação.

Ó Fogo devorador, Espírito de amor, «vinde a mim» para que se opere em minha alma como que uma encarnação do Verbo: que eu seja para Ele uma humanidade de acréscimo na qual Ele renove todo o seu Mistério.

E Vós, ó Pai, inclinai-vos sobre vossa pobre e pequena criatura, «cobri-a com vossa sombra», vendo nela só o Bem-Amado, no qual «pusestes todas as vossas complacências».

Ó meus Três, meu Tudo, minha Beatitude, Solidão infinita, Imensidade onde me perco, entrego-me a Vós qual uma presa. Sepultai-vos em mim para que eu me sepulte em Vós, até que vá contemplar em vossa luz o abismo de vossas grandezas”.


Beata Elisabete da Trindade, ocd
Obras Completas(Editorial Monte Carmelo)


quarta-feira, 3 de junho de 2009

Oração de união ao Sagrado Coração de Jesus



“Oh, Coração do meu Salvador,
Digno e Doador de todo o Amor,
sê Tu o Coração de meu coração,
a Alma de minha alma,
o Espírito do meu espírito,
a Vida da minha vida
e o único e real Princípio
de todos os meus pensamentos,
palavras e ações,
de todas as faculdades de minha alma
e de todos os meus sentidos
internos como externos,
a força e a luz de todo o meu ser!
Amém!”


São João Eudes,
Meditação VI para a Festa do Sagrado Coração


sábado, 30 de maio de 2009

PENTECOSTES – Oração – Espírito Santo, concedei-me vosso Espírito de Amor



Solenidade de Pentecostes
31 de maio

“Espírito Santo, que unis o Pai e o Filho em bem-aventurança eterna, ensinai-me a viver a cada instante e em todos os acontecimentos, na intimidade com meu Deus, sempre mais consumado na unidade da Trindade Santa. Sim, acima de tudo, concedei-me vosso Espírito de Amor para animar com vossa santidade os mínimos atos da minha vida, a fim de que, na Igreja, seja eu, verdadeiramente, pela redenção das almas e a glória do Pai, uma hóstia de amor em louvor da Trindade.

Peço-vos uma alma de limpidez cristalina, digna de ser templo vivo da Santíssima Trindade. Deus Santo, guardai na unidade minha alma para Jesus, com todo o seu poder de amor, ávida de beber incessantemente vossa pureza infinita. Que minha alma atravesse este mundo santa e imaculada no amor, amando acima de tudo vossa presença, unicamente sob vosso olhar, sem a menor imperfeição, sem que a menor mácula venha nela ofuscar o esplendor de vossa beleza. Amém”.


Frei M. M. Philipon, O.P.
Consagração à SS. Trindade

PENTECOSTES – Vinde, Espírito Santo



Solenidade de Pentecostes
31 de maio

"Verdadeiramente admirável sois Vós, ó Verbo de Deus, no Espírito Santo, ao fazer que Ele se infunda de tal modo na alma, que ela chegue a unir-se a Deus, conheça a Deus, saboreie Deus, e em nada se alegre fora de Deus.

O Espírito Santo desce à alma, marcado com o precioso selo do Sangue do Verbo, do Cordeiro imolado; mais ainda, é esse mesmo Sangue que o incita a descer, embora o Espírito já por si tenha esse desejo.

O Espírito que assim deseja, é a substância do Pai e a substância do Verbo; procede da essência do Pai e do beneplácito do Verbo, vem como fonte que se difunde na alma, e a alma submerge-se n’Ele. Assim como dois rios, confluindo, de tal modo se misturam que o menor perde o seu nome e recebe o do maior. Assim atua este Espírito Divino, quando desce à alma para com ela se unir. Mas é necessário que a alma, que é menor, perca o seu nome e o ceda ao Espírito Santo; e deve fazer isto transformando-se de tal modo no Espírito que se torne com Ele uma só coisa.

Porém, este Espírito, distribuidor dos tesouros que estão no coração do Pai e guarda dos segredos entre o Pai e o Filho, introduz-se tão suavemente na alma que não se sente a sua vinda e, pela sua grandeza, poucos o apreciam.

Com a sua densidade e a sua leveza entra em todos os lugares que estão aptos e predispostos para o receber. Na sua palavra frequente, como também no seu profundo silêncio, é ouvido por todos; com impetuosidade e prudência, imóvel e mobilíssimo, penetra em todos os corações.


Não ficais, Espírito Santo, no Pai imóvel e também não ficais no Verbo; estais sempre no Pai e no Verbo, e em Vós mesmo, e em todos os espíritos bem-aventurados e nas criaturas. Sois necessário à criatura, por causa do Sangue derramado pelo Verbo Unigênito, o qual, pela veemência do amor, se tornou necessário à sua criatura.

Repousais nas criaturas que se predispõem com pureza a receber em si, pela comunicação dos vossos dons, a vossa própria semelhança. Repousais nas almas que recebem em si os efeitos do Sangue do Verbo e se tornam habitação digna de Vós.

Vinde, Espírito Santo! Venha a união do Pai e o beneplácito do Verbo! Vós, Espírito da Verdade, sois o prêmio dos santos, o refrigério das almas, a luz das trevas, a riqueza dos pobres, o tesouro dos que amam, a abundância dos famintos, a consolação dos peregrinos; enfim, Vós sois aquele que contém em si todos os tesouros.

Vinde, Vós que, descendo a Maria, realizastes a Encarnação do Verbo, e realizai em nós, pela graça, o que n’Ela realizastes pela graça e pela natureza!

Vinde, Vós que sois o alimento de todo o pensamento casto, a fonte de toda a clemência, a plenitude de toda a pureza!

Vinde e transformai tudo o que em nós é obstáculo para sermos plenamente transformados em Vós!”.


Santa Maria Madalena de Pazzi, O.Carm.
Opere di S. Maria Maddalena di Pazzi, 4, pp. 200.269; 6, p. 194

PENTECOSTES – Oração – Espírito Santo, Fogo Divino


Solenidade de Pentecostes
31 de maio

“Ó Fogo Divino, quando, vindo do alto, começais a inflamar o coração do homem, as paixões logo diminuem e perdem a força; seu peso, de grave que era, faz-se mais leve; e na medida em que cresce o ardor, não é difícil sentir-se o coração humano tão leve que tome asas como de pomba (SL 54, 7).

Ó Bem-Aventurado Fogo que não consumis mas iluminais! E se consumis, destruís as más disposições para que não se acabe a vida! Quem me dera me envolvesse tal Fogo! Fogo que me purifique, tirando do meu espírito, com a luz de verdadeira sabedoria, as trevas da ignorância, a escuridão da consciência errônea. Fogo que transforme em amor ardente o frio da preguiça, do egoísmo e da negligência. Fogo que não permita ao meu coração endurecer-me, mas com seu calor o torne sempre maleável, obediente e devoto, liberte-me do pesado jugo das preocupações e dos maus desejos!

Nas asas da santa contemplação que nutre e aumenta a caridade, tanto eleve este Fogo meu coração, que me faça repetir com o profeta: ‘Alegrai a alma de vosso servo; ó Senhor, a Vós elevo minha alma’ (Sl 85, 4)".


São Roberto Belarmino
De ascensione mentis in Deum, Op. V. 6, p.232

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Santa Maria Madalena de Pazzi - O Amor não é amado!



Memória Facultativa

25 de maio

“Ó Deus Amor, Amor não amado nem conhecido, Amor, Amor, não me saciarei de chamar-te Amor. O meu coração e meu corpo exultem em Ti, meu Amor. Ó Amor, dá-me uma voz tal que, chamando Amor, eu seja ouvida do Oriente ao Ocidente, e em todos os lugares do mundo, a fim de que por todos Tu sejas conhecido e amado, Amor.

Amor, Amor, Tu és forte e poderoso. Ó Amor, Tu és Deus e homem. Ó Amor, faze com que todas as criaturas te amem, Amor; mas, meu amor, apressa-te, pois como és tão pouco amado!

Ó Amor, por que desejaste fazer aquela tua última Ceia? Ah! Amor, por que querias mostrar o amor que tinhas pela tua criatura!

Ó Amor, Amor, é possível que Tu não tenhas outro nome além de Amor? Entretanto, és tão pobre de nome, ó Amor! Na verdade, tens nomes, e quantos, Amor, mas te agrada mais ser chamado com este de Amor, pois neste Tu mais te deste a conhecer à criatura. Também os santos no céu te chamam por este nome: Amor; dizem sempre Amor, Amor. Jamais cessam de dizer Sanctus, Sanctus, e acrescentam, Amor.

Ó Amor, Amor, feliz e bem-aventurada a alma que tem a ti, Amor, Amor, Amor por tão poucos amado e conhecido.

Quem, Amor, tem amor bastante para louvar-te, Amor?

Se todas as línguas dos homens juntamente com os Anjos, e todas as estrelas do céu, a areia do mar, as plantas da terra, as gotas de água, os pássaros do céu se tornassem línguas para louvar-te, Amor, não seriam suficientes para louvar-te, Amor.

Amor, Amor, concede-o a todas as criaturas e faz, Amor, que todas, todas, todas te amem, Amor, te desejem, Amor, procurem somente a ti, Amor.

Nada mais sei que pedir senão o amor, pois se tenho o amor tenho tudo, e se não o tenho, tudo me falta. Amor, Amor!”


Santa Maria Madalena de Pazzi, O.Carm.
Libro dei colloqui


Santa Maria Madalena de Pazzi – Ó Trindade, concedei a todos a Vossa Luz



Memória Facultativa

25 de maio

“Ó meu Deus, se me achásseis digna de dar a vida pela salvação das vossas criaturas e assim destruir tanto mal, de quanto refrigério isto me seria! Grande coisa é viver e continuamente morrer! Oh, quão grande pena é ver que poderia ajudar as vossas criaturas dando por elas a vida, e não poder fazê-lo! Ó caridade, sois uma lima que, ao mesmo tempo, consumis, pouco a pouco, alma e corpo, e continuamente nutris alma e corpo.

Ó Trindade, ó Pai, ó Verbo, ó Espírito, concedei a cada uma das vossas criaturas a vossa luz para que possam todas elas conhecer sua própria malícia; e a mim, dai-me a graça de poder satisfazer por elas, dando a vida, se necessário for. Por que não posso eu dar a todos esta vossa Luz? Oxalá pudéssemos todos juntos reparar nossas ofensas, se bem que unicamente vossa bondade pode satisfazer-nos cabalmente. Ó bondade imensa, difundi-nos no coração dos vossos eleitos!”


Santa Maria Madalena de Pazzi, O.Carm.
Libro dei colloqui, Coloqui I, Op, v.3


sábado, 23 de maio de 2009

Santa Teresa de Jesus: Enfermos de amor por Ti, meu Senhor



“Ó Deus verdadeiro e Senhor meu! Para a alma afligida pela solidão em que vive na tua ausência, é grande consolo saber que estás em toda a parte. Mas que sentido há nisto, Senhor, quando a força do amor e a impetuosidade desta pena aumentam, e o coração se atormenta, a tal ponto, que nem podemos já compreender nem conhecer tal verdade? A alma percebe apenas que está apartada de Ti, e nenhum remédio admite. Porque o coração que muito ama não consente outros conselhos nem consolos, senão os vindos d'Aquele que o feriu; d'Ele, somente, espera a cura para a pena.

Quando Tu queres, Senhor, depressa saras a ferida que fizeste. Ó meu Bem-Amado, com quanta compaixão, com quanta doçura, bondade e ternura, com quantas mostras de amor Tu saras estas chagas feitas com as setas do teu amor! Ó meu Deus, Tu és o repouso para todas as penas.

Não será loucura vã procurar meios humanos para curar os que vivem enfermos do divino fogo? Quem poderá saber aonde tal ferida chegará, donde vem, e como mitigar tão penoso tormento? Quanta razão tem a esposa do Cântico dos Cânticos, ao dizer: «O meu amado é para mim e eu para Ele!» (Ct 2,16). Porque o amor que sinto não pode ter origem em algo tão baixo como é este meu amor. E, no entanto, Esposo meu, sendo ele assim tão baixo, como entender que seja afinal capaz de superar todas as coisas criadas, para chegar ao seu Criador?”

Santa Teresa d'Ávila,
Monja Carmelita e Doutora da Igreja
Obras Completas(Editorial Monte Carmelo)


terça-feira, 19 de maio de 2009

Sobre o juízo dos homens e o amor próprio



“Ó morte, que doce é a tua sentença (Sir 41,2). Para que penso no amanhã? Devo fazer, com toda a diligência do espírito, tudo quanto Deus quer de mim em cada momento, deixando que Ele se preocupe com o futuro.

A idéia dos exames assusta-me; não sei como apresentar-me aos meus professores, a todo o corpo docente reunido, para provar que estudei. E o que fará minha alma, sozinha, pobre pecadora, diante de toda a corte celestial, diante de Jesus, Juiz divino? Os santos tremiam de espanto só ao pensá-lo, escondiam-se nos desertos, e eram santos. Quão louco sou! Tremo quando não há razão e no que deveria preocupar-me, penso pouco. Tenho, pois, que ser mais objetivo. Menos medo dos exames aqui da terra, e mais aplicação para ganhar méritos e fazer boas obras que me suavizem o juízo de Deus.

Porque tanta angústia e preocupação com o êxito? No fundo é tudo por causa da opinião que possam ter acerca da minha pessoa, porque sou escravo do juízo dos homens, escravo do meu amor próprio. Que insensatez! O que me importa o juízo dos homens? Serão eles que hão de premiar-me? Não são para Deus, afinal, todos os meus atos? Tenho de aprender a enfrentar o juízo dos homens, a despreocupar-me, a não deixar que me afete de modo nenhum, porque, no futuro desempenho do ministério sacerdotal, me verei obrigado, com freqüência, a contrariá-lo e a desafiá-lo, se quiser fazer algum bem. ‘Se tratasse de agradar aos homens, não agradaria a Deus’, dizia São Paulo.

O meu pai espiritual insiste em que, durante os santos Exercícios, me ocupe sobretudo do meu amor próprio, do outro eu, pois não serei realmente grande, nem útil para nada, enquanto não me despojar por completo de mim mesmo. O amor próprio. Que problema, se bem pensarmos. Quem terá conseguido definir em que consiste? Que filósofo se terá ocupado dele? E é a questão mais importante que trazemos entre as mãos, uma questão decisiva. E quem pensa nisso? Contudo, Jesus Cristo – e estou a vê-lo nas meditações destes dias – nos seus ensinamentos, mais não fez do que indicar-nos como havemos de lutar, na prática, contra esse inimigo mortal que corrompe todas as nossas ações.


É uma exposição, um conjunto doutrinal admirável, que me dá o que pensar; embora não seja a primeira vez que o ouço, mostra-me certos aspectos que me parecem novos, revela-me certos aprofundamentos desconhecidos e maravilhosos. Mas – e aqui aumenta o espanto – a vida de Jesus, considerada sob esse aspecto, é uma revolução em toda a linha, uma contradição dos modos de ver, sentir, raciocinar, mesmo das pessoas piedosas e realmente boas.

Quanto a nós, ou somos santos de todo, esforçando-nos por alcançar o terceiro grau de humildade, isto é, querer padecer e ser menosprezado, ou não somos nada: com o primeiro grau, as lições de Jesus quase ficam sem fruto e o amor próprio só aparentemente é anulado. É essa a conclusão. Mas então, o que ando a fazer se nem sequer alcancei o primeiro grau da humildade?

Amável Jesus, prostro-me aos vossos pés, certo de que sabereis realizar aquilo que nem sequer sou capaz de imaginar. Quero servir-vos até onde quiseres, custe o que custar, sob pena de qualquer sacrifício. Não sei fazer nada; não sei humilhar-me; a única coisa que sei dizer-vos e vos digo firmemente é: quero humilhar-me, quero amar a humilhação, a falta de atenções que o meu próximo tiver para comigo; lanço-me de olhos fechados, de boa vontade, no mar de desprezos, sofrimentos e abjeções a que vos agrade sujeitar-me. Sinto repugnância em vos dizer, sinto angústia no coração, mas prometo isso a Vós. Quero sofrer, quero ser desprezado por vosso amor. Não sei o que vou fazer, nem sequer acredito em mim mesmo, mas não desisto de o querer com toda a força da minha alma: padecer e ser desprezado por teu amor”.


Seminarista Angelo Giuseppe Roncalli (Papa João XXIII)
Diário de uma alma, (2ª parte, no Seminário de Roma)


quarta-feira, 13 de maio de 2009

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA – Oração do Papa João Paulo II – Totus Tuus



13 de Maio
5a Semana da Páscoa

Totus Tuus

“Virgem Maria,
Mãe do meu Deus!
Faz que eu seja todo teu!
Teu na vida,
teu na morte,
teu no sofrimento,
teu no medo e na miséria,
teu na cruz
e no doloroso desalento,
teu no tempo
e na eternidade.
Virgem,
Mãe do meu Deus!
Faz que eu seja todo,
todo teu!
Amém!”


Papa João Paulo II


sábado, 2 de maio de 2009

Vida interior, vida de oração



“Persevera na oração. Persevera, ainda que o teu esforço
pareça estéril. A oração é sempre fecunda”

São Josemaría Escrivá
Caminho 101


“Vida interior, em primeiro lugar. Como são poucos ainda os que a entendem! Ao ouvirem falar de vida interior, pensam na escuridão do templo, quando não no ambiente rarefeito de certas sacristias. Há mais de um quarto de século venho dizendo que não é isso. O que descrevo é a vida interior de um simples cristão, que habitualmente se encontra em plena rua, ao ar livre; e que na rua, no trabalho, na família e nos momentos de lazer permanece atento a Jesus o dia todo. E o que é isso senão vida de oração contínua? Não é verdade que compreendeste a necessidade de ser alma de oração, com uma relação de amizade com Deus que te leve a endeusar-te? Essa é a fé cristã e assim o compreenderam sempre as almas de oração. Escreve Clemente de Alexandria: ‘Torna-se Deus o homem que quer o mesmo que Deus quer (Pædagogus, 3, 1, 1, 5)’.

A princípio custa. É preciso esforçar-se por dirigir o olhar para o Senhor, por agradecer a sua piedade paternal e concreta para conosco. Pouco a pouco, o amor de Deus - embora não seja coisa de sentimentos - torna-se tão palpável como uma flechada na alma. É Cristo que nos persegue amorosamente: ‘Eis que estou à tua porta e bato’ (Ap 3,20). Como vai a tua vida de oração? Não sentes às vezes, durante o dia, desejos de conversar mais com Ele? Não lhe dizes: mais tarde te contarei isto, mais tarde conversarei sobre isto contigo?

A oração se torna contínua, como o palpitar do coração, como o pulso. Sem essa presença de Deus, não há vida contemplativa; e, sem vida contemplativa, de pouco vale trabalhar por Cristo, porque, se Deus não edifica a casa, em vão trabalham os que a constroem.


Não sabes o que dizer ao Senhor na oração. Não te lembras de nada, e, no entanto, quererias consultá-Lo sobre muitas coisas. Olha: durante o dia, toma algumas notas sobre os assuntos que desejes considerar na presença de Deus. E depois, serve-te dessas notas na oração.

A vida de oração e de penitência, e a consideração da nossa filiação divina, nos transformam em cristãos profundamente piedosos, como crianças diante de Deus. A piedade é a virtude dos filhos e, para que o filho possa confiar-se aos braços de seu pai, deve ser e sentir-se pequeno, necessitado. Tenho meditado com frequência nessa vida de infância espiritual, que não se opõe à fortaleza porque exige uma vontade enérgica, uma maturidade temperada, um caráter firme e aberto.

Não saímos nunca do mesmo: tudo é oração, tudo pode e deve levar-nos a Deus, alimentar esse convívio contínuo com Ele, da manhã até à noite. Todo o trabalho honrado pode ser oração; e todo o trabalho que for oração, é apostolado. Desse modo, a alma se enrijece numa unidade de vida simples e forte”.


São Josemaría Escrivá
É Cristo que passa 8, 10
Caminho, 97


Oração da humildade de Santa Teresa do Menino Jesus, ocd



“Senhor, Vós conheceis a minha fraqueza!
Cada manhã tomo a resolução de praticar
a humildade e à noite reconheço que
cometi ainda muitas faltas de orgulho.
À vista disto, sou tentada a desencorajar,
mas, eu sei, o desencorajamento
é também orgulho.
Quero pois, ó meu Deus,
assentar a minha esperança
somente em Vós;
porque Vós tudo podeis!
Dignai-vos fazer nascer na
minha alma a virtude que desejo.
Para obter esta graça
da vossa infinita misericórdia,
repetir-vos-ei muitas vezes:
Ó Jesus, doce e humilde de coração,
tornai o meu coração semelhante ao vosso!”


Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face
Carmelita Descalça, Doutora da Igreja
Oração 20


sexta-feira, 1 de maio de 2009

FESTA DE SÃO JOSÉ OPERÁRIO – Oração a São José



“Ó São José,
santuário do Espírito Santo,
prodigalizai-me os tesouros
de que fizeste bom uso e dos
quais sois o depositário”.



Madre Maria do Carmo da
Santíssima Trindade, ocd


sábado, 25 de abril de 2009

Mais sobre o Beato Rafael Arnáiz, OCSO



FESTA EM 26 DE ABRIL

ESCRITOS

O Irmão Rafael, como é comumente conhecido na Espanha, é um dos autores mais conhecidos e populares de escritos espirituais e místicos do século XX, e sua fama de santidade logo se estendeu fora dos muros de seu Mosteiro, alcançando âmbito mundial. Seus numerosos escritos, de uma profundidade espiritual realmente sublime, são acolhidos e pedidos por toda parte. Hoje, seus escritos estão traduzidos, de forma total ou parcial, ao francês, inglês, alemão, japonês, português e polonês. Seus escritos, que muito se tem lido e comentado, lhe valeram o título de “um dos maiores místicos do século XX” e a fama de “mestre de vida espiritual”.

Dentro da abundante bibliografía sobre sua figura e escritos, se destacam:

- Vida y escritos (Ed. Perpetuo Socorro. Madrid).
- Obras Completas (Ed. Monte Carmelo. Burgos).
- Escritos por temas (Ed. Monte Carmelo. Burgos).

E entre os estudos sistemáticos de sua figura e espiritualidade:

- Mi Rafael (Ed. Desclée de Brouwer), um livro sobre Rafael segundo seu confessor, o Padre Teófilo Sandoval.

- El deseo de Dios y la ciencia de la Cruz: Aproximación a la experiencia religiosa del Hermano Rafael (Ed.Desclée. Bilbao, 1996), de Antonio Mª Martín Fernández-Gallardo, Monge Trapista de San Isidro de Dueñas.


CANONIZAÇÃO

O Papa Bento XVI canonizará em breve o Beato Rafael Arnáiz, jovem Monge Trapista espanhol, que havia sido proposto por João Paulo II, na Jornada Mundial da Juventude de Santiago de Compostela (1989), como modelo de vida cristã para os todos os jovens. A Cerimônia de Canonização já tem data marcada. O anúncio foi feito pela Santa Sé, no final do Consistório presidido pelo Papa. O Beato Rafael, para alegria de milhares de devotos seus, será canonizado em 11 de outubro de 2009.

ORAÇÃO

Ó Deus, que fizestes do Beato Rafael um discípulo preclaro na ciência da Cruz de Cristo, concedei-nos que, por seu exemplo e intercessão, Vos amemos acima de todas as coisas e, seguindo o caminho da Cruz com o coração dilatado, consigamos participar da alegria pascal. Por Cristo nosso Senhor. Amém.


Fonte: Blog do Beato Rafael Arnáiz


quarta-feira, 22 de abril de 2009

Santo Anselmo de Canterbury: Saudade de Deus


21 de abril

Festa de Santo Anselmo, Monge, Abade e Bispo de Canterbury. Santo Anselmo foi um grande místico, filósofo e teólogo do século XI; um homem grande, porque grande era a saudade que tinha do Infinito, grande era a saudade que tinha de Deus.

Saudade de Deus

“Encontraste, ó minh’alma, o que procuravas? Procuravas a Deus e viste que Ele está muito acima de tudo e nada melhor do que Ele se pode pensar; que Ele é a própria vida, a luz, a sabedoria, a bondade, a eterna felicidade e a feliz eternidade; e que Ele é tudo isto sempre e em toda parte.

Senhor meu Deus, meu Criador e Redentor, dize à minh’alma sedenta em que és diferente daquilo que ela viu, para que veja mais claramente o que deseja. Ela se esforça por ver sempre mais; contudo nada vê além do que já viu, senão trevas. Ou melhor, não vê trevas, porque elas não existem em ti; porém vê que não pode enxergar mais por causa das trevas que possui.

Verdadeiramente, Senhor, esta é a luz inacessível em que habitas; verdadeiramente nada há que penetre nesta luz para ali te ver, como és. De fato, eu não vejo essa luz, porque é excessiva para mim; e, no entanto, tudo quanto vejo, é através dela: semelhante à nossa vista humana que, pela sua fraqueza, só pode ver por meio da luz do sol e contudo não pode olhar diretamente para o sol.

Minha inteligência é incapaz de ver essa luz, demasiado brilhante para ser compreendida; os olhos de minh’alma não suportam fixar-se nela por muito tempo. Ficam ofuscados pelo seu esplendor, vencidos pela sua imensidade, confundidos pela sua grandeza.


Ó luz suprema e inacessível! Ó verdade plena e bem-aventurada! Como estás longe de mim que de ti estou tão perto! Quão afastada estás de meu olhar, de mim que estou tão presente ao teu olhar!

Estás presente em toda parte, e eu não te vejo. Em ti me movo, em ti existo, e de ti não posso me aproximar. Estás dentro de mim e a meu redor, e eu não te percebo.

Peço-te, meu Deus, faze que eu te conheça e te ame, para encontrar em ti minha alegria. E se não o posso alcançar plenamente nesta vida, que ao menos vá me aproximando, dia após dia, dessa plenitude. Cresça agora em mim o conhecimento de ti, para que chegue um dia ao conhecimento perfeito; cresça agora em mim o amor por ti até que chegue um dia à plenitude do amor; seja agora a minha alegria grande em esperança, para que, um dia, seja plena mediante a posse da realidade.

Senhor, por meio de teu Filho ordenas, ou melhor, aconselhas a pedir, e prometes acolher o pedido para que nossa alegria seja completa. Por isso, peço-te, Senhor, o que aconselhas por meio do nosso admirável Conselheiro; possa eu receber o que em tua fidelidade prometes, a fim de que minha alegria seja completa. Deus fiel, eu te peço: faze que o receba, para que minha alegria seja completa.

Por enquanto, nisto medite meu espírito e fale minha língua. Isto ame meu coração e proclame minha boca. Desta felicidade prometida tenha fome e sede a minha carne. Todo o meu ser a deseje, até que um dia entre na alegria do meu Senhor, que é Deus uno e trino, bendito pelos séculos. Amém”.

Santo Anselmo de Canterbury, Bispo


domingo, 19 de abril de 2009

SEGUNDO DOMINGO DA PÁSCOA – FESTA DA DIVINA MISERICÓRDIA - Oração para ser misericordioso



ORAÇÃO PARA SER MISERICORDIOSO

“Oh, Senhor, desejo transformar-me toda em tua Misericórdia e ser um vivo reflexo de ti. Que este supremo atributo de Deus, sua insondável Misericórdia, passe através de meu coração ao próximo.
Ajuda-me, oh Senhor, para que meus olhos sejam misericordiosos, a fim de que eu jamais desconfie de ninguém ou julgue segundo as aparências, e que busque o belo na alma de meu próximo e corra a ajudá-lo.
Ajuda-me, oh Senhor, para que meus ouvidos sejam misericordiosos, a fim de que leve em conta as necessidades de meu próximo e não seja indiferente a suas penas e gemidos.
Ajuda-me, oh Senhor, para que minha língua seja misericordiosa, a fim de que jamais fale negativamente de meu próximo e que tenha sempre uma palavra de consolo e perdão para todos.
Ajuda-me, oh Senhor, para que minhas mãos sejam misericordiosas e cheias de boas obras, a fim de que saiba fazer só o bem a meu próximo e tome para mim os trabalhos mais difíceis e mais penosos.
Ajuda-me, oh Senhor, para que meus pés sejam misericordiosos, a fim de que sempre me apresse a socorrer meu próximo, dominando minha própria fadiga e meu cansaço.
Ajuda-me, oh Senhor, para que meu coração seja misericordioso, a fim de que eu sinta todos os sofrimentos de meu próximo.
Que tua Misericórdia, oh Senhor meu, repouse sempre dentro de mim”.

Santa Faustina Kowalska
Diário, 163


sábado, 18 de abril de 2009

OITAVA DA PÁSCOA – Jesus apresentou-se na margem


«Ao romper do dia, Jesus apresentou-se na margem»

“Deus misericordioso, Deus muito compassivo e amigo dos homens (Sab 1, 6), quando Tu falas, nada é impossível, mesmo o que parece impossível ao nosso espírito: és Tu que dás um fruto saboroso em troca dos duros espinhos da nossa vida.

Senhor Cristo, Sopro da nossa vida (Lam 4, 20) e Esplendor da nossa beleza, Luz e Doador da luz, Tu não encontras prazer no mal, não queres a perdição de ninguém, não desejas nunca a morte (Ez 18,32). Não és abalado pela perturbação, nem estás sujeito à cólera; não és intermitente no teu amor, nem modificas a tua compaixão; jamais alteras a tua bondade. Não voltas as costas, não desvias a face, mas és totalmente Luz e Vontade de Salvação. Quando queres perdoar, perdoas; quando queres curar, és poderoso; quando queres vivificar, és capaz; quando concedes a tua graça, és generoso; quando queres devolver a saúde, és prodigioso. Quando queres renovar és criador; quando queres ressuscitar, és Deus. Quando, antes mesmo de nós o pedirmos, queres estender a tua mão, não faltas com nada. Se me queres fortalecer, a mim que sou inseguro, és rochedo; se queres dar-me de beber, a mim que estou sequioso, és fonte; se queres revelar o que está escondido, és Luz.

Tu, que para minha salvação, combateste com coragem, tomaste sobre o teu corpo inocente todo o sofrimento das punições que merecíamos, a fim de, ao tornares-te exemplo, manifestares em ato a compaixão que tens por nós”.

São Gregório de Narek, Monge
O Livro de orações, n° 66