Mostrando postagens com marcador Nossa Senhora. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nossa Senhora. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de julho de 2009

NOSSA SENHORA DO CARMO – Maria, modelo das almas interiores



Festa 16 de julho

“Ó Maria, sois modelo das almas interiores, das criaturas por Deus escolhidas para viverem no seu íntimo, num profundo abismo. Com que paz, com que recolhimento vos aproximáveis de alguma coisa, fazíeis qualquer coisa! Aliás, as mais comuns, eram por vós divinizadas! Em tudo e por tudo vivíeis em adoração do dom de Deus! O que não vos impedia de vos dedicardes aos outros, quando se tratava de praticar a caridade.

Como me pareceis bela quando vos contemplo durante vosso longo martírio, tão serena em vossa majestade, que revela ao mesmo tempo força e doçura! Bem haveis aprendido do Verbo como hão de sofrer os que chama o pai a serem vítimas! Os que decidiu associar à grande obra da Redenção, os que ‘conheceu e predestinou a serem conformes a Cristo’ crucificado por amor.

Permaneceis de pé, junto à cruz, forte, heróica, e diz-me o Mestre: ‘Eis tua mãe’. Assim vos deu a mim por mãe. Agora, que voltou ao Pai, colocou-me em seu lugar na cruz para que ‘sofra em meu corpo o que falta à sua Paixão em benefício de seu Corpo que é a Igreja’. E Vós, ó Virgem Santa, estás também junto à minha cruz para ensinar-me a sofrer com Ele, para transmitir-me os últimos cânticos de sua alma que somente Vós pudestes perceber”.

Beata Elizabeth da Trindade, ocd
Retiro I, 10,1; Retiro II, 15

NOSSA SENHORA DO CARMO – Papa João Paulo II e a Virgem do Carmo



Festa 16 de julho

DA CARTA DO SANTO PADRE PAPA JOÃO PAULO II, POR OCASIÃO DOS 750 ANOS DE DEVOÇÃO AO ESCAPULÁRIO: 1251 - 16 DE JULHO - 2001

“As várias gerações do Carmelo, desde as suas origens até os dias de hoje, no seu itinerário rumo à montanha santa, Jesus Cristo nosso Senhor, procuram plasmar a própria vida segundo os exemplos de Maria.

Por isso no Carmelo, e em qualquer alma movida pelo terno afeto à Virgem e Mãe santíssima, floresce a sua contemplação, d’Ela que, desde o princípio, soube estar aberta à escuta da Palavra de Deus e ser obediente à sua vontade (cf. Lc 2,19.51). Maria, educada e plasmada pelo Espírito (cf. Lc 2,44-50), foi capaz de ler na fé a própria história (cf. Lc 1,46) e dócil às sugestões divinas, avançou no caminho da fé, e conservou fielmente a união com seu Filho até à cruz, junto da qual, por desígnio de Deus, se manteve de pé (cf. Jo 19,25); sofreu profundamente com o seu Unigênito e associou-se de coração maternal ao seu sacrifício (Lumen gentium, 58).

A contemplação da Virgem, apresenta-mo-la enquanto como Mãe solícita, vê crescer o seu Filho em Nazaré, o segue pelas estradas da Palestina, o assiste nas bodas de Caná e, aos pés da cruz, torna-se a Mãe associada à sua oferenda e doada a todos os homens na entrega que o próprio Jesus faz dela ao seu discípulo predileto. Como Mãe da Igreja, a Virgem santa está unida aos discípulos que se entregavam assiduamente à oração e, como Mulher nova que antecipa em si o que um dia se realizará para todos na plena fruição da vida trinitária, é elevada ao Céu sobre os filhos peregrinos para o monte santo da glória.

Uma atitude contemplativa da mente e do coração como esta, leva a admirar a experiência de fé e de amor da Virgem, que já vive em si o que cada fiel deseja realizar no mistério de Cristo e da Igreja (cf SC 103; LG, 53). Justamente por isso os Carmelitas, nos seus dois ramos, escolheram Maria como própria padroeira e Mãe espiritual e têm sempre diante dos olhos do coração a Virgem Puríssima que guia a todos para o perfeito conhecimento e imitação de Cristo.

Floresce assim uma intimidade de relações espirituais que incrementam cada vez mais a comunhão com Cristo e com Maria. Para os membros da Família carmelita, Maria a virgem Mãe de Deus e dos homens, não é só um modelo para imitar, mas também uma doce presença de Mãe e Irmã na qual confiar. Justamente Santa Teresa de Jesus exortava: ‘Imitai Maria e ponderai qual deva ser a grandeza desta Senhora e o benefício de a ter como Padroeira’ (Castelo interior, III,1,3).


Esta intensa vida Mariana, que se exprime em oração confiante, em entusiástico louvor e em diligente imitação, leva a compreender como a forma mais genuína da devoção à Virgem santíssima, expressa pelo humilde sinal do Escapulário, seja a consagração ao seu Coração Imaculado (cf Pio XII, Carta Neminem profecto later 11 / 02 1950; LG, 67). É assim que no coração se realiza uma crescente comunhão e familiaridade com a Virgem Santa, como maneira nova de viver para Deus e de continuar aqui na terra o amor do Filho à sua mãe Maria. Pomo-nos desta forma, segundo a expressão do Beato mártir carmelita Tito Brandsma, em profunda sintonia com Maria, a Theotokos, tornando-nos como Ela transmissores da vida divina: ‘Também a nós o Senhor envia o seu anjo. Também nós devemos receber Deus nos nossos corações, levá-lo dentro dos nossos corações, nutri-lo e fazê-lo crescer em nós de tal forma que ele nasça de nós e viva conosco como Deus-conosco, o Emanuel’ (Da relação do Beato Tito Brandsma ao Congresso Mariológico de Tongerlo, agosto de 1936).

Este rico patrimônio do Carmelo tornou-se, no tempo, através da difusão da devoção do Santo escapulário, um tesouro para toda a Igreja. No sinal do Escapulário evidencia-se uma síntese eficaz de espiritualidade Mariana, que alimenta a devoção dos crentes, tornando-os sensíveis à presença amorosa da Virgem Mãe na sua vida. O Escapulário é essencialmente um hábito. Quem o recebe é agregado ou associado num grau mais ou menos íntimo à Ordem do Carmelo, dedicado ao serviço de Nossa Senhora para o bem de toda a Igreja

São, portanto, duas as verdades recordadas no sinal do Escapulário: por um lado, a proteção contínua da Virgem santíssima, não só ao longo do caminho da vida, mas também no momento da passagem para a plenitude da glória eterna; por outro, a consciência de que a devoção a Ela não se pode limitar a orações e obséquios em sua honra em algumas circunstâncias, mas deve constituir um hábito, isto é, um ponto de referência permanente do seu comportamento cristão, tecido de oração e de vida interior, mediante a prática freqüente dos Sacramentos e o exercício concreto das obras de misericórdia espiritual e corporal. Desta forma o Escapulário torna-se sinal de aliança e de comunhão recíproca entre Maria e os fiéis; de fato, ele traduz de maneira concreta a entrega que Jesus, na cruz, fez a João, e nele a todos nós, da sua Mãe, e o ato de confiar o seu apóstolo predileto e a nós a Ela, constituída nossa Mãe espiritual.

Desta espiritualidade Mariana, que plasma interiormente as pessoas e as configura com Cristo, primogênito de muitos irmãos, são um maravilhoso exemplo os testemunhos de santidade e de sabedoria de tantos Santos e Santas do Carmelo, todos crescidos à sombra e sob a tutela da Mãe.

Também eu levo no meu coração, desde há muito tempo o Escapulário do Carmo! Pelo amor que nutro pela Mãe celeste de todos nós, cuja proteção experimento continuamente, desejo que este ano mariano ajude todos os religiosos e as religiosas do Carmelo e os piedosos fiéis que a veneram filialmente, a crescer no seu amor e a irradiar no mundo a presença desta Mulher do silêncio e da oração, invocada como Mãe da misericórdia, Mãe da esperança e da graça”.

Papa João Paulo II

NOSSA SENHORA DO CARMO – Oração à Beatíssima Virgem do Monte Carmelo



Festa 16 de julho

“Oh piedosíssima Virgem! Vós, que nove séculos antes de existir fostes vista em profecia pelo servo de Deus, nosso pai Santo Elias e venerada por seus filhos no Carmelo. Vós, que em carne mortal vos dignastes visitar-lhes e dispensar-lhes celestiais consolos. Vós, que cuidais sempre da virtuosa família que teve por superior a vosso estimado filho S.Simão Stock, por pais e reformadores a seráfica virgem, mística e Doutora Santa Teresa de Jesus e ao esclarecido e extático S.João da Cruz, assim como por uma de suas digníssimas filhas a exemplar esposa de Jesus Cristo Santa Maria Madalena de Pazzi, vossa devotíssima serva. Vós, que engrandeceis a Ordem do Carmo com a estimável prenda do Santo Escapulário. E, enfim, Vós, que de tantas maneiras haveis demonstrado vosso carinhoso amor aos carmelitas e seus agregados, recebei benévola meu coração ardente de fervoroso entusiasmo pela mais pura das criaturas e a mais terna das Mães. Não permitais, Senhora, que os rugidos do leão assustem meu espírito no caminho da perfeição. Fortalecei minha fraqueza com vosso poder, iluminai as trevas de meu entendimento com vossa sabedoria, aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade. Adornai minha alma com tais graças e virtudes para que seja sempre alma amada de vosso Divino Filho e de Vós. Assisti-me na vida e consolai-me quando morrer com vossa amabilíssima presença, apresentando-me à augustíssima Trindade como filho e servo devoto vosso, a fim de vos louvar eternamente e bendizer-vos no Paraíso. Amém!”.

Devocionário Católico

sábado, 27 de junho de 2009

São Cirilo de Alexandria – Defensor da Maternidade Divina da Virgem Maria



Memória Facultativa

Tu és verdadeiramente Mãe de Deus, ó Virgem Maria!

“Causa-me profunda admiração haver alguns que duvidam em dar à Virgem Santíssima o título de Mãe de Deus. Realmente, se nosso Senhor Jesus Cristo é Deus, por que razão não pode ser chamada de Mãe de Deus, a Virgem Santíssima que o gerou? Esta verdade nos foi transmitida pelos discípulos do Senhor, embora não usassem esta expressão. Assim fomos também instruídos pelos Santos Padres. Em particular, Santo Atanásio, nosso pai na fé, de ilustre memória, na terceira parte do livro que escreveu sobre a santa e consubstancial Trindade, dá frequentemente à virgem Santíssima o título de Mãe de Deus.

Vejo-me obrigado a citar aqui suas palavras, que têm o seguinte teor: “a Sagrada Escritura, como tantas vezes fizemos notar, tem por finalidade e característica afirmar de Cristo Salvador estas duas coisas: que ele é Deus e nunca deixou de o ser, visto que é o Verbo do Pai, seu esplendor e sabedoria; e também que nestes últimos tempos, por causa de nós, se fez homem, assumindo um corpo da virgem Maria, Mãe de Deus”.

E continua mais adiante: “Houve muitos que já nasceram santos e livres de todo pecado. Por exemplo: Jeremias foi santificado desde o seio materno; também João, antes de ser dado à luz, exultou de alegria ao ouvir a voz de Maria, Mãe de Deus”. Estas palavras são de um homem inteiramente digno de lhe darmos crédito, sem receio, e a quem podemos seguir com toda segurança. Com efeito, ele jamais pronunciou uma só palavra que fosse contrária às Sagradas Escrituras.


De fato, a Escritura, verdadeiramente inspirada por Deus, afirma que o Verbo de Deus se fez carne, quer dizer, uniu-se à carne dotada de alma racional. Portanto, o Verbo de Deus assumiu a descendência de Abraão e, formando para si um corpo vindo de uma mulher, tornou-se participante da carne e do sangue. Assim, já não é somente Deus mas homem também, semelhante a nós, em virtude da sua união com a nossa natureza.

Por conseguinte, o Emanuel, Deus-conosco, possui duas realidades, isto é, a divindade e a humanidade. Todavia, é um só o Senhor Jesus Cristo, único e verdadeiro Filho por natureza, ainda que ao mesmo tempo Deus e homem. Não é apenas um homem divinizado, igual àqueles que pela graça se tornam participantes da natureza divina; mas é verdadeiro Deus, que para nossa salvação, se tornou visível em forma humana, conforme Paulo testemunha com as seguintes palavras: Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à Lei, a fim de resgatar os que estavam sujeitos à Lei e para que todos recebêssemos a filiação adotiva e fôssemos filhos por adoção (Gl 4,4-5)”.

São Cirilo de Alexandria, Bispo e Doutor
Das Cartas, Carta 1

terça-feira, 23 de junho de 2009

Padre Pio, antídoto diante da secularização, apresenta Bento XVI



Em sua visita a San Giovanni Rotondo, o Papa Bento XVI apresenta antídoto do Padre Pio diante da secularização

SAN GIOVANNI ROTONDO, domingo, 21 de junho de 2009 (ZENIT.org)- Bento XVI apresentou a herança espiritual de São Pio de Pietrelcina como antídoto diante dos riscos da secularização, ao visitar neste domingo o Santuário em que vivia o sacerdote capuchinho.

“Os riscos do ativismo e da secularização estão sempre presentes”, advertiu na homilia da missa celebrada com a participação de 50 mil peregrinos, no átrio da Igreja de São Pio de Pietrelcina, em San Giovanni Rotondo.

O Padre Pio recordava e continua recordando “o que é verdadeiramente necessário: escutar Cristo para cumprir a vontade de Deus”, indicou o Pontífice, que dedicou o dia a uma peregrinação seguindo os passos do frade dos estigmas (1887-1968), canonizado por João Paulo II no dia 16 de junho de 2002 – quem também visitou este Santuário em 1987.

Por isso, o Pontífice deixou este conselho aos fiéis que o escutavam: “Quando percebais que correis este risco, contemplai o Padre Pio, seu exemplo, seus sofrimentos; e invocai sua intercessão, para que ele vos alcance do Senhor a luz e a força de que precisais para continuar com vossa missão, repleta de amor a Deus e de caridade fraterna”.

Os peregrinos, que tiveram de enfrentar a chuva desde as primeiras horas da manhã, procediam de toda a Itália, mas também de países como Estados Unidos e Irlanda, prova do amor que o Padre Pio desperta nos cinco continentes.

De fato, o Santuário de San Giovanni Rotondo é o terceiro mais visitado do mundo católico, depois do Vaticano e da Basílica mexicana de Nossa Senhora de Guadalupe, com mais de 7 milhões de fiéis por ano.

Este fenômeno se explica pela atração que o Padre Pio continua provocando, “um homem simples, de origem humilde”, recordou o Papa, “mas que se deixou conquistar por Cristo, para tornar-se instrumento escolhido pelo poder perene de sua Cruz: poder de amor pelas almas, de perdão e reconciliação, de paternidade espiritual, de solidariedade concreta com os que sofrem”.


O Bispo de Roma explicou que seguir Cristo, como fez o Padre Pio, “não significa alienação, perda da personalidade: Deus não anula jamais o humano, mas o transforma com seu Espírito e o orienta ao serviço do seu desígnio de salvação”.

O “Apóstolo do Confessionário”, como era conhecido o Padre Pio – cujo nome era Francesco Forgione –, após ingressar na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, foi ordenado sacerdote em 1910.

No convento de San Giovanni Rotondo, ele fundou a Casa Alívio do Sofrimento, para acolher os mais necessitados. Aos 31 anos, começou a experimentar o fenômeno místico dos estigmas (chagas similares às de Cristo pregado na cruz).

Os estigmas se mantiveram ao longo de toda a sua vida. A ferida do lado, assim como os demais estigmas, sangrava com frequência, especialmente durante a Semana Santa. Ele escondia os estigmas das mãos usando luvas de lã.

As feridas desapareceram, sem deixar marcas, no dia 22 de setembro de 1968, um dia antes de sua morte. Junto à sua fama de santidade, estenderam-se também fortes críticas contra sua pessoa e humilhações. Ele foi investigado pelo Santo Ofício, motivo pelo qual durante 3 anos não pôde celebrar missas em público. Após anos de investigações, demonstrou-se que tudo era falso.

O Papa almoçou na Casa Alívio do Sofrimento e à tarde teve um encontro com os doentes e a equipe do hospital. Após um encontro na Igreja de São Pio de Pietrelcina com os sacerdotes, religiosos, religiosas e jovens, o Papa voltou para Roma.

Papa Bento XVI
Homilia na Igreja São Pio de Pietrelcina
San Giovanni Rotondo

ANO SACERDOTAL – Bento XVI confia a Nossa Senhora e Padre Pio o Ano Sacerdotal



Ao visitar neste domingo, dia 21 de junho de 2009, o Santuário em que vivia o sacerdote capuchinho, São Pio de Pietrelcina, após a celebração da Missa, ao rezar o Angelus, o Papa Bento XVI confiou à intercessão amorosa de Nossa Senhora e de São Pio de Pietrelcina “de maneira especial o Ano Sacerdotal”, que ele inaugurou na sexta-feira passada, na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus.

“Que esta seja uma ocasião privilegiada para se destacar o valor da missão e da santidade dos sacerdotes ao serviço da Igreja e da humanidade do terceiro milênio”.

Papa Bento XVI
Oração do Angelus
San Giovanni Rotondo

domingo, 21 de junho de 2009

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA – Alma, imita o Coração da Virgem!



Festa
20 de junho

O Coração Imaculado de Maria

“Maria meditava em seu coração tudo o que via e assimilava, e que crescimento grande em sua alma realizado pela fé, que a enchia de méritos e de quanta sabedoria era iluminada. Qual incêndio de caridade seguia sempre mais avançando.

Era a Porta do Mistério celeste e por isso a alegria a tomava por inteiro. Era plena do Espírito e todo o seu ser se orientava para Deus. Ao mesmo tempo vivia mergulhada em uma profunda humildade. A Obra do Dono Divino na alma que se entrega tem isso de característico, eleva do abismo ao cume e leva de glória em glória.

Santo o coração da Virgem Maria que, tendo em si próprio o Espírito Santo e vivendo de seus ensinamentos, permanecia dócil à Vontade do Verbo! Maria não era escrava de seus sentimentos ou da sua vontade própria, mas seguia externamente a via da fé que a Sabedoria lhe sugeria interiormente no coração. Oh, santo e terno Coração de Maria! E verdadeiramente se certificava a Sabedoria Divina que podia construir a própria habitação, a casa da Igreja, servindo-se de Maria, a qual observava santamente a lei, a norma da unidade e o seu oferecimento espiritual.

Oh, alma fiel, imita a Virgem Maria! Entra no templo do teu coração a fim de ser espiritualmente renovada e obter o perdão dos teus pecados. Recorda que Deus olha a nossa intenção, com a qual fundamentamos a nossa ação, e a qual faz o que nós fazemos. Porque se voltamos nossa alma para Deus mediante a contemplação e se nos dedicamos a Ele, seja aceitando progredir nas virtudes, seja nos ocupando assiduamente em boas obras a serviço do próximo, tudo façamos de modo a sentirmo-nos sempre dependentes da caridade. Repitamos enfaticamente a nós mesmos que a oferta espiritual que nos purifica e agrada a Deus não é tanto obra de nossas mãos, mas muito mais o amor do Divino Coração que nos invade e faz com que o sacrifício espiritual que se imola no tempo do coração seja plenificado da presença e do regozijo e alegria de Cristo Senhor. Sim, alma, imita o Coração da Virgem Maria!”.

São Lourenço Giustiniani, Bispo
Dos «Sermoni»

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA – Caminho para o Coração de Jesus



Festa
20 de junho


“Vemos que o Coração de Maria é visitado pela graça do Pai, é penetrado pela força do Espírito e impulsionado interiormente pelo Filho; isto é, vemos um coração humano perfeitamente introduzido no dinamismo da Santíssima Trindade”.

Papa Bento XVI

“Ao consagrarmo-nos ao Coração de Maria, descobrimos o caminho seguro para o Coração de Jesus, símbolo do Amor Misericordioso de Nosso Salvador”.

Papa João Paulo II
22 de setembro de 1986

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA – Corações de Jesus e Maria unidos no tempo



Festa
20 de junho

“Esta Festa está intimamente vinculada com a Solenidade do Sagrado Coração, a qual se celebra no dia anterior, na sexta-feira. Ambas se celebram respectivamente na sexta-feira e no sábado, na oitava de Corpus Christi. Os Corações de Jesus e Maria estão maravilhosamente unidos no tempo e na eternidade desde o momento da Encarnação. A Igreja nos ensina que o modo mais seguro de chegar a Jesus é por meio de sua Santa Mãe Maria. Por isso nos consagramos ao Coração de Jesus por meio do Coração de Maria.

A Festa do Coração Imaculado de Maria foi oficialmente estabelecida em toda a Igreja pelo Papa Pio XII, em 04 de maio de 1944, para obter por meio da intercessão de Maria a paz entre as nações, liberdade para a Igreja, a conversão dos pecadores, amor à ‘pureza e à prática das virtudes’. Esta Festa se celebra na Igreja todos os anos no sábado seguinte ao segundo domingo depois de Pentecostes.

Depois de sua entrada nos céus, o Coração de Maria segue exercendo a nosso favor a sua amorosa intercessão. O amor de seu coração se dirige primeiro a Deus e a seu Filho Jesus, mas se estende também com solicitude maternal sobre todo o gênero humano que Jesus lhe confiou ao morrer; e assim a louvamos pela santidade de seu Imaculado Coração e lhe solicitamos ajuda maternal em nosso caminho até seu Filho.

Entreguemo-nos ao Coração Imaculado de Maria dizendo-lhe: Leva-nos a Jesus pela tua mão! Leva-nos, Rainha e Mãe, até as profundezas de seu Coração adorável! Coração Imaculado de Maria, roga por nós!”.

Fonte: Ewtn

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA – Oração: Dá-me teu Imaculado Coração!



Festa
20 de junho

“Maria, Mãe do meu Jesus, dá-me o teu Imaculado Coração tão belo, tão puro, tão imaculado, tão pleno de amor e humildade, a fim de que me torne capaz de receber Jesus no Pão da Vida, amá-lo como o amaste e servi-lo com todo amor do céu em minha alma no mais pobre dos pobres”.

Beata Teresa de Calcutá
Fundadora das Missionárias da Caridade
Do Diário Espiritual

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA – Ser filhos do Imaculado Coração é ser amor



Festa
20 de junho

Santo Antônio Maria Claret fundou a Congregação dos Filhos do Imaculado Coração de Maria no dia 16 de julho de 1849. Em um quarto do velho seminário conciliar de Vic (Barcelona), reuniu os cinco primeiros companheiros com a idéia de constituir um grupo de missionários itinerantes.

Vencendo o calor do verão vicense, começam seu particular itinerário com dez dias de exercícios espirituais. Em uma das meditações, Claret explica a seus novos irmãos o que ele entende por um “filho do Coração de Maria”. A fórmula é conservada por todos os Claretianos do mundo como uma espécie de “carteira de identidade”. Trata-se de uma descrição breve, densa e atrativa, algo semelhante ao que Karl Rahner sugeria aos institutos religiosos para explicar o próprio carisma, tendo em vista uma boa proposta vocacional.

A fórmula inclui o Fogo do Amor que, em atraente e fugidia realidade, esquenta, arde, purifica, ilumina. Para Claret, o fogo é Deus mesmo, seu amor, manifestado através da ação do seu Espírito vivificador. E em certo sentido, é também Maria, a qual Claret chama de “Frágua de misericórdia e amor” em uma preciosa oração que costumava recitar no começo das missões populares.

A fórmula de Claret diz assim:

“O filho do Imaculado Coração de Maria é uma alma que arde em caridade e abrasa de amor por onde passa, desejando e procurando eficazmente por todos os meios possíveis inflamar o mundo inteiro com o Fogo do Divino Amor. Nada o detém, alegra-se nas privações, enfrenta os trabalhos, abraça os sacrifícios, compraz-se nas calúnias e tormentos que sofre. Não pensa senão em como seguir e imitar Jesus Cristo no orar, no trabalhar e no sofrer, e no procurar só e unicamente a maior glória de Deus e a salvação dos homens. Ser filho do Imaculado Coração de Maria é se deixar transformar em amor, a fim de que o amor do Coração de Maria, que está unido ao Coração de Jesus, dois amores portanto, tomem inteiramente o nosso ser e se derramem por onde quer que passe”.

Santo Antônio Maria Claret
Dos escritos pessoais

sexta-feira, 19 de junho de 2009

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – O Amor é digno de toda glória!



Solenidade
19 de junho

“Queridos irmãos e irmãs,

Nos encontramos reunidos para venerar esse momento único na história do universo em que Deus-Filho se fez homem nas profundezas do Coração da Virgem de Nazaré.

É o momento da Anunciação que reflete a oração do ‘Angelus Domini’: ‘Conceberás em teu seio e darás à luz um filho, a quem porás o nome Jesus. Ele será chamado Filho do Altíssimo’ (Lc 1, 31-32)

Maria disse: ‘Faça-se em mim segundo a tua palavra’ (Lc 1, 38).

E desde aquele momento seu Coração se prepara para acolher a Deus-Homem: "Coração de Jesus, digníssimo de toda glória"!

Nos unimos à Mãe de Deus para adorar a este Coração do Homem que, mediante o mistério da união hipostática (união das naturezas), é ao mesmo tempo o Coração de Deus.

Tributamos a Deus a adoração devida ao Coração de Cristo Jesus, desde o primeiro momento de sua concepção no seio da Virgem.

Junto com Maria lhe tributamos a mesma adoração no momento do nascimento: quando veio ao mundo na extrema pobreza de Belém. Nós lhe tributamos a mesma adoração, junto com Maria, durante todos os dias e os anos de sua vida oculta em Nazaré, durante todos os dias e os anos em que cumpre seu serviço messiânico em Israel.

E quando chega o tempo da paixão, do despojamento, da humilhação e do opróbio da cruz, nos unimos todavia mais ardentemente ao Coração da Mãe para gritar: ‘Coração de Jesus, digníssimo de toda glória!’.

Sim. Digníssimo de toda glória precisamente por causa deste opróbio e humilhação! Com efeito, então o Coração do Redentor alcança o cume do amor de Deus. E precisamente o Amor é digno de toda glória!

Nós ‘não nos gloriaremos a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo’ (cf. Gál 6, 14), escreverá São Paulo, enquanto São João ensina: ‘Deus é amor’ (1 Jn 4, 8).

Jesus Cristo está na glória de Deus Pai. Desta glória o Pai rodeou, no Espírito Santo, o Coração de seu Filho glorificado. Esta glória anuncia nos séculos a assunção ao céu do Coração de sua Mãe. E todos nós nos unimos a Ela para confessar: ‘Coração de Jesus, digníssimo de toda glória, tem piedade de nós!’.

Santo Padre João Paulo II
Angelus, 04 de agosto de 1985

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – Decálogo do Coração de Jesus segundo Bento XVI




Solenidade
19 de junho

CIDADE DO VATICANO, sábado, 7 de junho de 2008 (ZENIT.org)- Domingo,1 de junho, em suas palavras na oração do Angelus, o Papa Bento XVI falou da devoção ao Sagrado Coração de Jesus, traçando uma síntese deste mistério e culto. Eis aqui, em forma de decálogo, redigido por Jesus de lãs Heras, diretor da revista Ecclesia.


O coração é o símbolo da fé cristã.

O coração de Jesus, síntese da Encarnação e da Redenção.

O Sagrado Coração, manancial de bondade e de verdade.

O Coração de Jesus, expressão da boa nova do amor.

O Sagrado Coração, palpitação de uma presença em

que se pode confiar e descansar.


Decálogo do Sagrado Coração

1. O Coração de Cristo é símbolo da fé cristã, particularmente amado tanto pelo povo como pelos místicos e teólogos, pois expressa de uma maneira simples e autêntica a “Boa Nova do Amor”, resumindo em si o mistério da Encarnação e da Redenção.

2. A solenidade litúrgica do Sagrado Coração de Jesus é a terceira e última das festas do Tempo Pascal, após a Santíssima Trindade e o Corpus Christi. Esta sucessão faz pensar em um movimento até o centro: um movimento do Espírito guiado pelo próprio Deus.

3. Desde o horizonte infinito de seu amor, de fato, Deus quis entrar nos limites da história e da condição humana, tomou um corpo e um coração, para que possamos contemplar e encontrar o infinito no finito, o Mistério invisível e inefável no Coração humano de Jesus, o Nazareno.

4. Em minha primeira Encíclica sobre o tema amor, o ponto de partida foi precisamente o olhar dirigido ao costado transpassado de Cristo, do que fala João em seu Evangelho. (Cf. 19,37; Deus caritas est, 12).

5. Este centro da fé é também a fonte da esperança pela qual fomos salvos, esperança que foi o tema de minha segunda Encíclica.

6. Toda pessoa necessita de um “centro” para sua própria vida, um manancial de verdade e de bondade ao qual recorrer ante a sucessão das diferentes situações e no cansaço da vida cotidiana.

7. Cada um de nós, quando se detém em silêncio, necessita sentir não só o palpitar de seu coração, mas também, de maneira mais profunda, o palpitar de uma presença confiável que se pode perceber com os sentidos da fé e que, entretanto, é muito mais real: a presença de Cristo, coração do mundo.

8. Convido-lhes, portanto, a cada um para renovar no mês de junho a sua própria devoção ao Coração de Cristo.

9. Um dos caminhos para revitalizar esta devoção ao Coração de Cristo é valorizar e praticar também a tradicional oração de oferecimento do dia e tendo presentes as intenções que proponho em toda a Igreja.

10. Junto ao Sagrado Coração de Jesus, a liturgia nos convida a venerar o Coração Imaculado de Maria. Encomendemo-nos a Ela com grande confiança.

Santo Padre Bento XVI
Angelus, 07 de junho de 2008

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – ANO SACERDOTAL – Carta do Papa Bento XVI para a proclamação do Ano Sacerdotal



Solenidade
19 de junho

CARTA DO SUMO PONTÍFICE BENTO XVI PARA A PROCLAMAÇÃO DE UM ANO SACERDOTAL POR OCASIÃO DO 150º ANIVERSÁRIO DO DIES NATALIS DO SANTO CURA D’ARS

SÍNTESE

Amados irmãos no sacerdócio,

Na próxima solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus, sexta-feira 19 de Junho de 2009 – dia dedicado tradicionalmente à oração pela santificação do clero – tenho em mente proclamar oficialmente um «Ano Sacerdotal» por ocasião do 150.º aniversário do «dies natalis» de João Maria Vianney, o Santo Patrono de todos os párocos do mundo. Tal ano, que pretende contribuir para fomentar o empenho de renovação interior de todos os sacerdotes para um seu testemunho evangélico mais vigoroso e incisivo, terminará na mesma solenidade de 2010. «O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus»: costumava dizer o Santo Cura d’Ars. Esta tocante afirmação permite-nos, antes de mais nada, evocar com ternura e gratidão o dom imenso que são os sacerdotes não só para a Igreja mas também para a própria humanidade. Penso em todos os presbíteros que propõem, humilde e quotidianamente, aos fiéis cristãos e ao mundo inteiro as palavras e os gestos de Cristo, procurando aderir a Ele com os pensamentos, a vontade, os sentimentos e o estilo de toda a sua existência. Como não sublinhar as suas fadigas apostólicas, o seu serviço incansável e escondido, a sua caridade tendencialmente universal? E que dizer da fidelidade corajosa de tantos sacerdotes que, não obstante dificuldades e incompreensões, continuam fiéis à sua vocação: a de «amigos de Cristo», por Ele de modo particular chamados, escolhidos e enviados?

Eu mesmo guardo ainda no coração a recordação do primeiro pároco junto de quem exerci o meu ministério de jovem sacerdote: deixou-me o exemplo de uma dedicação sem reservas ao próprio serviço sacerdotal, a ponto de encontrar a morte durante o próprio ato de levar o viático a um doente grave. Depois repasso na memória os inumeráveis irmãos que encontrei e encontro, inclusive durante as minhas viagens pastorais às diversas nações, generosamente empenhados no exercício diário do seu ministério sacerdotal. Mas a expressão utilizada pelo Santo Cura d’Ars evoca também o Coração traspassado de Cristo com a coroa de espinhos que O envolve. E isto leva o pensamento a deter-se nas inumeráveis situações de sofrimento em que se encontram imersos muitos sacerdotes, ou porque participantes da experiência humana da dor na multiplicidade das suas manifestações, ou porque incompreendidos pelos próprios destinatários do seu ministério: como não recordar tantos sacerdotes ofendidos na sua dignidade, impedidos na sua missão e, às vezes, mesmo perseguidos até ao supremo testemunho do sangue?


Os ensinamentos e exemplos de S. João Maria Vianney podem oferecer a todos um significativo ponto de referência. O Cura d’Ars era humilíssimo, mas consciente de ser, enquanto padre, um dom imenso para o seu povo: «Um bom pastor, um pastor segundo o coração de Deus, é o maior tesouro que o bom Deus pode conceder a uma paróquia e um dos dons mais preciosos da misericórdia divina». Falava do sacerdócio como se não conseguisse alcançar plenamente a grandeza do dom e da tarefa confiados a uma criatura humana: «Oh como é grande o padre! Se lhe fosse dado compreender-se a si mesmo, morreria. Deus obedece-lhe: ele pronuncia duas palavras e, à sua voz, Nosso Senhor desce do céu e encerra-se numa pequena hóstia». E, ao explicar aos seus fiéis a importância dos sacramentos, dizia: «Sem o sacramento da Ordem, não teríamos o Senhor. Quem O colocou ali naquele sacrário? O sacerdote. Quem acolheu a vossa alma no primeiro momento do ingresso na vida? O sacerdote. Quem a alimenta para lhe dar a força de realizar a sua peregrinação? O sacerdote. Quem a há-de preparar para comparecer diante de Deus, lavando-a pela última vez no sangue de Jesus Cristo? O sacerdote, sempre o sacerdote. E se esta alma chega a morrer [pelo pecado], quem a ressuscitará, quem lhe restituirá a serenidade e a paz? Ainda o sacerdote. Depois de Deus, o sacerdote é tudo! Ele próprio não se entenderá bem a si mesmo, senão no céu». Estas afirmações, nascidas do coração sacerdotal daquele santo pároco, podem parecer excessivas. Nelas, porém, revela-se a sublime consideração em que ele tinha o sacramento do sacerdócio. Parecia subjugado por uma sensação de responsabilidade sem fim: «Se compreendêssemos bem o que um padre é sobre a terra, morreríamos: não de susto, mas de amor. Sem o padre, a morte e a paixão de Nosso Senhor não teria servido para nada. É o padre que continua a obra da Redenção sobre a terra. Que aproveitaria termos uma casa cheia de ouro, senão houvesse ninguém para nos abrir a porta? O padre possui a chave dos tesouros celestes: é ele que abre a porta; é o ecônomo do bom Deus; o administrador dos seus bens Deixai uma paróquia durante vinte anos sem padre, e lá adorar-se-ão as bestas. O padre não é padre para si mesmo, é-o para vós».


Tinha chegado a Ars, uma pequena aldeia com 230 habitantes, precavido pelo Bispo de que iria encontrar uma situação religiosamente precária: «Naquela paróquia, não há muito amor de Deus; infundi-lo-eis vós». Por conseguinte, achava-se plenamente consciente de que devia ir para lá a fim de encarnar a presença de Cristo, testemunhando a sua ternura salvífica: «Meu Deus, concedei-me a conversão da minha paróquia; aceito sofrer tudo aquilo que quiserdes por todo o tempo da minha vida!»: foi com esta oração que começou a sua missão. E, à conversão da sua paróquia, dedicou-se o Santo Cura com todas as suas energias, pondo no cume de cada uma das suas idéias a formação cristã do povo a ele confiado. Amados irmãos no sacerdócio, peçamos ao Senhor Jesus a graça de podermos também nós assimilar o método pastoral de S. João Maria Vianney. A primeira coisa que devemos aprender é a sua total identificação com o próprio ministério. Em Jesus, tendem a coincidir Pessoa e Missão: toda a sua ação salvífica era e é expressão do seu «Eu filial» que, desde toda a eternidade, está diante do Pai em atitude de amorosa submissão à sua vontade. Com modesta mas verdadeira analogia, também o sacerdote deve ansiar por esta identificação. Não se trata, certamente, de esquecer que a eficácia substancial do ministério permanece independentemente da santidade do ministro; mas também não se pode deixar de ter em conta a extraordinária frutificação gerada do encontro entre a santidade objetiva do ministério e a subjetiva do ministro. O Cura d’Ars principiou imediatamente este humilde e paciente trabalho de harmonização entre a sua vida de ministro e a santidade do ministério que lhe estava confiado, decidindo «habitar», mesmo materialmente, na sua igreja paroquial: «Logo que chegou, escolheu a igreja por sua habitação. Entrava na igreja antes da aurora e não saía de lá senão à tardinha depois do Angelus. Quando precisavam dele, deviam procurá-lo lá»

O seu exemplo induz-me a evidenciar os espaços de colaboração que é imperioso estender cada vez mais aos fiéis leigos, com os quais os presbíteros formam um único povo sacerdotal e no meio dos quais, em virtude do sacerdócio ministerial, se encontram «para os levar todos à unidade, “amando-se uns aos outros com caridade fraterna, e tendo os outros por mais dignos” (Rm 12, 10)».

Neste contexto, há que recordar o caloroso e encorajador convite feito pelo Concílio Vaticano II aos presbíteros para que «reconheçam e promovam sinceramente a dignidade e participação própria dos leigos na missão da Igreja. Estejam dispostos a ouvir os leigos, tendo fraternalmente em conta os seus desejos, reconhecendo a experiência e competência deles nos diversos campos da atividade humana, para que, juntamente com eles, saibam reconhecer os sinais dos tempos».


Amados sacerdotes, a celebração dos cento e cinquenta anos da morte de S. João Maria Vianney (1859) segue-se imediatamente às celebrações há pouco encerradas dos cento e cinquenta anos das aparições de Lourdes (1858). Já em 1959, o Beato Papa João XXIII anotara: «Pouco antes que o Cura d’Ars concluísse a sua longa carreira cheia de méritos, a Virgem Imaculada aparecera, noutra região da França, a uma menina humilde e pura para lhe transmitir uma mensagem de oração e penitência, cuja imensa ressonância espiritual há um século que é bem conhecida. Na realidade, a vida do santo sacerdote, cuja comemoração celebramos, fora de antemão uma viva ilustração das grandes verdades sobrenaturais ensinadas à vidente de Massabielle. Ele próprio nutria pela Imaculada Conceição da Santíssima Virgem uma vivíssima devoção, ele que, em 1836, tinha consagrado a sua paróquia a Maria concebida sem pecado e havia de acolher com tanta fé e alegria a definição dogmática de 1854».O Santo Cura d’Ars sempre recordava aos seus fiéis que «Jesus Cristo, depois de nos ter dado tudo aquilo que nos podia dar, quis ainda fazer-nos herdeiros de quanto Ele tem de mais precioso, ou seja, da sua Santa Mãe».

À Virgem Santíssima entrego este Ano Sacerdotal, pedindo-Lhe para suscitar no ânimo de cada presbítero um generoso relançamento daqueles ideais de total doação a Cristo e à Igreja que inspiraram o pensamento e a ação do Santo Cura d’Ars. Com a sua fervorosa vida de oração e o seu amor apaixonado a Jesus crucificado, João Maria Vianney alimentou a sua quotidiana doação sem reservas a Deus e à Igreja. Possa o seu exemplo suscitar nos sacerdotes aquele testemunho de unidade com o Bispo, entre eles próprios e com os leigos que é tão necessário hoje, como o foi sempre. Não obstante o mal que existe no mundo, ressoa sempre atual a palavra de Cristo aos seus apóstolos, no Cenáculo: «No mundo sofrereis tribulações. Mas tende confiança: Eu venci o mundo» (Jo 16, 33). A fé no divino Mestre dá-nos a força para olhar confiadamente o futuro. Amados sacerdotes, Cristo conta convosco. A exemplo do Santo Cura d’Ars, deixai-vos conquistar por Ele e sereis também vós, no mundo atual, mensageiros de esperança, de reconciliação, de paz.

Com a minha bênção.
Vaticano, 16 de Junho de 2009
BENEDICTUS PP. XVI

terça-feira, 16 de junho de 2009

Maria, Mãe da Eucaristia



“Jesus nos deixou sua Santíssima Mãe para que seja mãe e modelo dos adoradores”.

São Pedro Julião Eymard
Devocionário




Mãe Santíssima, ensina-nos a adorar com perfeição!


quarta-feira, 27 de maio de 2009

MÊS DE MARIA: Uma santidade absolutamente excepcional



“Existem duas criaturas cuja santidade é absolutamente excepcional, isto é, que possuem laços incomparáveis com a Santíssima Trindade: inicialmente, a Mãe de Deus e, junto a Ela, São José.

Todas as criaturas santificadas o são, a partir da Encarnação redentora de Jesus; mas, em primeiro lugar, Deus destinou Maria e José a se agregarem, a se associarem a Ele, cada um com a sua missão, para a realização desta mesma Encarnação”.


Cônego Daniel-Joseph Lallement
Mystère de la paternité de Saint Joseph, p. 34


MÊS DE MARIA – Sobre a necessidade de recorrer à Santíssima Virgem



“Se as tempestades das tentações se levantam, se cais no escolho das tristezas, eleva teus olhos à Estrela do Mar: invoca a Maria!
Se te golpeiam as ondas da soberba, da maledicência, da inveja, olha a Estrela: invoca a Maria!
Se a cólera, a avareza, a sensualidade de teus sentidos querem afundar a barca de teu espírito, que teus olhos procurem essa Estrela: invoca a Maria!
Se ante a recordação desconsoladora de teus muitos pecados e da severidade de Deus, te sentes ir até o abismo do desalento ou do desespero, lança um olhar para a Estrela: invoca a Mãe de Deus!
Em meio aos perigos, às tuas angústias, às tuas dúvidas, pensa em Maria, invoca a Maria!
O pensar nela e o invocá-la sejam duas coisas que não se afastem nunca nem de teu coração nem de teus lábios. E para estar mais seguro de sua proteção não te esqueças de imitar os seus exemplos.
Seguindo-a não te perderás no caminho!
Implorando a Ela não te desesperarás!
Pensando Nela não te extraviarás!
Se Ela te tem nas mãos não poderás afundar. Debaixo de seu manto nada há que temer. Sob a sua guia não haverá cansaço e com o seu favor chegarás felizmente ao Porto da Pátria Celestial! Amém!”


São Bernardo de Claraval, Doutor da Igreja
Obras Completas, BAC, Madrid, 1953, t. II, PP. 205-206


quarta-feira, 13 de maio de 2009

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA - Necessitamos nos santificar por Maria – 1ª parte



13 de Maio
5a Semana da Páscoa

De São Luís Maria Grignon de Montfort
O Segredo de Maria

Necessitamos nos santificar por Maria

“Alma, imagem viva de Deus e resgatada pelo Sangue precioso de Jesus Cristo, a vontade de Deus a teu respeito é que te tornes santa como Ele nesta vida, e gloriosa como Ele na outra.

A aquisição da santidade de Deus é tua vocação assegurada; e é para lá que todos os teus pensamentos, palavras e ações, teus sofrimentos e todos os movimentos de tua vida devem tender; ou do contrário, tu resistes a Deus, não fazendo aquilo para o que Ele te criou e te conserva agora.

Ó! Que obra admirável! A poeira transformada em luz, a imundície em pureza, o pecado em santidade, a criatura em Criador e o homem em Deus! Ó obra admirável! Eu o repito, mas obra difícil em si mesma e impossível à natureza por si só; unicamente Deus, por uma graça, uma graça abundante e extraordinária, é quem pode levá-la a cabo; e a criação de todo o universo não é maior obra-prima do que esta.

Alma, como farás? Que meios tu escolherás para subir onde Deus te chama? Os meios de salvação e de santidade são conhecidos de todos, estão assinalados no Evangelho, explicados pelos mestres da vida espiritual, são praticados pelos santos e necessários a todos os que querem salvar-se e chegar à perfeição; tais são: a humildade de coração, a oração contínua, a mortificação universal, o abandono à divina Providência, a conformidade com a vontade de Deus.

Para praticar todos esses meios de salvação e de santidade, a graça e o socorro de Deus são absolutamente necessários, e esta graça é dada a todos, maior ou menor; não resta dúvida. Eu digo: maior ou menor, pois Deus, ainda que sendo infinitamente bom, não dá sua Graça igualmente forte para todos, embora Ele a dê suficiente para todos. A alma fiel a uma grande graça faz uma grande ação, e com uma fraca graça faz uma pequena ação. O valor e a excelência da graça dada por Deus e correspondida pela alma fazem o valor e a excelência de nossas ações. Esses princípios são incontestáveis.

Tudo se reduz, portanto, a encontrar um meio fácil para obter de Deus a graça necessária para tornar-se santo; e é isto que eu quero mostrar e ensinar. E, eu digo que para encontrar a graça de Deus, é necessário encontrar Maria.


Um escultor pode fazer uma figura ou um retrato ao natural de duas maneiras: 1º - servindo-se de sua indústria, de sua força, de sua ciência e da qualidade de seus instrumentos para fazer essa figura em uma matéria dura e informe; 2º - ele pode colocá-la num molde. A primeira maneira é demorada, difícil, e sujeita a vários acidentes: não é preciso, freqüentemente, mais que um golpe mal dado de cinzel ou de martelo para estragar toda uma obra. A segunda é pronta, fácil e doce, quase sem sofrimento e sem custo, desde que o molde seja perfeito e que ele represente ao natural; desde que a matéria de que ele se sirva seja bem maleável, não resistindo nunca à sua mão.

Maria é o grande molde de Deus, feito pelo Espírito Santo, para formar ao natural um Homem-Deus pela união hipostática, e para formar um homem-Deus pela graça. Não falta a este molde nenhum traço da divindade; qualquer um que seja jogado nele e se deixa manejar, nele recebe todos os traços de Jesus Cristo, verdadeiro Deus, de uma maneira doce e proporcionada à fraqueza humana, sem muita luta e trabalho; de uma maneira segura, sem medo de ilusão, pois o demônio nunca teve e não terá jamais entrada junto a Maria, santa e imaculada, sem sombra da menor mancha de pecado.

Ó, cara alma! Que diferença há entre uma alma formada em Jesus Cristo pelas vias ordinárias daqueles que, como os escultores, se fiam em sua experiência e se apóiam em sua capacidade, e uma alma bem maleável, bem desfeita, bem derretida, e que, sem nenhum apoio em si mesma, se lança em Maria e n’Ela se deixa manusear pela operação do Espírito Santo! Quanto há de máculas, quanto há de defeitos, quanto há de trevas, quanto há de ilusões, quanto há de natural, quanto há de humano na primeira alma; e como a segunda é pura, divina e parecida com Jesus Cristo!”


(Continua)

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA - Necessitamos nos santificar por Maria – 2ª parte



13 de Maio
5a Semana da Páscoa

Continuação:

“Absolutamente não há, nem nunca haverá jamais, criatura onde Deus seja maior, fora d’Ele mesmo e em si mesmo, que na divina Maria, sem exceção nem dos bem-aventurados, nem dos querubins, nem dos mais altos serafins, no Paraíso mesmo. Maria é o Paraíso de Deus e seu mundo inefável, onde o Filho de Deus entrou para lá operar maravilhas, para o guardar e comprazer-se lá. Ele fez um mundo para o homem viandante, que é este em que estamos; Ele fez um mundo para o homem bem-aventurado, que é o Paraíso; mas Ele fez um outro para si, ao qual deu o nome de Maria; mundo desconhecido a quase todos os mortais, e incompreensível a todos os anjos e bem-aventurados, lá no Céu, que, na admiração de ver Deus tão elevado e tão distanciado deles todos, tão separado e tão recluso em Seu mundo, a divina Maria, bradam dia e noite: Santo, Santo, Santo.

Feliz e mil vezes feliz a alma, aqui embaixo, à qual o Espírito Santo revela o segredo de Maria, para o conhecer, e à qual Ele abre e permite penetrar esse jardim fechado, essa fonte selada para nela abeberar-se das águas vivas da graça! Esta alma não encontrará senão Deus somente, sem criatura, nesta amável criatura. Mas Deus, ao mesmo tempo infinitamente Santo e Elevado, infinitamente condescendente e proporcionado à sua fraqueza. Uma vez que Deus está em todo lugar, pode-se encontrá-lo em todo lugar, até nos infernos; mas não há lugar onde a criatura possa encontrá-lo mais perto de si e mais proporcionada à sua fraqueza que em Maria, pois foi para este efeito que Ele desceu a Ela. Por toda parte Ele é o Pão dos fortes e dos Anjos; mas em Maria, Ele é o Pão dos filhos.

Que ninguém imagine, portanto, junto com alguns falsos iluminados, que Maria, sendo criatura, seja um impedimento à união como o Criador; não é mais Maria que vive, é Jesus Cristo só, é Deus só que vive n’Ela. Sua transformação em Deus ultrapassa mais a de São Paulo e dos outros santos, de que o céu ultrapassa a terra em elevação. Maria não foi feita senão para Deus, e tal seria que Ela faça parar uma alma n’Ela mesma. Pelo contrário, Ela a lança em Deus e a une a Ele com tanto maior perfeição, quanto maior a união da alma com Ela. Maria é o eco admirável de Deus, que não responde senão: Deus, quando alguém grita: Maria, que não glorifica senão a Deus, quando, com Santa Isabel, alguém lhe chama bem-aventurada. Se os falsos iluminados, que foram miseravelmente enganados pelo demônio até na oração, houvessem sabido encontrar Maria, e por Maria, Jesus, e por Jesus, Deus, eles não teriam tido tão terríveis quedas. Quando se tem uma vez encontrado Maria, e por Maria, Jesus, e por Jesus, Deus Pai, tem-se encontrado todo bem, dizem as almas santas. Quem diz a "todo" não faz exceção de nada: toda graça e toda amizade junto a Deus; toda sinceridade contra os inimigos de Deus; toda verdade contra a mentira; toda facilidade e toda vitória contra as dificuldades da salvação; toda doçura e toda alegria nas amarguras da vida.


Isso não quer dizer que quem encontrou Maria, por meio de uma verdadeira devoção, seja isento de cruzes e de sofrimentos; pode ser sim, mais assaltado do que qualquer outro, porque Maria, sendo a Mãe dos viventes, dá a todos os seus filhos pedaços da Árvore da vida, que é a Cruz de Jesus; mas talhando-lhes umas boas cruzes, Ela lhes dá a graça de carregá-las pacientemente e mesmo alegremente; de sorte que as cruzes que Ela dá aos que lhe pertencem são mais uns doces, ou umas cruzes confeitadas, que cruzes amargas; ou, se eles sentem por um tempo a amargura do cálice que é preciso beber necessariamente para ser amigo de Deus, a consolação e a alegria, que esta boa Mãe faz suceder à tristeza, os anima infinitamente a levar cruzes ainda mais pesadas e amargas.

Conclusão

A dificuldade está, portanto, em saber encontrar verdadeiramente a divina Maria, para encontrar toda graça abundante. Deus, sendo Senhor absoluto, pode comunicar por Ele mesmo o que Ele não comunica ordinariamente senão por Maria; não se pode negar, sem temeridade, que Ele o faça mesmo algumas vezes; entretanto, segundo a ordem que a divina Sabedoria estabeleceu, Ele não se comunica ordinariamente aos homens senão por Maria na ordem da graça, como diz São Tomás. É necessário, para subir e se unir a Ele, servir-se do mesmo meio de que Ele se serviu para descer a nós, para se fazer homem e para nos comunicar suas graças; e este meio é uma verdadeira devoção à Santa Virgem Maria”.


São Luís Maria Grignon de Montfort
O Segredo de Maria

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA – Oração do Papa João Paulo II – Totus Tuus



13 de Maio
5a Semana da Páscoa

Totus Tuus

“Virgem Maria,
Mãe do meu Deus!
Faz que eu seja todo teu!
Teu na vida,
teu na morte,
teu no sofrimento,
teu no medo e na miséria,
teu na cruz
e no doloroso desalento,
teu no tempo
e na eternidade.
Virgem,
Mãe do meu Deus!
Faz que eu seja todo,
todo teu!
Amém!”


Papa João Paulo II