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sexta-feira, 27 de março de 2009

Suportai-vos por amor



«Suportai-vos uns aos outros com amor» (Ef 4,2).

«É esta mesma a lei de Cristo (Gl 6, 2).
Quando noto, no meu irmão, alguma coisa de incorrigível, consequência de dificuldades ou fraquezas e enfermidades físicas ou morais, porque não o suportar com paciência, porque não o consolar de todo o coração, segundo a Palavra da Escritura : «Os seus filhos serão levados ao colo e consolados sobre os joelhos»( Is 66,12)? Será que me falta essa caridade que tudo suporta, que é paciente para aguentar, indulgente e forte para amar? (cf 1 Co 13,7). E esta é, em todo o caso, a lei de Cristo.

Na sua Paixão, Ele «tomou verdadeiramente sobre si os nossos sofrimentos», e, na sua misericórdia, «carregou as nossas dores» (Is 53, 4), amando aqueles que levava, levando aqueles que amava.

Aquele que, pelo contrário, se mostra agressivo e impaciente, indelicado e de má vontade para com o seu irmão fraco, doente, sofrendo, em dificuldade ou necessitado de conversão, aquele que arma uma ratoeira à sua fraqueza, qualquer que ela seja, submete-se manifestamente à lei do mal e cumpre-a. Sejamos pois mutuamente compassivos e cheios de amor fraterno, suportemos as fraquezas e persigamos os vícios... Todo o tipo de vida que permite dedicar-se mais sinceramente ao amor de Deus e, por Ele, ao amor do próximo, quaisquer que sejam o hábito e a observância ou o tipo de vida, é também e sempre mais agradável a Deus».


Isaac de l’Étoile, Monge Cisterciense
Sermão 31: Pl 194


sábado, 21 de março de 2009

A Vida Interior



“Jesus, nos Evangelhos, é o Divino Semeador, que por todos os caminhos vai derramando os tesouros de amor de um Coração ávido de aproximar dos homens a Verdade e a Vida. Transmite, às almas e à Igreja, essa chama, dom de seu Amor, difusão de sua Vida, expressão de sua Verdade, reflexo de sua Santidade. Que essa chama chegue até as almas que, com todo o zelo e ardor, se expõem pela atividade em seus trabalhos, com o perigo de não serem, antes de tudo, almas de vida interior, e que talvez algum dia, amarguradas por fracassos inexplicáveis em aparência ou por graves danos em seus espíritos, possam sentir a tentação de abandonar a luta e recolherem-se em suas tendas cheias de abatimento. Que todos possam compreender a necessidade de sua vida não ser apenas piedosa, mas profundamente interior, a fim de que seu zelo ganhe eficácia, dando inúmeros frutos e perfumando tudo e todos com o Espírito de Cristo, que lhes dará a sua Paz inalterável, a qual, embora através de quaisquer provas, por mais duras que possam ser, será sempre a sua fiel companhia.

“Eu vim para que todos tenham vida” (Jo 10,10). Estas palavras são tão precisas como luminosa é a parábola da videira e dos sarmentos com que o Mestre clareia esta verdade. Com que insistência quer gravar no coração de suas almas o princípio fundamental de que só Ele, Jesus, é a VIDA, e que para participar desta vida e comunicá-la aos demais, é preciso ser um imitador seu, mediante uma vida interior com Ele. Quem aceitar a honra de colaborar com Jesus na transmissão desta vida divina às almas, deve refletir que são apenas canais ligados à essa Fonte única, para tomar dela a vida a ser distribuída. Que as almas se ocupem das obras juntamente com a prática da vida interior, a fim de que possam agir e saber sempre que Jesus é o único princípio da Vida. Eis aqui a enorme importância da vida interior, a única que pode fazer das obras exteriores um ministério frutuoso e pleno de amor e serviço aos irmãos.



Mas o que é vida interior?

A vida interior, também chamada vida contemplativa, é o caminho que a alma trilha dentro de si mesma em busca da intimidade com Cristo e de viver no seu amor; vida interior essa, que vai infundindo na alma a graça santificante que a transfigura em doação e amor a Deus e a todos os irmãos, em uma incessante imitação de Cristo Amor.

A vida interior visa entre muitas outras coisas, estimular as almas que preferem o descanso ao trabalho; fortificar as almas adormecidas no egoísmo que fomenta a inatividade; sacudir a indiferença dos indolentes, induzir a uma quietude interior que permita ouvir a Voz do Senhor e a fazer a sua Vontade, livrar das perturbações provenientes do orgulho e vaidade por obras realizadas; ajudar aos esforços que a alma faz para adquirir as virtudes; conduzir o caminho para Deus.

Os caminhos de Deus levam ao selo da sabedoria e da bondade e, por isso mesmo, o caminho das almas entregues à vida interior é verdadeiramente maravilhoso. Quando essas almas sabem oferecer-se a Deus e por amor a Deus nessa vida interior, a pena que lhes produz o privar-se de Deus em obséquio das obras de Deus, é verdadeiramente grande. Essa pena tem a sua paga, porque graças a ela desaparecem os perigos de dissipação, amor próprio e afeições desordenadas; também as faz mais reflexivas e fomenta nelas a prática da presença de Deus, porque a alma encontra na graça do momento presente a Jesus vivente, que se oferece oculto na obra que realiza, trabalhando com ela e sustentando-a.

O trabalho da vida interior é importantíssimo porque não aperfeiçoa a alma em uma profissão determinada mas em sua própria formação. O esforço constante em dominar-se a si mesma para trabalhar pelos irmãos, pela Igreja e pela glória de Deus é o ideal da alma que quer adquirir a vida interior e dar muitos frutos no mundo junto a seus irmãos. E para consegui-lo, a alma põe todo o seu esforço em estar sempre unida a Jesus em uma vida interior de intimidade e amor ao Salvador”.


D. Jean-Baptiste Gustave Chautard
L’âme de tout Apostolat


quarta-feira, 18 de março de 2009

Papa a sacerdotes: maior dedicação à penitência e à direção espiritual



Formar a consciência dos fiéis retamente, «prioridade pastoral»

Por Inma Álvarez

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 16 de março de 2009 (ZENIT.org) - O Papa exortou os sacerdotes a cuidarem especialmente da formação de uma reta consciência nos fiéis, através sobretudo do sacramento da Penitência e da direção espiritual.

Em uma mensagem aos participantes do curso sobre o «Fórum Interno», organizado pelo tribunal da Penitenciária Apostólica, que a Santa Sé divulgou no sábado passado (14 de março), o Papa afirma que esta questão é «prioritária».

«Neste novo tempo, constitui sem dúvida uma de nossas prioridades pastorais formar retamente as consciências dos crentes – explicou o Papa – estimulando-as a perceber cada vez melhor o sentido do pecado.»

Este sentido do pecado, acrescentou, «hoje, em parte, está o perdido ou, pior ainda, obscurecido por um modo de pensar e viver etsi Deus non daretur, segundo a conhecida expressão de Grócio, que está agora de grande atualidade, e que denota um relativismo fechado ao verdadeiro sentido da vida».

Contudo, este obscurecimento do sentido do pecado provocou um aumento dos «sentimentos de culpa, que se quiseram eliminar com remédios paliativos insuficientes», acrescenta.

Diante disso, propõe a necessidade de uma maior dedicação dos sacerdotes a este campo, especialmente através da catequese, da homilia e da direção das almas na confissão.

Hoje mais que nunca, afirma, precisamos «de mestres de espírito sábios e santos: um importante serviço eclesial, para o que é necessária sem dúvida uma vitalidade interior que deve implorar-se como dom do Espírito Santo mediante a oração prolongada e intensa e uma preparação específica que se adquire com cuidado».


Fonte: Zenit


segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Santa Teresa D’Ávila - Ditos



“Só o amor dá valor a todas as coisas”.

“A oração de intimidade com Deus não é outra coisa senão um morrer quase total a todas as coisas do mundo para alegrar-se só em Deus”.

“Não acrediteis ter progredido na perfeição, se não vos julgardes piores que todos e se não desejais ser tratados como os últimos”.

“Não há melhor meio para se chegar à perfeição do que a Comunhão freqüente”.

“Uma pessoa caminha mais para Deus quando deixa de desculpar-se do que ouvindo dez sermões. Não se desculpando, começa a adquirir a liberdade interior e a não se preocupar se dizem dela bem ou mal”.

“Todos os danos provem de não nos conhecermos devidamente”.

“Desde que me trato com menos cuidado e delicadeza, passo muito melhor”.

“É grandíssima vantagem para uma alma que se dá à oração tratar com os que deveras servem a Deus”.

“As inspirações de Deus estão unidas à obediência”.

“Procurai viver sempre no silêncio e na esperança”.

“O Senhor nos ama mais do que nós amamos a nós mesmos”.

Santa Teresa d'Ávila,
Monja Carmelita e Doutora da Igreja