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segunda-feira, 15 de junho de 2009

CORPUS CHRISTI – A Hóstia, Pão do vosso Sacramento



Solenidade
11 de junho

“Durante a consagração e a comunhão, me oferecerei a Vós, meu Senhor, com muito amor, dizendo-vos de todo o coração, com profunda reverência, que, como vos ofereceis ao Pai por mim e pela minha salvação, assim quero oferecer-me todo à sua Divina Majestade, e dedicar-me com todas as minhas forças ao serviço do seu Reino.

Senhor, parti-me como o Pão do vosso Sacramento, dobrai-me, torcei-me se necessário, nas espirais de vossa vontade, contanto que esteja em comunhão com a Hóstia partida no cálice, minha fonte da única paz”.

Servo de Deus Monsenhor Giuseppe Canovai
Suscipe Domine, pp. 254.295

CORPUS CHRISTI – Eucaristia, amor que transforma o mundo



Solenidade
11 de junho

Eucaristia, amor que transforma o mundo, explica Papa

Meditação na festa de Corpus Christi

CIDADE DO VATICANO, domingo, 14 de junho de 2009 (ZENIT.org)- A Eucaristia, explica Bento XVI, é o mistério do amor que tudo transforma, e que, portanto, transforma uma realidade tão simples, como o pão, para converter-se em presença de Deus na história.

Esta foi a reflexão cheia de esperança que o pontífice propôs aos milhares de fiéis que congregaram-se neste domingo ao meio-dia, sob um forte sol, na praça de São Pedro, para participar da oração mariana do Angelus, na solenidade do Corpus Christi.

O Corpus Christi, disse, falando da janela de seu apartamento, “é uma manifestação de Deus, um testemunho de que Deus é amor”.

“De maneira única e peculiar, esta festa nos fala do amor divino, do que é e do que faz. Diz-nos, por exemplo, que regenera ao entregar-se a si mesmo, que se recebe ao dar.”

Segundo o Papa, o amor “tudo transforma e, portanto, compreende-se que no centro desta festa do Corpus Christi encontra-se o mistério da transubstanciação, sinal de Jesus-Caridade, que transforma o mundo”.

“Ao contemplá-lo e adorá-lo, dizemos: sim, o amor existe, e dado que existe, as coisas podem mudar para melhor e nós podemos ter esperança. A esperança que procede do amor de Cristo nos dá força para viver e enfrentar as dificuldades.”

Por isso, disse o Papa, “cantamos, enquanto levamos em procissão o Santíssimo Sacramento; cantamos e louvamos a Deus que se revelou a nós escondendo-se no sinal do pão partido.

Deste Pão todos temos necessidade, pois é longo e cansativo o caminho para a liberdade, a justiça e a paz”.

Em Roma, Bento XVI celebrou o Corpus Christi na quinta-feira passada, festa litúrgica original, presidindo à missa ao ar livre na Basílica de São João de Latrão e a procissão pela rua que leva até a Basílica de Santa Maria Maior.

Santo Padre Papa Bento XVI
Oração mariana do Angelus, na solenidade do Corpus Christi

CORPUS CHRISTI – Bento XVI pede que os padres sejam exemplo de verdadeira devoção à Eucaristia



Solenidade
11 de junho

Bento XVI pede que padres sejam exemplo de verdadeira devoção à Eucaristia
Verdadeira devoção requer “veneração” e “respeito” pela liturgia; oração não deve ser “superficial e apressada”

ROMA, quinta-feira, 11 de junho de 2009 (ZENIT.org)- Às vésperas do início do Ano Sacerdotal (19 de junho), Bento XVI pediu que os sacerdotes sejam para os fiéis exemplo de uma “verdadeira devoção à Eucaristia”, cultivando pelo Corpo e Sangue do Senhor o amor “livre e puro que nos faz dignos ministros de Cristo”.

No início da noite de hoje (19h do horário de Roma), o Papa presidiu à Missa de Corpus Christi na Basílica de São João de Latrão. Após a celebração, o pontífice liderou a procissão até a Basílica de Santa Maria Maior e concedeu a bênção eucarística.

Em sua homilia, já com indicações do que espera para o Ano Sacerdotal, o Papa fez um apelo especial aos sacerdotes.

“Só a partir da união com Jesus pode-se ter aquela fecundidade espiritual que é fonte de esperança em seu ministério pastoral”, disse.

Bento XVI citou palavras de São Leão Magno, para fazer compreender que a participação no Corpo e Sangue de Cristo deve ter como objetivo fundamental “nos transformar naquilo que recebemos".

“Ser Eucaristia! Seja este o nosso desejo e esforço constante, para que a oferta do Corpo e Sangue do Senhor que fazemos sobre o altar esteja acompanhada do sacrifício das nossas vidas”, assinalou.

O Papa pediu que, “todos os dias”, os padres cultivem pelo Corpo e Sangue do Senhor “aquele amor livre e puro que nos faz dignos ministros de Cristo e testemunhas da sua alegria”.

Segundo o Pontífice, o que os fiéis esperam de um padre é “o exemplo de que é uma verdadeira devoção à Eucaristia; o amor que se vê ao passar longos momentos de silêncio e de adoração diante de Jesus”.


Bento XVI apontou o risco de se ter a fé como um dado já adquirido, principalmente em tempos em que se observa o risco de uma secularização intrínseca na Igreja.

Esta secularização interna pode-se “traduzir em um culto eucarístico formal e vazio, em celebrações destituídas daquela participação do coração que se exprime na veneração e no respeito pela liturgia”.

“É sempre forte a tentação de reduzir a oração a momentos superficiais e apressados, deixando-se submergir pelas atividades e preocupações terrenas”, disse o Papa.

‘O pão nosso de cada dia nos dai hoje’ –expressão do Pai Nosso–, segundo Bento XVI, remete-se também “ao pão da vida eterna que é dado na Santa Missa, a fim de que desde agora o mundo futuro comece em nós”.

“Com a Eucaristia, portanto, o céu vem sobre a terra, o advir de Deus ergue-se no presente, e o tempo é abraçado pela eternidade divina”, disse.

O Papa não escondeu sua alegria ao poder acompanhar Cristo Sacramentado pela Via Merulana, que leva da Basílica de São João de Latrão à Basílica de Santa Maria Maior.

O Papa acompanhava a Eucaristia ajoelhado em um genuflexório, em cima de uma caminhonete branca coberta com um toldo, quando caía a noite sobre a Cidade Eterna.

Os fiéis, com velas nas mãos, faziam do seu silêncio uma profissão de fé.

Santo Padre Papa Bento XVI
Homilia da Missa de Corpus Christi na Basílica de São João de Latrão

sexta-feira, 5 de junho de 2009

ANO SACERDOTAL – Ano para mostrar amor da Igreja aos sacerdotes (I)



Entrevista de Zenit com o Cardeal Dom Claudio Hummes, Prefeito da Congregação para o Clero

Cardeal: Ano para mostrar amor da Igreja aos sacerdotes (I)

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 4 de junho de 2009 (ZENIT.org) - No próximo dia 19 de junho, o Papa Bento XVI inaugurará na Basílica de São Pedro o Ano Sacerdotal, com o tema: “Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote”. Durante este ano, Bento XVI proclamará São João Maria Vianney como “padroeiro de todos os sacerdotes do mundo”. Igualmente, será publicado o “Diretório para os confessores e diretores espirituais”, assim como uma recopilação de textos do Papa sobre temas essenciais da vida e da missão sacerdotal na época atual.

Zenit conversou com o Cardeal brasileiro Claudio Hummes, O.F.M., Prefeito para a Congregação do Clero e Bispo emérito de São Paulo, que apresenta este ano como “propositivo” e como uma oportunidade para que os sacerdotes recordem que “a Igreja os ama, que se preocupa com eles”.

– Qual é o principal objetivo do ano sacerdotal?

– Cardeal Hummes: Em primeiro lugar, a circunstância. Será um ano jubilar pelos 150 anos da morte de São João Maria Vianney, mais conhecido como o Santo Cura de Ars. Esta é a oportunidade, mas o motivo fundamental é que o Papa quer dar aos sacerdotes uma importância especial e dizer quanto os ama, quanto os quer ajudar a viver com alegria e com fervor sua vocação e missão.

Esta iniciativa do Papa acontece em um momento de grande expansão de uma nova cultura: hoje domina a cultura pós-moderna, relativista, urbana, pluralista, secularizada, laicista, na qual os sacerdotes devem viver sua vocação e sua missão.

O desafio é entender como ser sacerdote neste novo tempo, não para condenar o mundo, mas para salvar o mundo, como Jesus, que não veio para condená-lo mas para salvá- lo. O sacerdote deve fazer isso de coração, com muita abertura, sem “demonizar” a sociedade. Deve estar integrado nela com a alegria missionária de querer levar as pessoas desta sociedade a Jesus Cristo.

É necessário dar uma oportunidade para que todos rezem com os sacerdotes e pelos sacerdotes, convocar os sacerdotes a rezar, fazê-lo da melhor maneira possível na sociedade atual e também, eventualmente, tomar iniciativas para que os sacerdotes tenham melhores condições para viver sua vocação e a missão.

É um ano positivo e propositivo. Não se trata, em primeiro lugar, de corrigir os sacerdotes. Há problemas que sempre devem ser corrigidos e a Igreja não pode fechar os olhos, mas sabemos que a grande maioria dos sacerdotes tem uma grande dignidade e adere ao seu ministério e à sua vocação. Dão sua vida por esta vocação que aceitaram livremente.

Lamentavelmente, existem os problemas dos quais nos inteiramos nos últimos anos relativos à pedofilia e outros delitos sexuais graves, mas, como máximo, talvez podem chegar a 4% do clero. A Igreja quer dizer aos 96% restantes que estamos orgulhosos deles, que são homens de Deus e que queremos ajudá-los e reconhecer tudo o que fazem como testemunho de vida.

É também um momento oportuno para intensificar e aprofundar a questão de como ser sacerdotes neste mundo que muda e que Deus colocou diante de nós para ser salvo.


– Por que o Papa apresentou São João Maria Vianney como modelo para os sacerdotes?

– Cardeal Hummes: Porque há muito tempo é o padroeiro dos párocos. Faz parte do mundo do presbítero. Queremos também estimular várias nações e conferências episcopais ou igrejas locais para que escolham algum sacerdote exemplar de sua área, apresentá-lo ao mundo e aos jovens. Homens e sacerdotes que sejam verdadeiramente modelos, que possam inspirar e possam renovar a convicção do grande valor e da importância do ministério sacerdotal.

– Para o senhor, como sacerdote, qual é o aspecto mais belo de sua vocação?

– Cardeal Hummes: Esta pergunta me faz recordar um fato de São Francisco de Assis, que disse uma vez: “Se me encontrasse pelo caminho com um sacerdote e um anjo, saudaria primeiro o sacerdote e depois o anjo. Por quê? Porque o sacerdote é quem nos dá Cristo na Eucaristia”. Isto é o mais fundamental e maravilhoso: o sacerdote tem o dom e a graça de Deus para ser ministro deste grande mistério da Eucaristia.

O sacerdócio foi instituído por Jesus Cristo na Última Ceia. Quando disse “Fazei isto em memória de mim”, deu aos apóstolos este mandamento e também o poder de fazer isto, de fazer o mesmo que Jesus fez na última ceia. E estes apóstolos transmitiram, por sua vez, este ministério e este poder divino aos homens que são Bispos e sacerdotes.

Isto é o mais importante e o centro. A Eucaristia é o centro da Igreja. O Papa João Paulo II disse que a Igreja vive da Eucaristia. O sacerdote é o ministro deste grande sacramento, que é o memorial da morte de Jesus.

E depois temos também o sacramento da Reconciliação. Jesus disse: “A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados” (Jo 20, 23). Veio para reconciliar o mundo com Deus e os seres humanos entre eles. Deu o Espírito Santo aos apóstolos, soprando sobre eles.

Ele deu aos apóstolos, em nome de Deus e seu, aquilo que havia adquirido com seu sangue e com sua vida na Cruz, transformando a violência em um ato de amor para o perdão dos pecados. E disse aos apóstolos que serão os ministros deste perdão. Isto é fundamental para todos. Cada um quer ser perdoado de seus pecados, estar em paz com Deus e com os demais. O mistério da reconciliação é muito importante na vida do sacerdote.

Há outras muitas ações, como a evangelização, o anúncio da pessoa de Jesus Cristo morto e ressuscitado, de seu reino. O mundo tem direito de saber e conhecer Jesus Cristo e tudo o que significa seu Reino. Este é um ministério específico também do sacerdote, que compartilha com os Bispos e com os leigos, que fazem o anúncio da Palavra e devem levar as pessoas a um encontro intenso e pessoal com Jesus Cristo.


Cardeal Dom Cláudio Hummes
Arcebispo Emérito de São Paulo
Prefeito da Congregação para o Clero


sábado, 9 de maio de 2009

Ano Sacerdotal – Caminhando de encontro ao Ano Sacerdotal



Na Carta aos Sacerdotes na quinta-feira santa de 1986, o Papa João Paulo II escreveu:

“O sacramento da reconciliação e o da Eucaristia estão estreitamente unidos. Sem uma conversão constantemente renovada, junto à acolhida da graça sacramental do perdão, a participação na Eucaristia não logrará sua plena eficácia redentora. Como Cristo, que começou seu ministério com a exortação «arrependei-vos e crede no Evangelho» (Mc 1, 15), o Cura d’Ars começava geralmente a sua atividade diária com o sacramento do perdão. Mas se alegrava conduzindo à Eucaristia os seus penitentes já reconciliados. A Eucaristia ocupava certamente o centro de sua vida espiritual e de seu labor pastoral. Costumava dizer: «Todas as boas obras juntas não podem comparar-se com o Sacrifício da Missa pois são obras dos homens, enquanto que a Santa Missa é Obra de Deus». Nela se faz presente o sacrifício do Calvário para redenção do mundo. Evidentemente, o sacerdote deve unir ao oferecimento da Missa a doação cotidiana de si mesmo. «Portanto, é bom que o sacerdote se ofereça a Deus em sacrifício todas as manhãs». «A comunhão e o santo sacrifício da Missa são os dois atos mais eficazes para conseguir a transformação dos corações».

Deste modo, a Missa era para João Maria Vianney a grande alegria e alento em sua vida de sacerdote. Apesar da afluência de penitentes, se preparava com toda diligência e em silêncio durante mais de um quarto de hora. Celebrava com recolhimento, deixando entrever sua atitude de adoração nos momentos da consagração e da comunhão. Com grande realismo, enfatizava: «A causa do relaxamento do sacerdote está em não dedicar suficiente atenção à Missa».


O Cura d’Ars detinha-se particularmente ante a presença real de Cristo na Eucaristia. Ante o tabernáculo passava frequentemente longas horas de adoração, antes de amanhecer ou durante a noite. Em suas homilias costumava apontar o Sacrário dizendo com emoção: «Ele está ali». Por isso, ele, que tão pobremente vivia em sua casa paroquial, não duvidava em gastar quanto fosse necessário para embelezar a Igreja. Logo se pode ver o bom resultado: os fiéis tomaram por costume o ir rezar ante o Santíssimo Sacramento, descobrindo, através da atitude de seu pároco, o grande mistério da fé.

Por Cristo, trata de conformar-se fielmente às exigências radicais que Jesus propõe no Evangelho aos discípulos que envia em missão: oração, pobreza, humildade, renúncia de si mesmo e penitência voluntária. E, como Cristo, sente por seus fiéis um amor que lhe leva a uma entrega pastoral sem limites e ao sacrifício de si mesmo. Raramente um pastor foi até este consciente de suas responsabilidades, devorado pelo desejo de arrancar seus fiéis do pecado ou da tibieza. «Oh Deus meu, concedei-me a conversão de minha paróquia! Aceito sofrer tudo o que quiserdes por toda a minha vida».

Ante tal testemunho, vem à nossa mente o que o Concílio Vaticano II nos diz hoje acerca dos sacerdotes: «Seu ofício sagrado o exercem, sobretudo, no culto ou assembléia eucarística» (Lumen gentium, 28). E, mais recentemente, o Sínodo extraordinário (dezembro de 1985) recordava: «A liturgia deve fomentar o sentido do sagrado e fazê-lo resplandecer. Deve estar imbuída de reverência e da glorificação de Deus. A Eucaristia é a fonte e o cume de toda a vida cristã».


Queridos irmãos sacerdotes, o exemplo do Cura d’Ars nos convida a um sério exame de consciência. Que lugar ocupa a santa Missa em nossa vida cotidiana? A Missa continua sendo como no dia de nossa Ordenação, a qual foi nosso primeiro ato como sacerdotes, o princípio de nosso labor apostólico e de nossa santificação pessoal? Como é nossa oração ante o Santíssimo Sacramento e como a infundimos nos fiéis? Qual é nosso empenho em fazer de nossas igrejas a Casa de Deus para que a presença divina atraia aos homens de hoje, que com tanta freqüência sentem que o mundo está vazio de Deus?

O Cura d’Ars é um modelo de zelo sacerdotal para todos os pastores. O segredo de sua generosidade se encontra sem dúvida alguma em seu amor a Deus, vivido sem limites, em resposta constante ao amor manifestado em Cristo crucificado. Nisto se fundamenta seu desejo de fazer todas as coisas para salvar as almas resgatadas por Cristo a tão grande preço e encaminhá-las até o amor de Deus. Recordemos uma daquelas suas frases lapidares cujo segredo ele bem conhecia: «O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus». Em seus sermões e catequeses se referia sempre a este amor: «Oh, Deus meu, prefiro morrer amando-vos que viver um só instante sem amar-vos. Eu vos amo, meu divino Salvador, porque fostes crucificado por mim, porque me tendes crucificado para Vós»”.

Amados irmãos sacerdotes, alimentados pelo Concílio Vaticano II, que felizmente situou a consagração do sacerdote no marco de sua missão pastoral, busquemos o dinamismo de nosso zelo pastoral com São João Maria Vianney, no Coração de Jesus, em seu amor pelas almas. Se não acudirmos à mesma fonte, nosso ministério correrá o risco de dar muito poucos frutos.”


Santo Padre Papa João Paulo II
Carta aos Sacerdotes na quinta-feira santa de 1986


terça-feira, 24 de março de 2009

O valor do silêncio em Marta Robin



Dai-nos, Mãe, a graça de compreender o valor do silêncio!


“Ó Maria! Ó minha santa e boa Mãe!
Dai-me e dai a todos nós, a graça de
compreender o grande valor do silêncio,
no qual conseguimos ouvir Deus.
Ensinai-me o silêncio;
quero calar-me para poder
ouvir a eterna Sabedoria.
Ensinai-me a arrancar do silêncio
tudo o que ele encerra de grande,
de sobrenatural, de divino.
Ajudai-me a fazer desta descoberta,
uma oração perfeita,
uma oração plena de fé,
de confiança e de amor.
Desejo fazer uma oração vibrante,
enérgica, laboriosa, fecunda e eficaz,
capaz de glorificar a Deus e de salvar almas!”


Serva de Deus Marta Robin (1902-1981)



Alimentou-se somente da Eucaristia durante 53 anos

Marta Robin, nasceu no dia 13 de março de 1902, em Châteauneuf-de-Galaure (Drôme), na França, no seio de uma família de camponeses, e passou toda a sua vida na casa paterna, onde morreu no dia 6 de fevereiro de 1981. Toda a existência de Marta girou ao redor de Jesus Eucaristia, quem foi para ela: “Aquele que cura, consola, aligeira, abençoa, o meu Tudo”.

Desde 1928, depois de uma grave doença neurológica, Marta estava quase absolutamente impossibilitada de movimentar-se, e particularmente não podia engolir porque os músculos da deglutição estavam bloqueados. Além disso foi obrigada, por causa de uma doença nos olhos, a viver praticamente na escuridão.


Eis o testemunho do Padre Finet, o seu diretor espiritual: “Quando recebeu os estigmas, no início do mês de outubro de 1930, Marta já vivia a sua Paixão desde 1925, ano em que ela se ofereceu como vítima de amor. No mesmo dia, Jesus lhe disse que depois da Virgem Maria, Ele tinha escolhido ela para viver mais intensamente a Paixão e ninguém poderia vivê-la de maneira tão plena. Acrescentou que cada dia ela sofreria mais e mais, e que nunca mais dormiria à noite. Depois dos estigmas, Marta não pôde mais nem comer, nem beber e o êxtase durava até a segunda ou terça-feira. Durante um dos êxtases, Jesus disse a Marta: Os meus sacerdotes, os meus sacerdotes, dá-me tudo por eles. Minha Mãe e Eu os amamos tanto. Dá-me todos os teus sofrimentos, tudo o que sofres neste momento, todos aqueles com os quais tu queres mergulhar no meu Amor, dá-me o teu isolamento e a tua solidão e a solidão na que eu te coloquei, tudo sem descanso pelos meus sacerdotes. Oferece-te ao Pai comigo por eles e não temas sofrer muito pelos meus sacerdotes, eles necessitam realmente de tudo isso que estou para realizar em ti em favor deles”.


A Serva de Deus Marta Robin deu o seu sim prontamente, livremente, de boa-vontade e com o coração repleto de paz, tudo o que Jesus lhe pedia, todos os sofrimentos e dores por amor, um grande amor a Jesus redentor e pelos seus tão queridos pecadores que queria salvar.

Marta Robin se tornou conhecida depois que o famoso e ilustre escritor e filósofo Jean Guitton escreveu o livro "A Jornada Imóvel". O grande filósofo Jean Guitton, recordando o seu encontro com a vidente, escreveu um impactante testemunho:

“Encontrei-me naquele quarto escuro, apresentado a Marta por uma das mentes mais contestatórias do nosso tempo: o médico de Anatole France, o Doutor Couchourd, discípulo de Alfred Loisy e diretor de uma coleção de livros anticristãos. Desde o primeiro encontro com Marta Robin, entendi que ela seria para mim uma “irmã na caridade”, como sempre o foi para milhares de visitantes. Era uma camponesa dos campos franceses, que por trinta anos não ingeriu nem comida, nem bebida; nutria-se somente da Eucaristia e cada sexta-feira revivia, com os estigmas, as dores da Paixão de Jesus. Uma mulher que talvez foi a pessoa mais estranha, extraordinária e desconcertante da nossa época, mas que justamente no século da televisão permaneceu desconhecida ao público, sepultada no mais profundo silêncio...”.

Efetivamente, além dos fenômenos místicos extraordinários, a obra evangelizadora que Marta levou adiante foi realmente muito significativa, apesar das suas precárias condições. Graças à ajuda do Padre Finet, seu diretor espiritual, fundou sessenta “Foyers de Lumiére, de Charité et d’Amour” espalhados pelo mundo todo.


Fonte: The Real Presence


sábado, 28 de fevereiro de 2009

A Adoração em espírito e verdade – 2ª parte



“Pater tales quaerit qui adorent eum in Spiritu et veritate”

« O Pai procura adoradores em espírito e verdade”

Jo 4, 23

“Quando, por enfermidade, por doença ou por impossibilidade, não puderes fazer a Adoração, deixai que vosso coração se entristeça um instante e depois, uni-vos em espírito àqueles que adoram nesse momento; começai vós também a adorar. No leito de sofrimento, em viagem, entregues ao trabalho do momento, guardai nessa hora um recolhimento maior e o fruto será o mesmo que se tivésseis estado aos pés do Divino Mestre. Tal hora vos será contada, talvez até dobrada.

Apresentai-vos a Nosso Senhor tal qual sois. Seja vossa meditação natural e, antes de recorrer ao livro, esgotai o fundo de piedade e de Amor que está em vós. Amai o livro inesgotável da humildade e do Amor. Acompanhe-vos – é justo – o manual de devoção para repor-vos no bom caminho quando o espírito se distrair ou os sentidos se afrouxarem. Lembrai-vos, no entanto, que o BOM Mestre prefere a pobreza de nosso coração ao pensar alheio, por mais sublime que seja.

Acreditai que nesse momento Nosso Senhor quer o nosso coração, e não o do próximo, e deseja que tanto o pensamento como a oração desse mesmo coração sejam a expressão natural do amor que Lhe temos. Não querer chegar-se a Nosso Senhor com a miséria que nos é própria, ou a pobreza humilhada, é muitas vezes fruto de um amor-próprio sutil, da impaciência ou do temor. E, todavia, Nosso Senhor prefere isto a tudo o mais, a isto ama e abençoa.




Na aridez, glorificai a Graça de Deus, sem a qual nada podeis. É o momento de abrir a alma ao Céu, como a flor seu cálice ao sol nascente, a fim de gozar do orvalho benéfico. Na impotência radical do espírito, nas trevas, com o coração vergad sob o peso de seu nada, com o corpo sofrendo, fazei a adoração do pobre. Saí da vossa pobreza e ide permanecer em Nosso Senhor, ou então oferecei-Lhe vossa pobrez para que a enriqueça. É obra-prima digna de Sua Glória.

Nas tentações e na tristeza, quando tudo em vós se revolta e vos leva a abandonar a oração, sob o pretexto de que ofendeis a Deus, que O menosprezais em vez de servi-Lo, afastai essa tentação especiosa. É a Adoração do combate, da fidelidade a Jesus contra vós mesmos. Não, não sois de modo algum desagradável a Jesus. Vosso Mestre está a vos olhar e alegra-Se, Ele que permitiu ao inimigo perturbar-vos. De nós espera a homenagem da perseverança até o derradeiro minuto do tempo que Lhe devemos consagrar. Que a confiança, a simplicidade e o amor vos levem à Adoração”.

São Pedro Julião Eymard
“A Divina Eucaristia”


A Adoração em espírito e verdade – 1ª parte



“Pater tales quaerit qui adorent eum in Spiritu et veritate”

« O Pai procura adoradores em espírito e verdade”

Jo 4, 23


“A Adoração Eucarística tem por objetivo a Pessoa Divina de Nosso Senhor Jesus Cristo, presente no Santíssimo Sacramento, que aí está vivo, desejando ouvir-nos falar-Lhe e falar-nos também.

Todos podem falar a Nosso Senhor. Não está Ele aí para todos? E não nos diz Ele: ‘Vinde todos a Mim?’ E esse colóquio entre a alma e Nosso Senhor é a verdadeira meditação eucarística, é a Adoração.

Todos recebem a Graça inerente. Mas, para alcançar êxito e evitar a rotina, ou a aridez do espírito e do coração, é mister inspirarem-se os adoradores seja na Graça que os atrai, seja nos diversos Mistérios da Vida de Nosso Senhor, da Santíssima Virgem ou nas virtudes dos Santos. Assim, poderão honrar e glorificar o Deus da Eucaristia pelas virtudes de sua Vida mortal, bem como pelas virtudes de todos os Santos, de quem Ele foi a Graça e o fim, e é hoje a coroa de glória.


Este magnífico Tabernáculo mostra o Coração Eucarístico de
Jesus e Suas Cinco Santas Chagas. Está localizado na Igreja
Católica St. Stephen, em Northyorkshire, Inglaterra.


Considerai a hora de adoração que vos cabe como uma hora celestial; ide a ela como iríeis ao Céu ou ao Banquete Divino, e então será desejada e acolhida com alegria. E que vosso coração suspire suavemente por ela, dizendo: ‘Daqui a quatro horas, a duas horas, a uma hora, apresentar-me-ei à audiência de Graça e de Amor de Nosso Senhor; Ele convida-me, espera-me, deseja-me’.

Se a hora pesar à natureza, regozijai-vos tanto mais, pois por ser mais sofredor, vosso amor será maior. É a hora privilegiada que contará por duas”.

São Pedro Julião Eymard
“A Divina Eucaristia”

domingo, 1 de fevereiro de 2009

O Pão dos anjos




Oração de São Tomás de Aquino, Doutor da Igreja

"O pão dos anjos, o pão do caminhante, o verdadeiro pão dos filhos de Deus"


“Deus todo poderoso e eterno, eis que me aproximo do Sacramento do Teu Filho único, nosso Senhor Jesus Cristo. Doente, venho ao Médico de Quem depende a minha vida; manchado, venho à Fonte da Misericórdia; cego, venho ao Foco da Luz eterna; pobre e desprovido de tudo, venho ao Senhor do céu e da terra.

Imploro, pois, a Tua imensa, a Tua inesgotável generosidade, a fim de que Te dignes curar as minhas enfermidades, lavar as minhas manchas, iluminar a minha cegueira, cumular a minha indigência, cobrir a minha nudez; e que, assim, eu possa receber o Pão dos anjos (Sl 77,25), o Rei dos reis, o Senhor dos senhores (1Tm 6,15), com toda a reverência e humildade, com toda a contrição e devoção, com toda a pureza e fé, com toda a firmeza de propósito e retidão de intenção que a salvação da minha alma requer.

Concede-me, suplico-Te, que não receba apenas o Sacramento do Corpo e Sangue do Senhor, mas toda a força e eficácia desse Sacramento. Deus cheio de doçura, concede-me que receba tão bem o Corpo do Teu Filho único, nosso Senhor Jesus Cristo, esse Corpo material que Ele recebeu da Virgem Maria, que mereça ser incorporado no Seu Corpo místico e contado entre os Seus membros.

Pai cheio de amor, concede-me que esse Filho bem amado que me preparo para receber agora da forma velada que convém ao meu estado de peregrino, eu possa um dia contemplar de rosto descoberto e para a eternidade, Ele que, sendo Deus, vive e reina contigo, na Unidade do Espírito Santo, pelos séculos dos séculos. Amém”.