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sábado, 23 de janeiro de 2010

S.AELRED DE RIEVAULX – Receber ao Senhor no coração: preparar o castelo interior



SANTO AELRED DE RIEVAULX
12 DE JANEIRO
SOLENIDADE CALENDÁRIO LITÚRGICO CISTERCIENSE

RECEBER AO SENHOR NO CORAÇÃO

Nosso receber ao Senhor

Quem de vós, se Nosso Senhor estivesse na terra e quisesse chegar até Ele, não se alegraria de um modo admirável e inefável? Que diremos, portanto, irmãos, se agora, porque Ele não está corporalmente na terra, porque não podemos recebê-lo corporalmente, por isto deixaríamos de esperar a Sua vinda? Preparemos devidamente nossas casas e, sem dúvida, nesse trabalho, Ele virá muito melhor que se tivesse vindo corporalmente.


Receber ao Senhor no coração


Preparar o castelo interior: a fundação e a humildade

Por conseguinte, irmãos, preparemos a casa espiritual para que venha a nós o Nosso Senhor. Digo sem rodeios: se a Virgem Maria não tivesse preparado em si este castelo, o Senhor Jesus não haveria entrado em seu seio nem em seu coração.

Preparemos, pois, este castelo. Nele se fazem três coisas para que seja forte, isto é: fundação, muro e torre. Primeiro, a fundação; depois, o muro sobre a fundação e, por último, a torre que é mais forte e excelente que tudo o mais. O muro e a fundação se protegem mutuamente porque, se não precede a fundação, podem os homens, por algum meio engenhoso, aproximarem-se do muro para escavá-lo. E se o muro não estivesse sobre a fundação, poderiam aproximarem-se igualmente a esta e enchê-la. A torre guarda todas as coisas porque é mais alta que todas.

Entremos, agora, em nossa alma e vejamos como deve realizar-se espiritualmente tudo isto em nós.

Encher a fundação

Que é a fundação senão a terra profunda? Então, cavemos em nosso coração onde haja terra vil. Tiremos a terra que está dentro e a joguemos fora. Assim, efetivamente, se faz a fundação.

A terra que devemos tirar e jogar fora é nossa terrena fragilidade. Que esta não permaneça oculta no interior, mas que esteja sempre presente ante nossos olhos para que exista a fundação em nosso coração, quer dizer, a terra profunda da humildade.

Logo, irmãos, esta fundação é a humildade. Recordemos do que disse aquele dono da vinha no Evangelho a respeito daquela árvore que o Senhor da vinha quis cortar porque não encontrou fruto nela: Senhor, deixa-a também este ano até que cave ao redor e a melhore. Quis fazer ali uma fundação, isto é, ensinar-lhe a humildade. Assim, pois, irmãos, comecemos a edificar esta casa porque, se tal fundação não estivesse primeiramente em nosso coração, quer dizer, a verdadeira humildade, poderíamos edificar só ruína sobre a própria cabeça.


S. Aelred de Rievaulx, Abade Cisterciense
Del Sermón 17, En la Asunción de María
Del libro “Caminar con Cristo”
Padres Cistercienses

S.AELRED DE RIEVAULX – Praticar a caridade fraterna segundo o exemplo de Cristo



SANTO AELRED DE RIEVAULX
12 DE JANEIRO
SOLENIDADE CALENDÁRIO LITÚRGICO CISTERCIENSE

Devemos praticar a caridade fraterna segundo o exemplo de Cristo

“Nada nos anima tanto ao amor dos inimigos, no que consiste a perfeição da caridade fraterna, como a grata consideração daquela admirável paciência com a qual Aquele que era «o mais belo dos homens» entregou seu atraente rosto às afrontas dos ímpios, e submeteu aqueles olhos, cujo pestanejar rege todas as coisas, a ser velados pelos iníquos; aquela paciência com a qual apresentou suas costas à flagelação e sua cabeça, temível aos principados e potestades, à aspereza dos espinhos; aquela paciência com a qual se submeteu aos opróbrios e maus tratos; com a qual, enfim, admitiu pacientemente a cruz, os cravos, a lança, o fel, o vinagre, sem deixar de manter-se em todo momento suave, manso e tranquilo. Em resumo, como cordeiro foi levado ao matadouro, como uma ovelha ante o tosquiador, emudecia e não abria a boca.

Haverá alguém que ao escutar aquela frase admirável, plena de doçura, de caridade, de imutável serenidade: «Pai, perdoa-lhes», não se apresse a abraçar com toda sua alma a seus inimigos? «Pai», disse, «perdoa-lhes». Haveria algo mais de mansidão ou de caridade que pudesse acrescentar a esta petição?

Entretanto, Ele o acrescentou. Era pouco interceder; quis também desculpá-los. «Pai», disse, «perdoa-os porque não sabem o que fazem». São desde sempre grandes pecadores, mas muito pouco perspicazes; portanto, Pai, perdoa-os. Crucificam; mas não sabem a quem crucificam, porque «se tivessem sabido, nunca teriam crucificado ao Senhor da glória»; por isso, «Pai, perdoa-os». Pensam que se trata de um prevaricador da lei, de alguém que se crê presunçosamente Deus, de um sedutor do povo. Mas Eu lhes havia escondido meu rosto e não puderam conhecer minha majestade; por isso, «Pai, perdoa-os, porque não sabem o que fazem».

Em consequência, para que o homem se ame retamente a si mesmo, procure não deixar-se corromper por nenhum atrativo mundano. Mas para não sucumbir ante semelhantes inclinações, trate de orientar todos os seus afetos até a suavidade da natureza humana do Senhor. Logo, para sentir-se sereno mais perfeita e suavemente com os atrativos da caridade fraterna, trate de abraçar também a seus inimigos com um verdadeiro amor.

Mas para que este Fogo divino não se debilite ante as injurias, considere sempre com os olhos da mente a serena paciência de seu amado Senhor e Salvador”.


S. Aelred de Rievaulx, Abade Cisterciense
De speculo caritatis, III, V: PL 195, 582

S.AELRED DE RIEVAULX – Deus permitiu ao homem ser feliz



SANTO AELRED DE RIEVAULX
12 DE JANEIRO
SOLENIDADE CALENDÁRIO LITÚRGICO CISTERCIENSE

«Deus permitiu ao homem ser feliz: o homem é capaz de ser feliz»

"Na criação do universo Deus permitiu ao homem não somente existir, como aos outros seres, nem de ser somente bom, nem somente belo e equilibrado, mas também ser feliz. Mas, como nenhuma criatura existe por si mesma, nem por si mesma é bela ou boa, mas recebe o que tem do próprio Deus, que é o sumo ser, o sumo bem, a suma beleza, a bondade de todas as coisas boas, a beleza de todas as coisas belas, a causa de todas as coisas existentes, assim nem a felicidade de todas as realidades felizes é feliz por si mesma, mas por obra daquele que é a suma felicidade. Somente a criatura racional é capaz de tal felicidade. Essa, de fato, foi criada à imagem do seu Criador e, portanto, é adequada a unir-se profundamente a Ele, do qual é à imagem: dado que Ele é o único bem da criatura racional, como afirma o santo Davi: o meu bem é estar junto de Deus. Certamente esta não é uma união do corpo, mas da alma, na qual o autor da natureza inseriu três faculdades com as quais o homem torna-se possuidor da eternidade divina, participante da sabedoria divina e saboreador da doçura divina. Chamo a estas três faculdades de memória, ciência, amor ou vontade. A memória é capaz de conduzir à eternidade, a ciência à sabedoria, a vontade à doçura. O homem foi criado com estas três faculdades à imagem da Trindade: graças à memória lembra-se de Deus sem poder esquecê-lo, com a ciência o conhece sem errar, através da vontade o abraça sem desejar nenhuma outro coisa. Alcançado este ponto é feliz".


S. Aelred de Rievaulx, Abade Cisterciense
De speculo caritatis, I, III, a cura di M. A. Chirico, pp.309-311
Scuola Cistercense, Pensieri D’amore, Casale Monferrato 2000

S.AELRED DE RIEVAULX – VÍDEO – Elogio da amizade


SANTO AELRED DE RIEVAULX
12 DE JANEIRO
SOLENIDADE CALENDÁRIO LITÚRGICO CISTERCIENSE





S. Aelred de Rievaulx, Abade Cisterciense
Del Tratado de San Elredo sobre la amistad espiritual
Col.Padres Cistercienses n.9, Azul-Argentina, 1982, pp.288-290
Monasterio Sta.María de Las Escalonias


FESTA DO BATISMO DO SENHOR - Jesus santificou o batismo quando Ele foi batizado para que por seu batismo conseguíssemos a graça



FESTA DO BATISMO DO SENHOR
10 DE JANEIRO

«Jesus santificou o batismo quando Ele foi batizado para que por seu batismo conseguíssemos a graça»

“Jesus santificou o batismo quando Ele foi batizado. Se o Filho de Deus se fez batizar, quem poderá depreciar o batismo sem faltar à piedade? Pois Jesus não foi batizado para receber o perdão dos pecados (pois estava livre do pecado), mas, apesar disso, foi batizado para outorgar a graça e a dignidade Divina a quem se batiza. Pois «assim como os filhos participam do sangue e da carne, participou Ele também dos mesmos» (Hb 2, 14), a fim de que, feitos partícipes de sua presença corporal, também tivéssemos parte em sua graça: para isso Jesus se fez batizar, para que por seu batismo conseguíssemos a graça, pela comunhão na mesma realidade, junto com a honra da salvação.

Também tu descerás à água do batismo. Desces à água levando os pecados mas a alma fica selada pela invocação da graça. Também tu, descendo à água, és ressuscitado caminhando em vida nova.

Jesus Cristo era Filho de Deus. E no entanto, não evangelizava antes de receber o batismo. Se Ele próprio, o Senhor, administrava os momentos com uma certa ordem, acaso devemos nós, que somos servos, atrever-nos a algo fora dessa ordem? Jesus começou sua pregação quando «desceu sobre Ele o Espírito Santo em forma corporal, como uma pomba» (Lc 3, 22). Não quer dizer que Jesus fosse o primeiro a vê-lo (pois o conhecia antes que aparecesse na forma corporal). O importante, então, era que o visse João. Pois este diz: «Eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água disse-me: Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer sobre ele, esse é quem batiza com o Espírito Santo.» (Jo 1, 33). E também sobre ti, se tens uma piedade sincera, descerá o Espírito Santo e a voz do Pai descerá desde o alto sobre ti; não, «Este é meu Filho» (Mt 3, 17), mas «Este foi feito agora meu filho ». Só Dele, Jesus, se disse: «No princípio era a Palavra, e a Palavra estava junto de Deus, e a Palavra era Deus» (Jo 1, 1). É adequado ‘o verbo é’ posto que o Filho de Deus existe sempre. Mas o adequado para ti é «foi feito agora», posto que, o ser filho não o és por natureza, senão que conseguiste por adoção o ser chamado filho. Ele sim, o é desde toda a eternidade, mas tu adquires essa graça como um dom.

Prepara, pois, o receptáculo de tua alma para que sejas feito filho de Deus e certamente herdeiro de Deus, co-herdeiro de Cristo (Rm 8, 17). Tu o conseguirás se te preparares, aproximando-te pela fé para conseguir uma firme convicção, deixando de lado o homem velho. Pois te será perdoado todo o mal que tenhas feito. Que maior pecado que o de ter crucificado a Cristo? Também isto o expia o batismo. Pois ao aproximarem-se aqueles três mil que haviam crucificado ao Senhor e lhes falava Pedro, quando perguntaram: «Que temos de fazer, irmãos?» (At 2, 37), nos advertiu, Pedro, de nossa ruína, dizendo: «Matastes ao Chefe que leva à vida» (At 3, 15). Que emplasto se colocará nesta ferida? Como se limpará tanta sujeira? Qual será a salvação para tanta perdição? Respondeu ele: «Convertei-vos e que cada um de vós se faça batizar em nome de Jesus Cristo para remissão de vossos pecados; y recebereis o dom do Espírito Santo» (At 2, 38).

Oh inenarrável clemência de Deus que agracia com o dom do Espírito Santo! Já veis que poder tem o batismo! Se algum de vós crucificou a Cristo com palavras blasfemas, ou se alguém por ignorância o negou ante os homens ou se, finalmente, alguém por suas más ações fez que se maltratasse a verdade, que este se converta e tenha esperança, pois a graça permanece ativa.

«Solta gritos de alegria, ó Israel! Alegra-te e rejubila-te de todo o teu coração, filha de Jerusalém! Confia: o Senhor suprimirá teus pecados» (Sf 3, 14-15). Derramará sobre vós água pura e sereis purificados de todo o vosso pecado (cf. Ez 36, 25). Chegarão até vós os coros angélicos e dirão: «Quem é esta que sobe do deserto apoiada em seu amado?» (Ct 8, 5). A alma que antes era escrava tem agora ao Senhor como seu amado. E Ele, ao recebê-la, exclamará: Que bela és, amada minha, que bela és!» (Ct 4, 1, 2). E também se diz: «Todos os partos serão de gêmeos» (Ct 4, 2), porque se trata de uma dupla graça: me refiro a que se consegue pela água e o Espírito, e se anuncia na antiga e na nova Aliança. Permita Deus que todos vós, «frutificando em toda obra boa» (Cl 1, 10) e mantendo-vos de pé ante o Esposo com coração irrepreensível, consigais o perdão dos pecados da parte de Deus, a Quem seja toda a glória com o Filho e o Espírito Santo por todos os séculos. Amém”.


São Cirilo de Jerusalém
CATEQUESIS III, 11-12-14-15-16
(Catequeses Batismais)

BATISMO DO SENHOR – Ó Jesus, vós, Santo, inocente, imaculado, vos aproximais pedindo o batismo



FESTA DO BATISMO DO SENHOR
10 DE JANEIRO

«Ó Jesus, vós, Santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, vos aproximais pedindo o batismo»


“Ó Jesus, vós, Santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, vos aproximais como culpado, pedindo o batismo da remissão dos pecados!

Que mistério é este?

João recusa energicamente administrar-vos o batismo de penitência e Vós lhe respondeis: ‘Não te oponhas, pois assim nos convém cumprir a justiça completa’.

Que justiça é esta?

São as humilhações de vossa adorável humanidade que, prestando homenagem à Santidade Infinita, constitui a satisfação plena de todas as nossas dívidas para com a Justiça Divina.

Vós, Justo e Inocente, vos substituís a toda a humanidade pecadora. Ó Jesus, humilhe-me eu convosco, reconhecendo minha qualidade de pecador, e renove a renúncia ao pecado, já feita no batismo”.


Beato D.Columba Marmion
Cristo Nei Suoi Misteri 9, pp.152-154

BATISMO DO SENHOR – Que batismo é este, em que o Batizado é mais puro do que a fonte?



FESTA DO BATISMO DO SENHOR
10 DE JANEIRO

«Que batismo é este, o do Salvador, no qual as águas, em vez de purificar, são purificadas?»

As celebrações que se acumulam e as alegrias que se multiplicam nos fazem compreender o quanto devemos a Cristo Senhor. Ainda exultamos com o nascimento do Salvador e já nos alegramos com o seu renascimento. Ainda não terminou a festa do seu Natal e já devemos celebrar a solenidade do seu Batismo. Mal nasceu para os homens e já renasce pelos sacramentos.

Hoje, com efeito, – embora muitos anos tenham passado – Cristo foi consagrado no Jordão. O Senhor dispôs as coisas de tal modo que uma celebração se seguisse à outra, isto é, que num mesmo tempo fosse dado à luz pela Virgem e gerado pelo sacramento, de maneira que houvesse uma festa contínua para os seus dois nascimentos: na carne e no batismo. Como há pouco nos admirávamos ao vê-lo concebido por uma mãe imaculada, veneremo-lo também agora imerso na água pura, e alegremo-nos nesses dois acontecimentos. Pois uma mãe gerou um filho e permanece casta, porque a água lavou o Cristo e está santificada.

Tal como após o parto foi glorificada a virgindade de Maria, também depois do batismo foi comprovada a purificação da água, com a diferença de que à água foi concedido um maior dom que a Maria. Esta, com efeito, mereceu a castidade somente para si, enquanto a água confere a todos a santidade. Maria mereceu não pecar, e a água purificar dos pecados. Maria deu à luz um Filho e é pura, a água gera muitos e é virgem. Maria não teve outro Filho além de Cristo, a água se torna, com Cristo, mãe dos povos.

Portanto, hoje é como que um novo Natal do Salvador. Vemo-lo, de fato, gerado com os mesmos sinais e milagres, porém com maior mistério. Pois o Espírito Santo, que o assistiu no seio materno, agora o ilumina em meio ao rio; aquele que preservou Maria para ele, agora lhe santifica as águas. O Pai, que antes estendeu sua sombra poderosa, agora faz ouvir a sua voz. E Deus, que outrora envolveu em sombra o nascimento, dá agora, como por deliberação mais perfeita, testemunho da verdade dizendo: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; ouvi-o! (Mt 17, 5).

Hoje Cristo é batizado no Jordão. Que batismo é este, em que o batizado é mais puro do que a fonte? Onde a água que lava o corpo não se torna impura, mas enriquecida de bênçãos? Que batismo é este, o do Salvador, no qual as águas, em vez de purificar, são purificadas? Num novo gênero de santificação, a água não lava, mas é lavada. Desde o momento em que imergiu na água, o Salvador consagrou todas as fontes no mistério do batismo, para que todo aquele que desejar ser batizado em nome do Senhor seja lavado não pela água do mundo, mas purificado pela água de Cristo. Assim, o Salvador quis ser batizado não visando adquirir pureza para si, mas a fim de purificar as águas para nós.


São Máximo de Turim, Bispo
Sermo 13 A, 1-3
Corpus Christianorum Latinorum 23, 44-46

BATISMO DO SENHOR – Desçamos com Cristo à água para com Ele emergir à glória



FESTA DO BATISMO DO SENHOR
10 DE JANEIRO

«Cristo mergulha a si próprio na água; desçamos com Ele à água para emergir com Ele à glória»

“Hoje, Cristo é iluminado: entremos também nós no esplendor da Sua luz. Cristo mergulha a si próprio na água, desçamos com Ele à água para emergir com Ele, rebaixemo-nos ao mesmo tempo em que Ele, para subir com Ele à glória. João está a batizar e Jesus aproxima-se; talvez para santificar aquele que O vai batizar, mas certamente para sepultar nas águas todo o velho Adão. Mas, antes disso e com vista a isso, Ele que é Espírito e carne santifica o Jordão antes de nós e por nossa causa, para assim nos iniciar nos sagrados mistérios mediante o Espírito e a água (Jo 3, 4); e assim, o Senhor, que era Espírito e Carne, consagra-nos mediante o Espírito e a água.

João Baptista resiste, Jesus insiste. «Eu é que devo ser batizado por Ti», diz a lâmpada ao Sol (Jo 5, 35), a voz à Palavra, o amigo ao Esposo (Jo 3, 29), o maior entre os nascidos de mulher ao Primogênito de toda a criatura (Mt 11, 11; Cl 1, 15), que tinha saltado de júbilo no seio materno ao que tinha sido já adorado quando estava nele, que era e teria que ser precursor ao que se manifestou e se manifestará. Sou eu o que necessito que você me batize; e poderia ter acrescentado: «Por sua causa.» Pois sabia muito bem que teria que ser batizado com o martírio; ou que, como Pedro, não só lhe lavariam os pés.

Mas eis que Jesus emerge das águas, elevando consigo ao alto o mundo inteiro. João vê os céus rasgarem-se e abrirem-se (Mc 1,10), aqueles céus que Adão tinha fechado para si e para a sua posteridade, do mesmo modo que tinha feito encerrar e guardar com a espada de fogo a entrada no paraíso terreal (Gn 3, 24).

Então o Espírito dá testemunho revelando a divindade de Cristo, pois dirige-Se para Aquele que é seu semelhante, posto que tem a mesma natureza. Uma Voz desce do céu para dar testemunho Daquele que do céu vinha; do mesmo modo que o Espírito que, sob a aparência corporal de uma pomba, honra o Corpo de Cristo, que é também divino pela sua excepcional união com Deus; pois Deus, ao mostrar-Se sob uma aparência corpórea, diviniza igualmente o corpo; por deificação era também Deus. Assim também, muitos séculos antes, uma pomba veio anunciar a boa nova do fim do Dilúvio (Gn 8,11).

Quanto a nós, honremos hoje, por nossa parte, o Batismo de Cristo e celebremos esta Festa de um modo irrepreensível. Sede inteiramente purificados e purificai-vos sempre. Pois nada dá tanta alegria a Deus como o arrependimento, a recuperação e a salvação do homem: é para isso, para o seu benefício, que tendem todas estas palavras e todo este mistério. Para que sejam «como fontes de luz no mundo» (Fl 2,15), uma força vital para os outros homens. Como luzes perfeitas secundando a verdadeira Luz, iniciai-vos na vida de luz que está no céu; sede iluminados com mais claridade e brilho pela Santíssima Trindade, cujo único raio, brotado da mesma e única Divindade, recebestes inicialmente em Cristo Jesus, Nosso Senhor, a Quem lhe sejam dadas toda a glória e poder pelos séculos dos séculos. Amém”.


São Gregório Nazianzeno
Homilia 39; Sagradas Luminárias, 14-16. 20: Pp.36 , 350-351 . 358-359

sábado, 16 de janeiro de 2010

EPIFANIA DO SENHOR - Bendita Luz que vem em nome do Senhor e nos ilumina



SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR
03 DE JANEIRO

«Bendita Luz que vem em nome do Senhor e nos ilumina»

«Levanta-te, resplandece, Jerusalém, porque chegou a tua Luz. Bendita Luz que vem em nome do Senhor, é o Senhor Deus e nos ilumina. E por sua bondade, também iluminou para nós este dia santificado pela iluminação da Igreja.

Graças a ti, Luz verdadeira, que iluminas a todo homem que vem a este mundo, e veio para isso como homem a este mundo. Foi iluminada Jerusalém, nossa mãe, mãe de todos os que mereceram ser iluminados, de modo que já resplandeça para todos os que estão no mundo. Graças a ti, Luz verdadeira, que te converteste em uma lâmpada para iluminar a Jerusalém e para que a Palavra de Deus fosse uma lâmpada para meus passos. Graças a ti, digo, porque a mesma Jerusalém plena de luz, se converteu em uma lâmpada que ilumina a todos. Pois não só foi iluminada, mas posta sobre o candelabro, todo de ouro. Ei-la aqui posta como cidade sobre o cume dos montes, ela que em outro tempo estava abandonada e odiada! Ei-la aqui, feito o orgulho de todos os séculos, para que seu evangelho brilhe ao largo e na largura até onde cheguem os confins do mundo!»


Beato Guerric d’Igny
Camino de Luz - Sermones Litúrgicos I,Sermón III, En la Epifanía
Monte Carmelo, Burgos 2004, p. 119-120

EPIFANIA DO SENHOR – A Luz estava no mundo e o mundo foi feito por ela, mas o mundo não a conheceu



SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR
03 DE JANEIRO

«A Luz estava no mundo e o mundo foi feito por ela, mas o mundo não a conheceu»

“Bendita Luz! Chegou realmente a tua luz! Ela estava no mundo e o mundo foi feito por ela, mas o mundo não a conheceu.

O Menino nascera, mas não foi conhecido enquanto o dia da luz não começou a revelá-lo. Erguei-vos, vós que estais sentados nas trevas! Dirigi-vos para esta luz; ela ergueu-se nas trevas, mas trevas não conseguiram abarcá-la. Aproximai-vos e sereis iluminados; na luz vereis a luz, e dir-se-á sobre vós: “Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor” (Ef 5, 8). Vede que a luz eterna se acomodou aos vossos olhos, para que Aquele que habita uma luz inacessível possa ser visto pelos vossos olhos fracos e doentes. Descobri a luz numa lâmpada de argila, o sol na nuvem, Deus num homem, no pequeno vaso de argila do vosso corpo o esplendor da glória e o brilho da luz eterna!

Nós de damos graças, Pai da luz, por nos teres chamado das trevas à tua luz admirável. Sim, a verdadeira luz, mais do que isso, a vida eterna, consiste em Te conhecer, a Ti, único Deus, e ao Teu enviado Jesus Cristo. É certo que Te conhecemos pela fé, e temos como seguro que um dia Te conheceremos na visão. Até lá, aumenta-nos a fé. Conduz-nos de fé em fé, de claridade em claridade, sob a moção do teu Espírito, para que penetremos cada dia mais nas profundezas da luz! Que a fé nos conduza à visão face a face e que, à semelhança da estrela, ela nos guie até ao nosso chefe nascido em Belém.

Que alegria, que exultação para a fé dos magos, quando virem reinar, na Jerusalém das alturas, Aquele que adoraram quando vagia em Belém! Viram-no aqui numa habitação de pobres; lá, vê-Lo-emos no palácio dos anjos. Aqui, nos paninhos; lá, no esplendor dos santos. Aqui, no seio de sua Mãe; lá, no trono de seu Pai”.


Beato Guerric d'Igny, Abade Cisterciense
Camino de Luz - Sermones Litúrgicos I, Sermón II, En la Epifanía
Monte Carmelo, Burgos 2004

EPIFANIA DO SENHOR - Quando Deus é adorado no menino, anuncia-se a verdadeira humanidade de Cristo e a integridade da Mãe de Deus



SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR
03 DE JANEIRO

«Quando Deus é adorado no menino, anuncia-se a verdadeira humanidade de Cristo e a integridade da Mãe de Deus»

Quando Deus é adorado no menino, presta-se honra ao parto virginal. Quando se apresentam dádivas ao homem-Deus, adora-se a dignidade do divino Filho. Ao encontrar Maria com o menino, anuncia-se a verdadeira humanidade de Cristo e a integridade da Mãe de Deus. Com efeito, assim fala o evangelista: Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra (Mt 2, 11).

Os presentes oferecidos pelos Magos revelam os mistérios secretos de Cristo. Dando-lhe ouro, proclamam-no Rei; oferecendo-lhe incenso, adoram-no como Deus; apresentando-lhe mirra, reconhecem-no mortal. Cremos, portanto, que Cristo assumiu a nossa mortalidade para sabermos que, com sua morte única, foi abolida a nossa morte dupla. O modo como Cristo se manifestou mortal, e pagou a dívida da morte, encontras escrito em Isaías: Como um cordeiro foi levado ao matadouro (Is 53, 7).

Quanto a nossa fé na realeza de Cristo, é pela autoridade divina que a recebemos. Pois ele disse de si mesmo em um salmo: Eu fui constituído Rei por ele (Sl 2, 6 – Vulg.), isto é, por Deus Pai. E que seja o Rei dos reis, afirma-o pela Sabedoria: É por mim que reinam os reis e os príncipes decretam leis justas (Pr 8, 15). E que Cristo seja realmente Deus e Senhor, atesta-o o mundo inteiro por ele criado. É ele quem diz no Evangelho: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra (Mt 28, 18). E o santo evangelista acrescenta: Tudo foi feito por intermédio dele, e sem ele nada foi feito de tudo o que existe (Jo 1, 3). Se sabemos que tudo foi feito por intermédio dele e nele subsiste, devemos crer, por conseguinte, que todas as coisas tenham reconhecido sua vinda.


Santo Odilon de Cluny, Abade
Sermo II de Epiphania Domini
Patrologia Latina 142, 997-998

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

SOLENIDADE DA SANTA MÃE DE DEUS – A humildade encanta a Deus



MARIA, SANTA MÃE DE DEUS
SOLENIDADE
01 DE JANEIRO


«A humildade encanta a Deus»


"Existe uma humildade tão grande e maravilhosa como a sua, em meio a tanta pureza e inocência, com uma consciência tão limpa de pecado e tão cheia de graça? De onde te vem, oh ditosa mulher, essa humildade tão incomparável? Bem merece que o Senhor se fixe nela, que o Rei fique prisioneiro de sua beleza, e que com seu delicado perfume atraia a seu tálamo ao que vive no Seio eterno do Pai! Observa quanta harmonia existe entre o canto de nossa Virgem e o canto nupcial; não podia ser de outra maneira: seu seio foi o tálamo do Esposo. Escuta a Maria no Evangelho: Se fixou em sua humilde escrava. E escuta-a no canto dos esposos: Enquanto o rei estava em seu leito, meu nardo desprendia seu perfume. O nardo é uma planta muito pequena e muito reconfortante, por isso simboliza admiravelmente a humildade, cujo aroma e formosura encantaram a Deus".


São Bernardo de Claraval
Obras completas de San Bernardo, p. 371
En la Asunción de Santa María, 4
Ed. Monjes Cistercienses de España


SOLENIDADE DA SANTA MÃE DE DEUS – Como um arco-íris, acima das nuvens



MARIA, SANTA MÃE DE DEUS
SOLENIDADE
01 DE JANEIRO


«Como um arco-íris, acima das nuvens»


Santa Brígida afirma ter ouvido dos lábios da Mãe de Deus:


"Eu sou aquela que, em constante oração, vela pelo mundo, como o arco-íris que surge no céu, acima das nuvens e que parece se inclinar sobre a terra e tocá-la, com suas duas extremidades.

Eu me inclino, efetivamente, para as boas pessoas, para que nelas sejam reforçados os preceitos da Santa Madre Igreja; inclino-me sobre aqueles que não são bons, para que eles não perseverem na malícia, tornando-se piores."


Santa Brígida da Suécia
Revelações 1, 3, c 10. Ed. Durante, p. 183


SOLENIDADE DA SANTA MÃE DE DEUS – Para achar a graça de Deus é necessário encontrar Maria



MARIA, SANTA MÃE DE DEUS
SOLENIDADE
01 DE JANEIRO


«Para a prática da virtude necessitamos da graça de Deus;
Para achar a graça de Deus é necessário encontrar Maria»


“Para que bem utilizemos todos esses meios de salvação e de santificação, mister se nos faz o socorro e a graça de Deus, graça que, em maior ou menos grau, é a todos concedida; ninguém o duvide. Em maior ou menor grau, digo eu, porque Deus, ainda que infinitamente bom, não concede sua graça de modo igual a todos, muito embora de a todos a graça suficiente. A alma fiel a uma grande graça, pratica uma grande ação; com uma graça menor, pratica uma ação menor. O preço e a excelência da graça, dada por Deus e correspondida pela alma, fazem o preço e a excelência de nossas ações. São incontestáveis esses princípios.

Tudo enfim se reduz a encontrar-se um meio fácil de obter de Deus a graça necessária para a santificação; é o que te quero ensinar. Asseguro-te, porém que para achar a graça de Deus é necessário encontrar Maria. Porque Maria nos é necessária? Porque somente Maria encontrou graça diante de Deus”.


São Luis Mª Grignon de Monfort
"O Segredo de Maria"


SOLENIDADE DA SANTA MÃE DE DEUS – Ó Divina e Viva Obra-prima em quem Deus Criador Se compraz



MARIA, SANTA MÃE DE DEUS
SOLENIDADE
01 DE JANEIRO

«Ó Divina e Viva Obra-prima em quem Deus Criador Se compraz»

"Ó Filha sempre Virgem, que pudestes conceber sem intervenção humana, porque Aquele que concebestes tem um Pai Eterno! Ó Filha da estirpe terrena, que trouxestes o Criador em vossos braços divinamente maternos!

Verdadeiramente sois mais preciosa do que toda a criação, porque somente de Vós o Criador recebeu em herança as primícias de nossa matéria humana. A Sua Carne foi feita de vossa carne, Seu Sangue de vosso sangue; Deus se alimentou de vosso leite, vossos lábios tocaram os lábios de Deus.

Ó Senhora amabilíssima, três vezes Bem-aventurada! «Bendita sois entre as mulheres, e bendito é o fruto de vosso ventre». Ó Senhora, Filha do Rei David e Mãe de Deus, Rei do Universo! Ó divina e viva obra-prima em quem Deus Criador Se compraz, cujo espírito é guiado por Deus e atento a Ele só e de quem todo o desejo se eleva apenas Àquele que é o único amável e desejável. Por Ele que viestes à vida, por sua graça servireis à salvação universal, a fim de que, por vosso intermédio, cumpra-se o antigo desígnio de Deus, que é a Encarnação do Verbo e a nossa divinização".


São João Damasceno
Homilia in Nativ, B.V.M., 6,7.9


SAGRADA FAMÍLIA – Modelo de vida na Sagrada Família de Nazaré



SAGRADA FAMÍLIA
FESTA
27 DE DEZEMBRO

«Modelo de vida na Sagrada Família de Nazaré»

“Podeis rezar à Sagrada Família pela vossa família:

Pai Nosso, que estás nos céus e que nos deste um modelo de vida na Sagrada Família de Nazaré,

Ajuda-nos, Pai Santíssimo, a fazer da nossa família uma nova Nazaré, onde reinem a alegria e a paz. Que ela seja profundamente contemplativa, intensamente eucarística e vibrante de alegria.

Ajuda-nos a permanecer unidos na felicidade e nas dores, graças à oração em família.

Ensina-nos a reconhecer Jesus em cada membro da nossa família, em particular nos que sofrem.

Que o Coração Eucarístico de Jesus torne o nosso coração manso e humilde como o d'Ele (Mt 11,29).

Ajuda-nos a corresponder santamente à nossa vocação familiar.

Que sejamos capazes de nos amar uns aos outros como Deus ama cada um de nós, cada dia mais, e de perdoar os pecados uns aos outros como tu nos perdoas os nossos pecados.

Ajuda-nos, Pai amantíssimo, a tomar o que nos dás e a dar o que nos tomas com um grande sorriso.

Coração Imaculado de Maria, causa da nossa alegria, roga por nós.

Santos anjos da guarda, sede sempre a nossa companhia, guiando-nos e protegendo-nos.

Amen”.


Beata Teresa de Calcutá (1910-1997)
Fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
Um Caminho Simples


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

NATAL DE NOSSO SENHOR – Ó Verbo Eterno, Doce Menino de Belém!



NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO
SOLENIDADE COM OITAVA
25 DE DEZEMBRO


«Ó Verbo Eterno, Doce Menino de Belém»

“Ó Doce Menino de Belém, fazei que eu possa aproximar-me, com toda a alma, deste profundo mistério do Natal. Infundi no coração dos homens aquela paz que eles procuram, talvez com tanta dificuldade e que só Vós podeis dar. Ajudai-nos a conhecer-nos melhor e a vivermos fraternalmente como filhos do mesmo Pai. Descobri vossa beleza, vossa santidade, vossa pureza. Despertai em nosso coração o amor e o reconhecimento pela vossa infinita bondade. Uni a todos na caridade, e dai-nos a vossa paz celeste.

Ó Verbo Eterno do Pai, Filho de Deus e de Maria, renovai no misterioso íntimo das almas o prodígio admirável de vosso nascimento! Revesti de imortalidade os filhos de vossa redenção; inflamai-os de caridade, unificai todos no vínculo de vosso Corpo Místico, a fim de que vossa vinda traga a alegria verdadeira, a paz segura, a eficaz fraternidade dos indivíduos e dos povos. Amém, amém!”


Beato Papa João XXIII
Breviário, pp.38, 384

NATAL DE NOSSO SENHOR – Ó Amor, nascestes para mim!



NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO
SOLENIDADE COM OITAVA
25 DE DEZEMBRO


«Ó Amor, nascestes para mim!»

“Ó Amor, sumo e transformado! Ó Visão divina! Ó Inefável! Ó Jesus Cristo, dar-me-eis a conhecer que nascestes por mim! Oh, como é glorioso compreendê-lo! Na verdade, que delícia o ver e compreender que nascestes para mim! A certeza que nos vem da Encarnação é a mesma que nos dá o Natal: nasce pelo mesmo motivo por que se encarnou. Ó admirável, quão admirável são as obras que fizestes para nós!”


Beata Ângela de Foligno
Il Libro della B.Angela III, pp.244-245

NATAL DE NOSSO SENHOR – Ó Senhor, como agradecer o vosso amor?



NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO
SOLENIDADE COM OITAVA
25 DE DEZEMBRO

«Ó Senhor, como agradecer o vosso amor?»


“Ó Senhor, como louvar, como agradecer o vosso amor? Tanto me amastes que por meu amor vos fizestes no tempo, Vós que fizestes os tempos; e no mundo, tínheis menos idade que muitos de vossos servos, vós que sois mais antigo que o mundo; e vos tornastes homem, Vós que fizestes o homem. Fostes criatura de Mãe criada, e fostes levado pelas mãos formadas por Vós mesmo; e sugastes em um seio que Vós mesmo cumulastes; e chorastes como criança, na manjedoura, Vós que sois o Verbo, sem o qual é muda a eloquência humana”.


Santo Agostinho
Sermo 188, 2

NATAL DE NOSSO SENHOR – Foi para nós que nasceu o Menino, o Deus Eterno!



NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO
SOLENIDADE COM OITAVA
25 DE DEZEMBRO

«Foi para nós que nasceu o Menino, o Deus de antes de todos os séculos»


«Hoje a Virgem dá à luz o Eterno
e a terra oferece uma gruta ao Inacessível.
Cantam-n'O os anjos e os pastores,
e com a estrela os magos põem-se a caminho,
porque Tu nasceste para nós,
pequeno Menino. Deus eterno!
Deus de antes de todos os séculos!»


São Romano, o Melódio
Kontakion, 10, In diem Nativitatis Christi, Prooemium: SC 110, 50